Como desenvolver os
INSTINTOS BÁSICOS DO CACHORRO
Com vista a obter um futuro cão de Trabalho e Desporto
A solidez de carácter do cão adulto é consequência directa do adequado equilíbrio dos seus instintos naturais. A criação permite seleccionar os exemplares melhor dotados para o trabalho e para o desporto. O adestramento dá forma ao “todo”. E, neste sentido, o papel exercido pelo adestrador desde as primeiras semanas de vida é imprescindível.
Instinto Gregário
O cão, animal de matilha como o seu ancestral o Lobo, prefere viver no seio de uma comunidade. O medo atávico que o Lobo tem das pessoas foi vencido pelo cão há 16 000 anos com a sua domesticação.
O cão não considera o homem como pertencente à sua espécie, mas aceita-o no seio da sua comunidade e aprendeu a integrar-se também na humana. Esta circunstância faz com que o cão encontre facilmente o seu lugar na escala hierárquica da família humana que o acolhe e é esta a base da relação com o seu dono ou adestrador.
Mas o facto de o cão não temer os humanos tem como consequência que a conduta de os morder se encontre desinibida, em maior ou menor grau. Por esse motivo é possível que os exemplares adultos, em determinadas situações, sejam capazes de defender-se do homem ou, inclusivamente, atacá-lo.
O fenómeno baptizado por Konrad Lorenz Imprinting (anglicismo do termo alemão Prägung, e já abordado por nós em artigos anteriores), que significa impressão, tem lugar a partir da altura em que o cachorro abre os olhos e começa a ter noção do meio envolvente, nas terceira e quarta semanas de idade. Durante esta fase, diferentes estímulos e comportamentos adquirem um significado concreto que fica gravado para sempre.
É neste período que convém manipular o cachorro diariamente, pois é-lhe oferecida a oportunidade de reconhecer o homem como membro do seu grupo social. De facto, está provado cientificamente que os cachorros que, nesta idade, são pesados diariamente são mais seguros e sociáveis que aqueles que não têm tanta atenção por parte do homem. Quero com isto dizer que é obrigação do criador tratar cuidadosamente os cachorros e evitar que todas as situações desagradáveis possam deteriorar o futuro carácter do cão definitiva e irreparavelmente.
A partir da quinta semana começam a aparecer vestígios de comportamento de defesa do alimento, mas é depois da sexta semana que se evidenciam claros comportamentos agonísticos à volta do comedouro, com grande profusão de sinais: eriçamento dos pelos dorsais, rosnadelas, ladridos e autenticas lutas. Através deste tipo de condutas começa a estabelecer-se a escala hierárquica no grupo e um dos cachorros, geralmente o mais desenvolvido, começará a destacar-se dos restantes. Come primeiro, não deixa os irmãos acercar-se até que se sacie, colocará as patas sobre quem ouse disputar a sua primazia… em definitivo, converte-se num líder.
O criador não deve intervir neste processo, mas quando já estiver claramente estabelecida a dominância de um dos cachorros, chegou o momento de o separar dos outros para evitar que o seu carácter se construa à custa da deterioração do dos demais. Assim dá-se a oportunidade a outro de se converter em líder, repetindo-se assim o processo anterior até que fique só um que será o seu próprio líder.
Para a maturação do comportamento social é tão importante dominar como, em certas ocasiões, aceitar ser dominado. Uma atenta observação à ninhada oferecerá ao criador, nestas alturas, suficiente informação para que possa ter uma ideia clara das características psicológicas de cada exemplar: do carácter (capacidade de excitação), do temperamento (grau de dureza perante estímulos adversos), da inteligência adaptativa (facilidade de resolução perante situações novas), da capacidade de recuperação (facilidade de superação de situações desagradáveis), etc.
O segundo dominante é, de momento, o cachorro que demonstrou ser o melhor, pois foi dominado, recuperou-se e soube dominar os outros. O primeiro dominante só mostrou capacidade de dominar não passando pela experiência de ser dominado. Poderá ser este o melhor mas poderá dar-se o caso de não ser. Terá de demonstrar a sua capacidade de recuperação e, para isso o criador terá que intervir, submetendo-o e facilitando o seu restabelecimento.
O criador deve ser aceite como fazendo parte da comunidade. Para ele, ainda que os cachorros vivam separados, é conveniente que nalgumas ocasiões os juntem todos, mãe incluída, permanecendo debaixo da sua atenta supervisão. O criador deverá ser aceite como o elemento super-alfa. A sua experiência, sensibilidade, tolerância, doçura e firmeza permitirão que os cachorros aprendam a aceitar os diferentes estímulos, tanto positivos como negativos, com toda a naturalidade e sem inibições.
Através do jogo o cachorro aceita sem traumas a autoridade do homem. Brincar com o dono facilita a relação entre ambos, melhora a comunicação e facilita que o cão reconheça a hierarquia, que desenvolva a sua capacidade de aprendizagem e que adquira, em suma, a disposição necessária para o trabalho futuro.
Instinto Predatório
Durante todo o período de socialização (das 5 às 12 semanas), o criador deve iniciar as primeiras fases de fomento do instinto de caça, aproveitando as alturas em que se encontra reunida toda a ninhada – sem a mãe. Para evitar que os cachorros se cansem, estas sessões devem ser curtas, intensas e espaçadas no tempo.
Assim, utiliza-se um trapo velho, que servirá de presa, que devemos mover rápida, e entrecortadamente e que, rapidamente, deve afastar-se dos cachorros. Com este procedimento iremos estimular o comportamento de caça e desenvolver a conduta inata de perseguir uma peça de caça que corre e se afasta. Finalmente, permite-se que a mordam para dar por encerrado este ciclo e poder dar-lhes liberdade ao seu comportamento de presa (isto não é mais do que o que as mães lobas fazem para ensinar à sua prole as técnicas de caça).
Agora, podemos observar a capacidade expressiva da conduta persecutória, as características da mordida (tranquila ou nervosa, dura ou branda, ambiciosa ou tímida, duradoura ou breve) e o grau de possessibilidade.
Da análise do conjunto das características psicológicas dos cachorros, se obterá informação suficiente para os classificar no que diz respeito à força da sua carga instintiva e em relação ao equilíbrio entre os seus diferentes instintos. Seleccionam-se os exemplares mais aptos para o Trabalho Desportivo (RCI ou SchH, por exemplo) e estabelecem-se em cada caso a estratégia adequada onde irão assentar as bases do futuro adestramento.
Instinto de Sobrevivência
Quando o cachorro atinge as 12 / 14 semanas e já apresenta algumas sessões de trabalho relativas ao desenvolvimento do instinto de caça, pode-se aproveitar, ainda que leve e brevemente, o momento em que o acto de persegui a presa apresente a sua máxima expressão para, quase simultaneamente, permitir-lhe captura-la e assim restaurar a sua segurança e tranquilidade.
Com a apresentação de estímulos adversos de intensidade inferior ao impulso predatório, o cachorro aprende que a mordida – de escape -, tem um efeito benéfico, pois faz com que cesse a pressão. Assim, agora acede à presa através do Instinto de Sobrevivência e não, como antes, através do Instinto de Caça. O resultado é que o animal descobre que a forma de canalizar as suas inseguranças é através da mordida – mordida de escape.
Desta maneira, estabelecem-se solidamente as bases para o que no futuro será a pressão activa (pressão em direcção ao instinto).
20/10/09
23/09/09
Origem e Evolução da Espécie Canina
No ano do 200º Aniversário de Charles Darwin e do 150º da publicação da sua magistral obra “A ORIGEM DAS ESPÉCIES”, damos o nosso modesto contributo aliando-nos às comemorações destes importantes eventos com a publicação deste artigo
As últimas investigações da genética molecular poderão alterar tudo aquilo que pensávamos em relação ao período, que era consensual, acerca da qual a espécie canina evoluiu demarcando-se da que lhe deu origem: a espécie lupina.
O mito conta que o homem achou que o cão era uma companhia útil e resolveu acolhê-lo. Os cães eram guardas, pastores ou ajudavam na caça. O testemunho arqueológico mais antigo de cães com uma morfologia diferente da dos lobos remonta a 16 mil anos no Médio Oriente, sugerindo uma evolução que coincide com o aparecimento das primeiras aldeias e antecede em alguns milhares de anos a domesticação de outros animais como as ovelhas e cabras.
A ideia de que os cães surgiram quando o homem se tornou um ser sedentário, é frequentemente repetida, de tal forma que é surpreendente encontrar provas na genética que contradizem por completo este conceito. A prova está num estudo feito por Robert Wayne, um biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, que aplicou as ferramentas da biologia moderna a cães, lobos, coiotes e chacais. Robert Wayne e os seus colegas recolheram amostras de sangue, tecido e pêlo de 140 cães de 67 raças e de 162 lobos de três continentes. Os cientistas mediram as diferenças existentes nos ADN das mitocondrias a fim de calcularem como esses vários tipos de caninos estão relacionados entre si e qual a data possível da separação de um antepassado comum. As mitocondrias são pequenas células que estão dentro das células dos animais e que transformam comida armazenada em energia com a ajuda do oxigénio e que também têm a particularidade – muito apreciada pelos geneticistas, aliás – de se reproduzirem assexuada e independentemente do resto da célula. O ADN normal de uma célula animal provem de ambos os pais. No entanto, o ADN das mitocondrias vem exclusivamente do ADN das mitocondrias da mãe. Numa reprodução sexual normal, a mudança genética de uma geração para a geração seguinte é muito rápida devido às misturas dos genes parentais em novas combinações.
Isto significa que o ADN das mitocondrias pode ser utilizado como um cronómetro da evolução. Os Lobos e os coiotes diferem em cerca de 6% no ADN das mitocondrias e, de acordo com fósseis descobertos, separam-se de um antepassado comum há cerca de um milhão de anos. Os lobos e os cães diferem em apenas 1%, o que sugere que lobos e cães se separaram há cerca de 135 mil anos, muito mais cedo do que a data sugerida para a descoberta do primeiro fóssil de um cão sem semelhanças com o lobo.
O cronómetro da evolução é uma medida antiga que não capta diferenças que tenham ocorrido entre as várias raças nas últimas centenas de anos. A descoberta mais marcante da equipa de Wayne foi constatar que não existia quase relação nenhuma entre a raça do cão a as sequências de ADN das mitocondrias. Em oito Pastores Alemães, os cientistas descobriram cinco sequências diferentes; em seis Golden Retrievers, descobriram quatro e as mesmas sequências apareceram repetidas vezes em muitas raças que aparentemente não tinham qualquer relação entre elas.
A questão é esta: se os cães forem de facto domesticados há mais de 100 mil anos, como sugerem os estudos de Wayne, então não houve muita variedade de raças nesses mesmos 100 mil anos. Em vez de se separarem em diferentes raças, o conjunto de genes caninos permaneceu num só, mas misturado. Houve uma saída de genes considerável na população, o que não teria acontecido caso os homens tivessem tentado manipular a criação dos seus cães ou desenvolvido raças especiais com determinadas características. O estudo de Wayne também sugere que durante muito tempo a diferença genética entre o cão e o lobo era demasiado pequena para provocar qualquer mudança morfológica significativa que pudesse ser comprovada no fóssil.
Mesmo se a distância do lobo ao cão fosse pequena, aparentemente isso não acontecia muitas vezes. Wayne descobriu que as sequências do ADN das mitocondrias se juntavam em quatro grupos principais. Se houvesse um novo afluxo de sangue de lobo na população canina (isto é, se o cão fosse reinventado sucessivas vezes de populações selvagens em épocas diferentes), estes diferentes agrupamentos não teriam ocorrido. Wayne concluiu que os primeiros cães “foram inventados de alguma forma na sociedade humana” para serem geneticamente isolados da população de lobos selvagens. E também que a domesticação dos cães provavelmente foi “um acontecimento raro”, algo que sucede muito poucas vezes.
Tudo isto aconteceu numa altura em que “os humanos não eram ainda humanos”, tal como refere Gregory Acland – veterinário que trabalhou com o investigador Aguirre no Centro para a Genética e Reprodução Canina de Cornell - , o que levanta a possibilidade interessante que o homem pré-histórico não tenha querido sequer domesticar cães. Pelo contrário, o cão pré-histórico achou por bem ficar perto dos humanos e convenceu-os a não lhe atirarem pedras nem a comê-lo.
Claro que este é um comentário hipotético. Se esta descrição está certa, não foi com intenção consciente dos cães. Mas também não houve praticamente intenção da parte dos humanos. A maravilha e a beleza da escolha natural está na criatividade e na inteligência “impensada” com que essa escolha é feita. A verdade é que os homens com os seus acampamentos, as suas pilhas de lixo e práticas de caça, representavam um nicho ecológico ideal para a exploração dos lobos, ou pelo menos por aqueles lobos, que na sua estrutura genética, conseguiram explorar aquele nicho e depois passaram esta capacidade aos seus descendentes. Apesar de existirem lobos espalhados por todo o Mundo, desde a Europa à Ásia, à América do Norte, a população total resume-se a 150 mil espécimes. Nos Estados Unidos existem cerca de 50 milhões de cães com dono e mais outros tantos sem dono, o que pode ser interpretado da seguinte forma: é preferível “engraxar” as pessoas que lutar contra elas.
19/08/09
O Genoma Canino
O ponto de partida para uma revisão científica sobre assuntos caninos é um esforço extremamente modesto mais conhecido por Projecto sobre o Genoma Canino, que não se compara ao Projecto sobre o Genoma Humano, um programa financiado com 3 biliões de dólares que tem por objectivo o levantamento de todos os genes do corpo humano. O projecto canino vai custar alguns milhões de dólares e muitos dos fundos serão provenientes de clubes de criadores Norte Americanos que pretendem desenvolver testes genéticos para doenças congénitas mais susceptíveis na raça que criam.
Descobrir os genes que provocam esta ou aquela doença é no que a maior parte das pessoas pensa quando se fala em levantamento de genes e investigação genética. Indicar as causas das doenças congénitas é, certamente, uma das maiores recompensas que surgirá dum melhor entendimento da estrutura genética do cão. Mas os genes de um indivíduo são mais do que um mapa da saúde pessoal. Eles são também a chave do percurso da evolução da espécie. O percurso do cão nos últimos 16 000 anos na companhia do homem deixou marcas distintas nos genes da população canina. Tal como um Arqueólogo pode deduzir hierarquias sociais, crenças e superstições numa civilização à muito desaparecida a partir de materiais por ela deixados, também o geneticista poderá deduzir muito acerca da história, evolução e ambiente social de uma espécie a partir dos padrões que todo este conjunto gravou nos seus genes.
Só o facto de termos chegado ao ponto em que os cientistas se decidem a fazer um estudo profundo sobre o genoma do cão, já significa uma mudança e um passo em frente no mundo da ciência. Durante vários anos, a comunidade científica manteve uma certa distância em relação aos animais domésticos em geral, mas particularmente no que diz respeito ao cão. Os zoólogos sempre consideraram os animais domésticos desinteressantes e sempre os classificaram como “degenerados” ou impróprios para pesquisa porque tinham perdido a capacidade de adaptação. Se pusermos a Medicina Veterinária de lado, é como se a genética molecular e outros grandes avanços científicos do século vinte e vinte e um tivessem pura e simplesmente esquecido o cão.
E depois convém não esquecer que os cientistas são tão sentimentais e pouco objectivos no que diz respeito aos cães como o resto da humanidade. “A maior parte dos cientistas que fala de cães tem o seu chapéu de cientista e de idiota”, refere Gustavo Aguirre do Instituto Baker para a Saúde Animal da Universidade de Cornell. “E sempre que começam a falar de cães põem o chapéu de idiota. Dizem coisas que não podem ser verdade. E, como cientistas, sabem-no. A verdade é que os cientistas sabem infinitamente mais sobre o genoma de um rato ou de uma ovelha ou ainda de uma mosca do que sobre o do cão”.
Há alguns anos, Aguirre e outros decidiram pôr os seus chapéus de cientista e aplicar as ferramentas da biologia moderna ao serviço do estudo do genoma do cão. O motivo foi tentar perceber as raízes genéticas de doenças congénitas como a cegueira que aprece em determinadas raças, como os poodle miniatura, os elkhound noruegueses, os setters irlandeses, os collies e os cocker spaniel. Estas doenças, caracterizadas pela cegueira nocturna seguida de uma deterioração da visão durante o dia, têm uma semelhança incrível com uma doença humana denominada retinite pigmentosa.
O estudo das causas das doenças genéticas caninas permanece um assunto central no trabalho destes cientistas, mas ao longo do tempo, o projecto adquiriu um teor mais vasto: elaborar um mapa aproximado, mas claro, do genoma do cão que nos permite compreender o que é que faz com que o cão seja aquilo que é e faça aquilo que faz.
Aguirre gosta de mostrar o seu laboratório ou “canil” aos visitantes. O laboratório tem quatro arcas enormes de aço inoxidável com filas de amostras de sangue congelado a temperaturas de 80 graus negativos. Para o mapa do genoma, os investigadores recolheram amostras de sangue de 212 cães de três gerações, todos eles resultados de cruzamento de cães de raças tão diferentes como poodls, Dobermann, setters irlandeses, elkhounds noruegueses e beagles. Felizmente, tanto para Aguirre como para os investigadores neste campo, os cães prestam-se a estudos genéticos. Ao contrário dos humanos, que têm tendência para o casamento entre familiares próximos, as raças de cães têm mantido a sua pureza através do cruzamento de cães da mesma raça. Os elkhouds noruegueses, por exemplo, são muito diferentes dos beagles não só pela sua aparência e pelas doenças congénitas que têm (os beagles quase nunca sofrem de cegueira degenerativa) mas também por causa do ADN “alterado” que se encontra em cada um dos seus cromossomas. Os genes são a sequência de ADN num cromossoma que dá ordens ao corpo para actuar. Mas longas tiras de ADN entre os genes acumularam-se ao longo dos tempos. As mutações em zonas importantes do genoma são frequentemente nocivas e têm tendência a serem eliminadas rapidamente, enquanto mutações no ADN alterado simplesmente amontoam-se, em variações ao acaso que podem servir para distinguir uma raça de outra. Os investigadores acreditam que as sequências de ADN alterado são úteis porque tendem a possuir padrões identificativos que facilitam a elaboração de uma “sonda” molecular que os define.
Isto significa que os investigadores podem usar sequências de ADN alterado como marcadores para os ajudarem a descobrir o caminho do genoma. Se cruzarmos um beagle com um elkhound, e depois cruzarmos também os seus descendentes, alguns destes cães sofrerão de degeneração da retina e outros não. E quase de certeza terão muitas diferenças nas marcas genéticas fáceis de reconhecer e medir. Se todos os portadores de doenças têm o marcador A numa determinada mancha num cromossoma enquanto os não-portadores não têm, o gene da doença deve estar eminente.
O laboratório de Aguirre e um grupo liderado por Elaine Ostrander no Centro de Investigação de Cancro Fred Hutchinson, em Seattle, utilizando a técnica descrita acima, criaram o primeiro mapa com um “sistema articulado” do genoma do cão que foi publicado em 1997. O mapa é composto por cerca de 150 marcas no genoma canino. Cada marca consiste em ADN alterado ligado a um gene que permanece constante. O gene permite aos investigadores identificar a sua posição no genoma. As variações permite-lhe investigar as diferenças genéticas entre os indivíduos e assim relacionar uma doença ou uma determinada característica física com um marcador específico.
Outra vantagem que os cães têm no que respeita à definição de um mapa de estrutura genética é o facto de se reproduzirem em grande número – ninhadas de 10 ou 12 cachorros é algo de muito frequente nos cães. As estatísticas indicam que as doenças que não podem ser identificadas no genoma humano, podem sê-lo numa família de cães. Vários genes responsáveis por distúrbios caninos foram já identificados e testes de rastreio foram desenvolvidos nesse sentido. O Clube Americano do Setter Irlandês, o primeiro a apoiar a investigação genética centrada nos problemas da criação, faz sempre um teste sanguíneo aos setters irlandeses puros que permite saber se sofrem de degeneração da retina.
Patrocinadores mais convencionais da investigação científica, como os Institutos Nacionais de Saúde e a Sociedade Americana de Oncologia, começaram a angariar fundos para o estudo da genética canina uma vez que, a pouco e pouco, se verificava que as doenças caninas e humanas parecia estarem cada vez mais relacionadas. Mais de vinte doenças congénitas nos cães foram identificadas em determinados genes defeituosos e em todos os casos o mesmo gene defeituoso foi encontrado no ser humano. Os cães são portadores do gene brca1, que foi identificado há uns anos como causador de aumento significativo do risco de cancro da mama nas mulheres. Provavelmente, 90 a 95% dos genomas canino e humano são idênticos.
Desde o início, os investigadores do genoma do cão aperceberam-se de que iriam descobrir muitas coisas acerca da história do cão e do seu comportamento inato – o tipo de coisas que as pessoas sempre quiseram saber. Ninguém espera encontrar o gene da lealdade, mas talvez existam genes do comportamento protector. E, embora não haja um gene nem sequer uma série deles que justifiquem a transformação do lobo em cão, o estudo da população genética de ambas as espécies podia dizer muito acerca da origem e história da domesticação.
Descobrir os genes que provocam esta ou aquela doença é no que a maior parte das pessoas pensa quando se fala em levantamento de genes e investigação genética. Indicar as causas das doenças congénitas é, certamente, uma das maiores recompensas que surgirá dum melhor entendimento da estrutura genética do cão. Mas os genes de um indivíduo são mais do que um mapa da saúde pessoal. Eles são também a chave do percurso da evolução da espécie. O percurso do cão nos últimos 16 000 anos na companhia do homem deixou marcas distintas nos genes da população canina. Tal como um Arqueólogo pode deduzir hierarquias sociais, crenças e superstições numa civilização à muito desaparecida a partir de materiais por ela deixados, também o geneticista poderá deduzir muito acerca da história, evolução e ambiente social de uma espécie a partir dos padrões que todo este conjunto gravou nos seus genes.
Só o facto de termos chegado ao ponto em que os cientistas se decidem a fazer um estudo profundo sobre o genoma do cão, já significa uma mudança e um passo em frente no mundo da ciência. Durante vários anos, a comunidade científica manteve uma certa distância em relação aos animais domésticos em geral, mas particularmente no que diz respeito ao cão. Os zoólogos sempre consideraram os animais domésticos desinteressantes e sempre os classificaram como “degenerados” ou impróprios para pesquisa porque tinham perdido a capacidade de adaptação. Se pusermos a Medicina Veterinária de lado, é como se a genética molecular e outros grandes avanços científicos do século vinte e vinte e um tivessem pura e simplesmente esquecido o cão.
E depois convém não esquecer que os cientistas são tão sentimentais e pouco objectivos no que diz respeito aos cães como o resto da humanidade. “A maior parte dos cientistas que fala de cães tem o seu chapéu de cientista e de idiota”, refere Gustavo Aguirre do Instituto Baker para a Saúde Animal da Universidade de Cornell. “E sempre que começam a falar de cães põem o chapéu de idiota. Dizem coisas que não podem ser verdade. E, como cientistas, sabem-no. A verdade é que os cientistas sabem infinitamente mais sobre o genoma de um rato ou de uma ovelha ou ainda de uma mosca do que sobre o do cão”.
Há alguns anos, Aguirre e outros decidiram pôr os seus chapéus de cientista e aplicar as ferramentas da biologia moderna ao serviço do estudo do genoma do cão. O motivo foi tentar perceber as raízes genéticas de doenças congénitas como a cegueira que aprece em determinadas raças, como os poodle miniatura, os elkhound noruegueses, os setters irlandeses, os collies e os cocker spaniel. Estas doenças, caracterizadas pela cegueira nocturna seguida de uma deterioração da visão durante o dia, têm uma semelhança incrível com uma doença humana denominada retinite pigmentosa.
O estudo das causas das doenças genéticas caninas permanece um assunto central no trabalho destes cientistas, mas ao longo do tempo, o projecto adquiriu um teor mais vasto: elaborar um mapa aproximado, mas claro, do genoma do cão que nos permite compreender o que é que faz com que o cão seja aquilo que é e faça aquilo que faz.
Aguirre gosta de mostrar o seu laboratório ou “canil” aos visitantes. O laboratório tem quatro arcas enormes de aço inoxidável com filas de amostras de sangue congelado a temperaturas de 80 graus negativos. Para o mapa do genoma, os investigadores recolheram amostras de sangue de 212 cães de três gerações, todos eles resultados de cruzamento de cães de raças tão diferentes como poodls, Dobermann, setters irlandeses, elkhounds noruegueses e beagles. Felizmente, tanto para Aguirre como para os investigadores neste campo, os cães prestam-se a estudos genéticos. Ao contrário dos humanos, que têm tendência para o casamento entre familiares próximos, as raças de cães têm mantido a sua pureza através do cruzamento de cães da mesma raça. Os elkhouds noruegueses, por exemplo, são muito diferentes dos beagles não só pela sua aparência e pelas doenças congénitas que têm (os beagles quase nunca sofrem de cegueira degenerativa) mas também por causa do ADN “alterado” que se encontra em cada um dos seus cromossomas. Os genes são a sequência de ADN num cromossoma que dá ordens ao corpo para actuar. Mas longas tiras de ADN entre os genes acumularam-se ao longo dos tempos. As mutações em zonas importantes do genoma são frequentemente nocivas e têm tendência a serem eliminadas rapidamente, enquanto mutações no ADN alterado simplesmente amontoam-se, em variações ao acaso que podem servir para distinguir uma raça de outra. Os investigadores acreditam que as sequências de ADN alterado são úteis porque tendem a possuir padrões identificativos que facilitam a elaboração de uma “sonda” molecular que os define.
Isto significa que os investigadores podem usar sequências de ADN alterado como marcadores para os ajudarem a descobrir o caminho do genoma. Se cruzarmos um beagle com um elkhound, e depois cruzarmos também os seus descendentes, alguns destes cães sofrerão de degeneração da retina e outros não. E quase de certeza terão muitas diferenças nas marcas genéticas fáceis de reconhecer e medir. Se todos os portadores de doenças têm o marcador A numa determinada mancha num cromossoma enquanto os não-portadores não têm, o gene da doença deve estar eminente.
O laboratório de Aguirre e um grupo liderado por Elaine Ostrander no Centro de Investigação de Cancro Fred Hutchinson, em Seattle, utilizando a técnica descrita acima, criaram o primeiro mapa com um “sistema articulado” do genoma do cão que foi publicado em 1997. O mapa é composto por cerca de 150 marcas no genoma canino. Cada marca consiste em ADN alterado ligado a um gene que permanece constante. O gene permite aos investigadores identificar a sua posição no genoma. As variações permite-lhe investigar as diferenças genéticas entre os indivíduos e assim relacionar uma doença ou uma determinada característica física com um marcador específico.
Outra vantagem que os cães têm no que respeita à definição de um mapa de estrutura genética é o facto de se reproduzirem em grande número – ninhadas de 10 ou 12 cachorros é algo de muito frequente nos cães. As estatísticas indicam que as doenças que não podem ser identificadas no genoma humano, podem sê-lo numa família de cães. Vários genes responsáveis por distúrbios caninos foram já identificados e testes de rastreio foram desenvolvidos nesse sentido. O Clube Americano do Setter Irlandês, o primeiro a apoiar a investigação genética centrada nos problemas da criação, faz sempre um teste sanguíneo aos setters irlandeses puros que permite saber se sofrem de degeneração da retina.
Patrocinadores mais convencionais da investigação científica, como os Institutos Nacionais de Saúde e a Sociedade Americana de Oncologia, começaram a angariar fundos para o estudo da genética canina uma vez que, a pouco e pouco, se verificava que as doenças caninas e humanas parecia estarem cada vez mais relacionadas. Mais de vinte doenças congénitas nos cães foram identificadas em determinados genes defeituosos e em todos os casos o mesmo gene defeituoso foi encontrado no ser humano. Os cães são portadores do gene brca1, que foi identificado há uns anos como causador de aumento significativo do risco de cancro da mama nas mulheres. Provavelmente, 90 a 95% dos genomas canino e humano são idênticos.
Desde o início, os investigadores do genoma do cão aperceberam-se de que iriam descobrir muitas coisas acerca da história do cão e do seu comportamento inato – o tipo de coisas que as pessoas sempre quiseram saber. Ninguém espera encontrar o gene da lealdade, mas talvez existam genes do comportamento protector. E, embora não haja um gene nem sequer uma série deles que justifiquem a transformação do lobo em cão, o estudo da população genética de ambas as espécies podia dizer muito acerca da origem e história da domesticação.
29/07/09
Hereditariedade do Comportamento
Foram os Etólogos Scott e Fuller que iniciaram os estudos sobre as diferenças comportamentais do cão baseadas na genética de cada raça. Ao encontrar variação no estudo de cinco dessas raças, atribuíram estas diferenças a factores genéticos. Além disso observaram que a variabilidade de caracteres, dentro de cada raça, era igualmente bastante considerável.
Estes estudos sobre cães domésticos foram levados a cabo nos anos 50. Posteriormente tentou-se avaliar a transmissão hereditária de vários caracteres de conduta sobretudo em raças de trabalho. As conclusões que nos interessam e que procuramos quando analisamos exemplares destinados ao trabalho em geral e ao adestramento em particular, são as seguintes:
• A transmissão hereditária do comportamento é baixa e, em muitos casos, não é significativamente diferente de zero.
• O único traço de carácter que apresenta uma transmissão elevada (entre 0,4 e 0,5) é o medo. Também estão incluídas neste campo, aquilo a que poderíamos chamar: instabilidade emocional, irritabilidade ou nervosismo. Tudo isto contribui para uma inadequada resposta do cão num contexto de um ambiente estranho.
• Não foi possível demonstrar que os problemas comportamentais, tais como a agressividade inadequada, tenham alguma componente de origem hereditária.
• A componente hereditária materna é sempre superior à paterna.
Analisando estas conclusões podemos adiantar com alguma segurança que realmente, o animal não herda “virtudes” mas sim “vícios”. Logicamente estas conclusões, em qualquer altura, podem ser rebatidas mas, até este momento, não existem estudos experimentais que demonstrem o contrário. Através destas conclusões podemos ainda chegar (não de forma empírica mas sim de forma lógica) às seguintes premissas:
• O objectivo da selecção é obter “indivíduos normais”.
• Entendemos um exemplar normal como estando isento de “problemas psicofísicos”.
• A agressividade por medo pode ser corrigida através da selecção.
• A variabilidade dentro da mesma raça obedece a uma selecção inadequada.
Para darmos um exemplo prático das conclusões a que estes Etólogos chegaram vamos analisar dois tipos de cães de uma raça muito popular; um exemplar de beleza e outro de trabalho.
Nalguns Países, para esta raça de cães obter um Certificado de Aptidão para a Criação de exemplares de beleza é necessário, cada exemplar, estar habilitado através de três itens específicos, que são:
• Um certificado que comprove a ausência de displasia Coxo-Femural.
• Uma qualificação de Excelente numa Exposição de Beleza.
• Ausência de medo (observada através de uma detonação imprevista provocada por uma arma de fogo).
Em relação ao Certificado de despiste da displasia não há nada a opor, pelo contrário só trás benefícios para a selecção e, como medida de precaução é bastante acertada.
O juiz de uma Exposição de Beleza, como humano, pode cair na tentação de estereotipar a raça, adaptando-a ao seu conceito de exemplar perfeito da raça e aos seus gostos pessoais. Contra isso nem a raça nem os humanos podem fazer nada. De qualquer forma, esta medida também pode ser benéfica sempre que o juiz esteja realmente preparado para interpretar o standard e o seu julgamento não dependa de correntes mediáticas.
O ponto de discrepância encontramo-lo na prova de “ausência de medo”. Sendo o conceito de habituação a capacidade que o animal possui para deixar de responder a um estímulo quando este se produz com determinada frequência, facilmente se pode habituar um exemplar a não responder a um disparo ou, simplesmente a realizar uma actividade redirigida quando este se produz. Assim, é costume observarmos que, muitos exemplares, depois de escutarem uma detonação não reagem, demonstrando uma encapotada ausência de medo. O Juiz da prova, induzido em erro, irá chegar à conclusão que se trata de um cão “corajoso”. Realmente, estas provas não reflectem a ausência de medo do cão mas a habilidade do treinador em trabalhar a aquisição de hábito.
Assim, o cão declarado apto mediante esta selecção pode ser corajoso ou não, e a sua prole, no caso em que o progenitor, apesar de superar as provas exigidas, não possuir essa característica, fixará este traço de carácter nuns 0,4 ou 0,5.
O cão de trabalho é testado exaustivamente tanto física como psiquicamente. As provas de ausência de medo transladam de um contexto a outro, desde o disparo à defesa ou à agressão , desde a capacidade de aprendizagem rápida à manifestação de inteligência. Com tudo isto, a margem de erro na hereditariedade do medo reduz-se consideravelmente. Assim se explica que esta raça, após poucas gerações, fragmentou-se em duas: as nossas tão conhecidas expressões “linhas de beleza” e “linhas de trabalho”.
É lógico que nas raças “best sellers”, não podemos fazer passar todos os exemplares por provas excessivamente sofisticadas, mas poderemos conseguir fazer com que os Juízes tenham uma experiência e uma formação adequadas em comportamento canino que lhes possa permitir reduzir consideravelmente o grau de erro na selecção de exemplares aptos para a criação.
Estes estudos sobre cães domésticos foram levados a cabo nos anos 50. Posteriormente tentou-se avaliar a transmissão hereditária de vários caracteres de conduta sobretudo em raças de trabalho. As conclusões que nos interessam e que procuramos quando analisamos exemplares destinados ao trabalho em geral e ao adestramento em particular, são as seguintes:
• A transmissão hereditária do comportamento é baixa e, em muitos casos, não é significativamente diferente de zero.
• O único traço de carácter que apresenta uma transmissão elevada (entre 0,4 e 0,5) é o medo. Também estão incluídas neste campo, aquilo a que poderíamos chamar: instabilidade emocional, irritabilidade ou nervosismo. Tudo isto contribui para uma inadequada resposta do cão num contexto de um ambiente estranho.
• Não foi possível demonstrar que os problemas comportamentais, tais como a agressividade inadequada, tenham alguma componente de origem hereditária.
• A componente hereditária materna é sempre superior à paterna.
Analisando estas conclusões podemos adiantar com alguma segurança que realmente, o animal não herda “virtudes” mas sim “vícios”. Logicamente estas conclusões, em qualquer altura, podem ser rebatidas mas, até este momento, não existem estudos experimentais que demonstrem o contrário. Através destas conclusões podemos ainda chegar (não de forma empírica mas sim de forma lógica) às seguintes premissas:
• O objectivo da selecção é obter “indivíduos normais”.
• Entendemos um exemplar normal como estando isento de “problemas psicofísicos”.
• A agressividade por medo pode ser corrigida através da selecção.
• A variabilidade dentro da mesma raça obedece a uma selecção inadequada.
Para darmos um exemplo prático das conclusões a que estes Etólogos chegaram vamos analisar dois tipos de cães de uma raça muito popular; um exemplar de beleza e outro de trabalho.
Nalguns Países, para esta raça de cães obter um Certificado de Aptidão para a Criação de exemplares de beleza é necessário, cada exemplar, estar habilitado através de três itens específicos, que são:
• Um certificado que comprove a ausência de displasia Coxo-Femural.
• Uma qualificação de Excelente numa Exposição de Beleza.
• Ausência de medo (observada através de uma detonação imprevista provocada por uma arma de fogo).
Em relação ao Certificado de despiste da displasia não há nada a opor, pelo contrário só trás benefícios para a selecção e, como medida de precaução é bastante acertada.
O juiz de uma Exposição de Beleza, como humano, pode cair na tentação de estereotipar a raça, adaptando-a ao seu conceito de exemplar perfeito da raça e aos seus gostos pessoais. Contra isso nem a raça nem os humanos podem fazer nada. De qualquer forma, esta medida também pode ser benéfica sempre que o juiz esteja realmente preparado para interpretar o standard e o seu julgamento não dependa de correntes mediáticas.
O ponto de discrepância encontramo-lo na prova de “ausência de medo”. Sendo o conceito de habituação a capacidade que o animal possui para deixar de responder a um estímulo quando este se produz com determinada frequência, facilmente se pode habituar um exemplar a não responder a um disparo ou, simplesmente a realizar uma actividade redirigida quando este se produz. Assim, é costume observarmos que, muitos exemplares, depois de escutarem uma detonação não reagem, demonstrando uma encapotada ausência de medo. O Juiz da prova, induzido em erro, irá chegar à conclusão que se trata de um cão “corajoso”. Realmente, estas provas não reflectem a ausência de medo do cão mas a habilidade do treinador em trabalhar a aquisição de hábito.
Assim, o cão declarado apto mediante esta selecção pode ser corajoso ou não, e a sua prole, no caso em que o progenitor, apesar de superar as provas exigidas, não possuir essa característica, fixará este traço de carácter nuns 0,4 ou 0,5.
O cão de trabalho é testado exaustivamente tanto física como psiquicamente. As provas de ausência de medo transladam de um contexto a outro, desde o disparo à defesa ou à agressão , desde a capacidade de aprendizagem rápida à manifestação de inteligência. Com tudo isto, a margem de erro na hereditariedade do medo reduz-se consideravelmente. Assim se explica que esta raça, após poucas gerações, fragmentou-se em duas: as nossas tão conhecidas expressões “linhas de beleza” e “linhas de trabalho”.
É lógico que nas raças “best sellers”, não podemos fazer passar todos os exemplares por provas excessivamente sofisticadas, mas poderemos conseguir fazer com que os Juízes tenham uma experiência e uma formação adequadas em comportamento canino que lhes possa permitir reduzir consideravelmente o grau de erro na selecção de exemplares aptos para a criação.
27/06/09
Ladrido Incontrolado
Recebe queixas do seu cão por parte dos vizinhos quando sai, ou gostaria de conseguir escutar o seu interlocutor quando está a falar ao telefone? Não desespere pois não é o único! O ladrido surge de forma natural, mas quando é excessivo e incontrolado é um dos problemas mais difíceis de resolver.
O ladrido incontrolado é um dos sintomas mais visíveis duma patologia comportamental da qual sofrem grande parte dos cães: A ansiedade por separação.
Como foi mencionado num artigo anterior dedicado à Comunicação Canina, os cães podem comunicar entre si utilizando cerca de dez tipos diferentes de sons, que vão desde o gemido até ao grunhido.
Ainda que o ladrido seja útil e normal como meio de comunicação, em excesso pode ser um incómodo para os humanos não só os que vivem com o cão mas também para os vizinhos.
Ladrar para dissuadir alguém de entrar no seu território – propriedade do dono – é normal, é o seu instinto de protecção a actuar, mas se existe uma sucessão de pessoas cruzando a propriedade e o cão ladra a todos eles, pode ser muito aborrecido e bastante incómodo. Infelizmente, os donos com frequência tentam silenciar o seu cão gritando-lhe, mas como as capacidades da comunicação canina não se estendem à compreensão do idioma humano, o cão simplesmente supõe que o seu dono está ladrando também e continua a ladrar, inclusivamente aumenta o seu tom.
Outros descobrem que ao ladrar fazem com que o seu dono lhes preste logo atenção, mesmo que só lhe grite: “Cala-te!” Afinal, parece que o cão desenvolve imaginação e ladra por tudo e por nada somente para conseguir atenção do seu dono.
Não obstante, a razão principal pela qual os cães aprendem a ladrar em excesso a toda a gente que cruza o seu território é o simples facto de que a maioria dessas pessoas se afastam. O cão não se dá conta de que não querem entrar, pensa que os afugentou, reforçando o seu acto.
Com frequência os proprietários de cães debatem-se com o problema do incómodo que os seus cães criam, principalmente aos vizinhos, que ladram incessantemente quando são deixados sozinhos em casa. Esses cães estão a tentar chamar os seus donos para que regressem a casa. Quando estes regressam o cão pensa que a consequência desse regresso prende-se com o facto de ele os ter chamado através do ladrido insistente. Assim, na próxima ocasião ladram com mais determinação ainda. A causa deste problema de conduta normalmente radica numa relação demasiado estreita entre o cão e os seus donos quando estes se encontram em casa. Isto causa ansiedade quando saiem porque não podem passar sem eles.
No seu habitat natural, o antepassado do cão, o Lobo, uiva para comunicar e reunir a alcateia. Como versões permanentemente imaturas dos seus ancestrais parentes, os cães tendem a ladrar mais que uivar à semelhança do que fazem os lobos adolescentes.
Para alguns donos, não obstante, a conduta vocal de solicitação de companhia não se limita a quando eles saiem. De certeza que já visitou um amigo para conversar, encontrando o seu cão impossibilitando a conversa com os seus ladridos incessantes durante a totalidade da visita. Para tentar deter este barulho ensurdecedor, o seu amigo grita ao cão para que se cale ou, noutro extremo, tenta acalmá-lo acariciando-o com a mão. Com certeza, qualquer destas estratégias simplesmente dará mais força ao cão para que continue a ladrar logo que se sinta ignorado de novo.
Muitos casais também têm que comprovar cuidadosamente onde se encontra o seu cão antes de se abraçarem. Se são observados, a sua demonstração de afecto é provável que seja rapidamente interrompida com o ladrido de um cão aparentemente zeloso. O mesmo tipo de ladrido de busca de atenção pode surgir quando o dono fala ao telefone, vê televisão ou quando está concentrado na condução de um veículo.
Resolva pela positiva
Por exemplo, cada vez que o seu cão ladra pedindo atenção, ignore-o, levante-se e sai da sala em silêncio. Com o tempo aprenderá que ladrar por esse motivo é contraproducente.
Não recomendamos nenhum dispositivo para deter a vocalização sem uma tentativa para encontrar as causas do ruído. Podemos erradamente estar a inibir um ladrido que nada tem a ver com uma chamada de atenção mas sim o sinal da aproximação de um potencial agressor.
Ainda que pareça mentira, uma das maneiras mais simples de ensinar um cão a não ladrar é ensiná-lo a ladrar à ordem. Primeiro encontre uma maneira de incentivar o seu cão para que ladre. Pode tentar que ladre de excitação ao levantar o seu comedor no ar, ou unicamente poderá fazer o mesmo movimento com uma guloseima ou um brinquedo que ele goste. Prender um cão com segurança também incrementará a frustração e estimular-lhe-á a vocalização. Quando o seu cão ladrar, elogie-o e repita a palavra “Fala!”. Se realizar esse exercício com frequência, o seu cão associará a palavra “Fala!” com o acto de ladrar e será capaz de conseguir que ladre à ordem. O objectivo final deste exercício é introduzir a palavra “Para!” enquanto o cão está a ladrar. Quando ele se calar deve dar-lhe um brinquedo ou um prémio em forma de guloseima. Se o exercício é repetido bastantes vezes, o seu cão associará o facto de estar calado com o cessar do ladrido e com a recompensa.
A recompensa é, claro está, a melhor motivação do comportamento, assim é importante elogiar o cão no preciso momento em que executa o exercício correctamente e não depois. Isto significa recompensá-lo quando pára de ladrar, e também quando não ladra numa situação em que normalmente o faria. Quando o seu cão está tranquilamente a descansar e permite-lhe conversar com as visitas sem ser importunado, ou quando os seus vizinhos cheguem a casa e o seu cão não ladre, deve elogiá-lo e recompensá-lo, assim encorajará o seu cão a permanecer quieto e calmo na próxima vez que se veja confrontado com situações semelhantes.
O ladrido incontrolado é um dos sintomas mais visíveis duma patologia comportamental da qual sofrem grande parte dos cães: A ansiedade por separação.
Como foi mencionado num artigo anterior dedicado à Comunicação Canina, os cães podem comunicar entre si utilizando cerca de dez tipos diferentes de sons, que vão desde o gemido até ao grunhido.
Ainda que o ladrido seja útil e normal como meio de comunicação, em excesso pode ser um incómodo para os humanos não só os que vivem com o cão mas também para os vizinhos.
Ladrar para dissuadir alguém de entrar no seu território – propriedade do dono – é normal, é o seu instinto de protecção a actuar, mas se existe uma sucessão de pessoas cruzando a propriedade e o cão ladra a todos eles, pode ser muito aborrecido e bastante incómodo. Infelizmente, os donos com frequência tentam silenciar o seu cão gritando-lhe, mas como as capacidades da comunicação canina não se estendem à compreensão do idioma humano, o cão simplesmente supõe que o seu dono está ladrando também e continua a ladrar, inclusivamente aumenta o seu tom.
Outros descobrem que ao ladrar fazem com que o seu dono lhes preste logo atenção, mesmo que só lhe grite: “Cala-te!” Afinal, parece que o cão desenvolve imaginação e ladra por tudo e por nada somente para conseguir atenção do seu dono.
Não obstante, a razão principal pela qual os cães aprendem a ladrar em excesso a toda a gente que cruza o seu território é o simples facto de que a maioria dessas pessoas se afastam. O cão não se dá conta de que não querem entrar, pensa que os afugentou, reforçando o seu acto.
Com frequência os proprietários de cães debatem-se com o problema do incómodo que os seus cães criam, principalmente aos vizinhos, que ladram incessantemente quando são deixados sozinhos em casa. Esses cães estão a tentar chamar os seus donos para que regressem a casa. Quando estes regressam o cão pensa que a consequência desse regresso prende-se com o facto de ele os ter chamado através do ladrido insistente. Assim, na próxima ocasião ladram com mais determinação ainda. A causa deste problema de conduta normalmente radica numa relação demasiado estreita entre o cão e os seus donos quando estes se encontram em casa. Isto causa ansiedade quando saiem porque não podem passar sem eles.
No seu habitat natural, o antepassado do cão, o Lobo, uiva para comunicar e reunir a alcateia. Como versões permanentemente imaturas dos seus ancestrais parentes, os cães tendem a ladrar mais que uivar à semelhança do que fazem os lobos adolescentes.
Para alguns donos, não obstante, a conduta vocal de solicitação de companhia não se limita a quando eles saiem. De certeza que já visitou um amigo para conversar, encontrando o seu cão impossibilitando a conversa com os seus ladridos incessantes durante a totalidade da visita. Para tentar deter este barulho ensurdecedor, o seu amigo grita ao cão para que se cale ou, noutro extremo, tenta acalmá-lo acariciando-o com a mão. Com certeza, qualquer destas estratégias simplesmente dará mais força ao cão para que continue a ladrar logo que se sinta ignorado de novo.
Muitos casais também têm que comprovar cuidadosamente onde se encontra o seu cão antes de se abraçarem. Se são observados, a sua demonstração de afecto é provável que seja rapidamente interrompida com o ladrido de um cão aparentemente zeloso. O mesmo tipo de ladrido de busca de atenção pode surgir quando o dono fala ao telefone, vê televisão ou quando está concentrado na condução de um veículo.
Resolva pela positiva
Por exemplo, cada vez que o seu cão ladra pedindo atenção, ignore-o, levante-se e sai da sala em silêncio. Com o tempo aprenderá que ladrar por esse motivo é contraproducente.
Não recomendamos nenhum dispositivo para deter a vocalização sem uma tentativa para encontrar as causas do ruído. Podemos erradamente estar a inibir um ladrido que nada tem a ver com uma chamada de atenção mas sim o sinal da aproximação de um potencial agressor.
Ainda que pareça mentira, uma das maneiras mais simples de ensinar um cão a não ladrar é ensiná-lo a ladrar à ordem. Primeiro encontre uma maneira de incentivar o seu cão para que ladre. Pode tentar que ladre de excitação ao levantar o seu comedor no ar, ou unicamente poderá fazer o mesmo movimento com uma guloseima ou um brinquedo que ele goste. Prender um cão com segurança também incrementará a frustração e estimular-lhe-á a vocalização. Quando o seu cão ladrar, elogie-o e repita a palavra “Fala!”. Se realizar esse exercício com frequência, o seu cão associará a palavra “Fala!” com o acto de ladrar e será capaz de conseguir que ladre à ordem. O objectivo final deste exercício é introduzir a palavra “Para!” enquanto o cão está a ladrar. Quando ele se calar deve dar-lhe um brinquedo ou um prémio em forma de guloseima. Se o exercício é repetido bastantes vezes, o seu cão associará o facto de estar calado com o cessar do ladrido e com a recompensa.
A recompensa é, claro está, a melhor motivação do comportamento, assim é importante elogiar o cão no preciso momento em que executa o exercício correctamente e não depois. Isto significa recompensá-lo quando pára de ladrar, e também quando não ladra numa situação em que normalmente o faria. Quando o seu cão está tranquilamente a descansar e permite-lhe conversar com as visitas sem ser importunado, ou quando os seus vizinhos cheguem a casa e o seu cão não ladre, deve elogiá-lo e recompensá-lo, assim encorajará o seu cão a permanecer quieto e calmo na próxima vez que se veja confrontado com situações semelhantes.
27/05/09
Linguagem Canina II - Expressões Faciais e Corporais
Linguagem Corporal
São todo um conjunto de sinais que um animal transmite a outro através de uma ou várias partes específicas do seu corpo. Para que estes sinais possam ser considerados como comunicação têm que alterar, de forma intencional, o comportamento do receptor.
O cão usa todas as partes do seu corpo para dar informação, mas em especial a sua cabeça e os seus olhos, os dentes, lábios, orelhas e sobrolhos. O pescoço com as suas diversas possibilidades de posicionamento, ângulos e combinações, normalmente confirmam outros sinais. As patas e o dorso são utilizados principalmente em comunicações simples.
A compreensão por parte do cão dos detalhes da linguagem corporal da sua espécie permite-lhe “ler” também a linguagem corporal humana. Em certas situações, a interpretação por parte de um cão mais atento dos sinais corporais que as pessoas emitem, pode levá-lo a reagir de modo diferente do esperado. Por exemplo, o nosso modo de saudar os cães é inclinarmo-nos para a frente e esticar o braço em direcção à sua cabeça com o objectivo de lhe fazermos festas sorrindo (mostrando os dentes). Esse acto pode ser considerado como dominância ou ameaça para um cão sensível aos sinais.
A Linguagem da cauda
A cauda tem uma linguagem própria. Os cães com caudas amputadas ou que por questões estéticas tenham sido alteradas em relação à forma original podem encontrar-se em desvantagem na hora de estabelecerem a comunicação. É muito comum ver os cães sem cauda meneando toda a parte traseira para compensar a sua ausência.
Os cães utilizam as caudas para enfatizarem os sinais expressos pelas posturas facial e corporal, ou vocal.
A colocação da cauda em posição erguida está normalmente associado com dominância e em posição baixa com submissão. É importante reconhecer que é mais provável que a cauda indique dominância e submissão que agressividade e medo. Por exemplo, um cão para mostrar agressividade e submissão ao mesmo tempo, colocará a cauda para baixo.
Abanar a cauda não significa só afabilidade. Uma cauda que se encontra alta, combinada com um ligeiro movimento, indica dominância. Um pequeno movimento com a cauda baixa pode ser uma preparação para ataque. Os cachorros e os cães jovens podem menear as suas caudas entre as patas para mostrar submissão incondicional. Este movimento provavelmente dissemina o seu odor despertando os sentimentos paternais dos adultos, apaziguando-os. Durante o ataque, os cães dominantes colocam a cauda ligeiramente abaixo da horizontal.
Normalmente a linguagem da cauda é clara. É muito possível que possam surgir dificuldades para a interpretar em cães com esta amputada ou deformada, especialmente se nos encontramos a uma certa distância.
No diagrama abaixo, podemos visualizar todas as posturas corporais e a correspondente interpretação, assim como a diferença de expressões corporais entre machos e fêmeas e entre dominantes e subordinados.
São todo um conjunto de sinais que um animal transmite a outro através de uma ou várias partes específicas do seu corpo. Para que estes sinais possam ser considerados como comunicação têm que alterar, de forma intencional, o comportamento do receptor.
O cão usa todas as partes do seu corpo para dar informação, mas em especial a sua cabeça e os seus olhos, os dentes, lábios, orelhas e sobrolhos. O pescoço com as suas diversas possibilidades de posicionamento, ângulos e combinações, normalmente confirmam outros sinais. As patas e o dorso são utilizados principalmente em comunicações simples.
A compreensão por parte do cão dos detalhes da linguagem corporal da sua espécie permite-lhe “ler” também a linguagem corporal humana. Em certas situações, a interpretação por parte de um cão mais atento dos sinais corporais que as pessoas emitem, pode levá-lo a reagir de modo diferente do esperado. Por exemplo, o nosso modo de saudar os cães é inclinarmo-nos para a frente e esticar o braço em direcção à sua cabeça com o objectivo de lhe fazermos festas sorrindo (mostrando os dentes). Esse acto pode ser considerado como dominância ou ameaça para um cão sensível aos sinais.
A Linguagem da cauda
A cauda tem uma linguagem própria. Os cães com caudas amputadas ou que por questões estéticas tenham sido alteradas em relação à forma original podem encontrar-se em desvantagem na hora de estabelecerem a comunicação. É muito comum ver os cães sem cauda meneando toda a parte traseira para compensar a sua ausência.
Os cães utilizam as caudas para enfatizarem os sinais expressos pelas posturas facial e corporal, ou vocal.
A colocação da cauda em posição erguida está normalmente associado com dominância e em posição baixa com submissão. É importante reconhecer que é mais provável que a cauda indique dominância e submissão que agressividade e medo. Por exemplo, um cão para mostrar agressividade e submissão ao mesmo tempo, colocará a cauda para baixo.
Abanar a cauda não significa só afabilidade. Uma cauda que se encontra alta, combinada com um ligeiro movimento, indica dominância. Um pequeno movimento com a cauda baixa pode ser uma preparação para ataque. Os cachorros e os cães jovens podem menear as suas caudas entre as patas para mostrar submissão incondicional. Este movimento provavelmente dissemina o seu odor despertando os sentimentos paternais dos adultos, apaziguando-os. Durante o ataque, os cães dominantes colocam a cauda ligeiramente abaixo da horizontal.
Normalmente a linguagem da cauda é clara. É muito possível que possam surgir dificuldades para a interpretar em cães com esta amputada ou deformada, especialmente se nos encontramos a uma certa distância.
No diagrama abaixo, podemos visualizar todas as posturas corporais e a correspondente interpretação, assim como a diferença de expressões corporais entre machos e fêmeas e entre dominantes e subordinados.
25/05/09
Visita ao CRLI (Centro de Recuperação do Lobo Ibérico)
Vamos fazer um pequeno parêntesis na série de artigos que temos vindo a publicar sobre o comportamento canino, para relatarmos, por imagens, uma visita que fizemos ao CRLI - Centro de Recuperação do Lobo Ibérico - na sequência do estudo que estamos a efectuar acerca da diferença do Comportamento do Lobo em liberdade e em cativeiro - apesar de, neste caso, o cativeiro ter a ver com cercados com cerca de 4 hectares de perímetro - e as implicações na sua conduta futura. O estudo tenta provar que o imprinting e a socialização têm importância preponderante na atitude comportamental também dos Lobos apesar destes serem uma espécie selvagem. O resultado desse estudo será mais tarde divulgado através do Departamento de Divulgação do Centro Canino de Vale de Lobos. Esperamos que gostem das belas imagens que nos proporcionam estes magníficos animais.


Edifício da Recepção - Entrada do Centro


Vista parcial de um Cercado - O Lobo "Soajo"


A Loba "Faia" - Os irmãos "Soajo" e "Faia"


O Lobo "Prado" - O Lobo "Fágus"
Por vários motivos aconselhamos a que visitem este magnífico Centro de Recuperação do Lobo Ibérico:
1º - É uma tarde diferente e muito bem passada;
2º - Respira-se natureza selvagem, não só na fauna como na flora;
3º - É barato (5,00€ uma visita guiada e pode-se ter a sorte de se ver um ou outro lobo)
4º - Estamos a ajudar uma instituição que vive momentos difíceis cujas receitas são somente provenientes das visitas guiadas, do programa de adopções e de donativos.
Deixo-vos aqui o link para o site do Grupo Lobo instituição que gere este Centro
http://lobo.fc.ul.pt/AspLoboNovo/homenovo.htm


Edifício da Recepção - Entrada do Centro


Vista parcial de um Cercado - O Lobo "Soajo"


A Loba "Faia" - Os irmãos "Soajo" e "Faia"


O Lobo "Prado" - O Lobo "Fágus"
Por vários motivos aconselhamos a que visitem este magnífico Centro de Recuperação do Lobo Ibérico:
1º - É uma tarde diferente e muito bem passada;
2º - Respira-se natureza selvagem, não só na fauna como na flora;
3º - É barato (5,00€ uma visita guiada e pode-se ter a sorte de se ver um ou outro lobo)
4º - Estamos a ajudar uma instituição que vive momentos difíceis cujas receitas são somente provenientes das visitas guiadas, do programa de adopções e de donativos.
Deixo-vos aqui o link para o site do Grupo Lobo instituição que gere este Centro
http://lobo.fc.ul.pt/AspLoboNovo/homenovo.htm
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