<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765</id><updated>2012-01-26T21:36:01.433Z</updated><category term='Conflito'/><category term='Mordidas'/><category term='ansiedade por separação'/><category term='Escolas de Formação'/><category term='Prado'/><category term='Lobo'/><category term='Nobel da Medicina 1973'/><category term='Crianças'/><category term='Grupo Lobo'/><category term='Frustração'/><category term='inteligência'/><category term='período juvenil'/><category term='Linguagem da Cauda'/><category term='Vocalizações'/><category term='Ciência do Comportamento'/><category term='co-habitação'/><category term='Rottweiler'/><category term='(GAS) Síndrome Geral de Adaptação'/><category term='Estratégias'/><category term='Linguagem Facial'/><category term='Instintos Básicos de Sobrevivência e Procriação'/><category term='valentia'/><category term='Taras Hereditárias'/><category term='Inibição de Mordida'/><category term='Instinto Predatório ou de Presa'/><category term='Relacionamento'/><category term='Comunicação Canina'/><category term='socialização'/><category term='DNA'/><category term='Genoma Canino'/><category term='Castigo positivo'/><category term='Molécula'/><category term='hereditariedade'/><category term='Evolução Darwiniana'/><category term='etapas vitais'/><category term='Adestrar'/><category term='Comportamentos anómalos ou desviantes'/><category term='bébés'/><category term='Condicionamento Operante'/><category term='Etologia'/><category term='Konrad Lorenz'/><category term='Investigação Científica'/><category term='Antropomorfização'/><category term='Reforço negativo'/><category term='Soajo'/><category term='medo'/><category term='combatividade'/><category term='Dobermann'/><category term='Educar'/><category term='Mitocondrias'/><category term='Lobos'/><category term='Insttintos'/><category term='adestramento positivo'/><category term='Instinto Gregário'/><category term='Ladrido'/><category term='Cães de trabalho e utilidade'/><category term='Carácter'/><category term='Sociabilidade'/><category term='ladrido incontrolado'/><category term='Memória'/><category term='Estrutura Molecular'/><category term='neo-natal'/><category term='Adestradores'/><category term='Adestrador'/><category term='Genes'/><category term='ADN'/><category term='Linguagem corporal'/><category term='Stress'/><category term='convivência'/><category term='Boxer'/><category term='Origem da Espécie Canina'/><category term='comportamento canino'/><category term='Cão de Pastor Alemão'/><category term='Comportamento Animal'/><category term='Pastor Belga Malinois'/><category term='fase da maturidade'/><category term='família'/><category term='Reforço positivo'/><category term='Castigos'/><category term='Treinadores'/><category term='Temperamento'/><category term='Autodidatas'/><category term='coragem'/><category term='cães'/><category term='Castigo negativo'/><category term='Skinner'/><category term='grunhido'/><category term='Agressividade'/><category term='Manipulações neo-natais'/><category term='Brinquedos'/><category term='Aprendizagem'/><category term='Educação'/><category term='Evolução'/><category term='Comportamentos'/><category term='Genética'/><category term='CRLI'/><category term='Selecção Artificial'/><category term='Comportamento do cachorro'/><category term='Doenças Congénitas'/><category term='Filhos'/><category term='Domesticação'/><category term='Criação'/><category term='Líder'/><category term='Linguagem Canina'/><category term='Faia'/><category term='hierarquia'/><category term='Etologia Moderna'/><category term='Fágus'/><category term='imprinting'/><category term='Adaptação'/><title type='text'>ETOLOGIA , COMPORTAMENTO E EDUCAÇÃO CANINA</title><subtitle type='html'>ESTUDO, INVESTIGAÇÃO E DIVULGAÇÃO DO COMPORTAMENTO CANINO.

- O mais importante e visitado site de Etologia e Comportamento Canino publicado em Língua Portuguesa. Disponibilizado pelo Departamento de Divulgação do CENTRO CANINO DE VALE DE LOBOS.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-822501073242138585</id><published>2011-12-19T09:46:00.005Z</published><updated>2011-12-19T10:14:33.279Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estratégias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamentos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Relacionamento'/><title type='text'>COMPORTAMENTOS APRESENTADOS PELOS CÃES NO SEU RELACIONAMENTO COM OS HUMANOS</title><content type='html'>Poderíamos considerar que, para um cão, um figurante de treino pertence sempre a uma espécie que vai “lutar” com outra. Devido a essa situação, o figurante deve ser sempre uma pessoa desconhecida tanto do cão, como do adestrador como do dono. Quando estimulados os seus instintos, o figurante trata de o “obrigar a sobreviver”, toda a sua filogenia (o que está gravado nos genes) está presente no acto de defesa, morderá ou será obrigado a retirar-se do território do humano. Este comportamento é equiparado ao do cachorro que procura a protecção entre as pernas do seu dono. Para trás ficaram as sessões de brincadeira com a manga e a diversão da caça, agora há que enfrentar ou retirar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando esta questão sob o ponto de vista etológico e abandonando as nossas considerações antropomórficas sobre o cão, vejamos como actuariam em liberdade e assim compreenderemos muitas das condutas desconcertantes desta grande espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta directa é frequente na natureza mas, é ainda mais frequente não chegarem a ela. O mais normal é a mescla de luta + exibição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque se exibe o cão perante o figurante? Efectivamente só actua como faria com outro membro da sua espécie com quem está a disputar um recurso, fêmea, território ou para evitar a depredação. Até há bem pouco tempo considerava-se que este comportamento era motivado pelo bem da espécie. Hoje já ninguém duvida que os animais saiem beneficiados na evitação da luta, sempre e quando se saiba a priori qual irá ser o resultado. Se vale a pena, arrisca-se, se os benefícios são poucos, retira-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estratégias “gavião, pomba e burguês”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estratégia “gavião” consiste em lutar sempre. A “pomba” em exibir-se a ver se dá resultado e se não, retirar-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maynards Smith em 1978 publicou um estudo muito completo sobre este modelo de comportamento. Nele associava a uma luta, um custo, a uma ferida, outro, e a um display (conjunto de sinais que predizem um comportamento complexo) um custo muito inferior. Aplicou uma matriz aos custos dos distintos enfrentamentos e, dos seus resultados, chegou à conclusão de que: ou numa população há indivíduos que actuam sempre como “gavião” ou como “pomba”, ou o mesmo individuo comporta-se sete vezes como “gavião” e cinco como “pomba”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de comportamento é realmente muito difícil de encontrar na natureza pelo que chegou-se à conclusão que existe uma outra classe de estratégia, a do “burguês”. Consiste em que: um animal porta-se como “gavião” quando é o dono do recurso e como “pomba” quando é o intruso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a isto, e aplicada a matriz correspondente ao estudo experimental, podemos afirmar que: numa população onde existam as três estratégias, vencerá sempre a do “burguês”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão será sempre mais forte no seu território, ao lado do seu amo, na defesa da sua prole ou defendendo o recurso. Extrapolando a estratégia do “burguês” para a espécie humana vemos que um homem, por débil que possa aparentar defenderá com arrojo a sua casa e a sua família. Esse mesmo homem demonstrará debilidade se vir a casa do seu vizinho ser assaltada e à primeira dificuldade fugirá aceitando a derrota. Realmente, o que está em disputa neste último caso é algo que nunca teve, enquanto que no primeiro o que defende é a sua própria vida e tudo o que ele possui. Neste contexto, pode ser aplicado o ditado chinês: Teme a ira de um homem pacífico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Estes comportamentos aplicados à nossa realidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se trabalhamos com muitos cães temos oportunidade de observar as três estratégias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O cão morde sempre que se “sente” agredido;&lt;br /&gt;• O cão nunca morde mas exibe-se;&lt;br /&gt;• O cão morde somente quando se defende ou está em perigo o seu dono ou o recurso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente esta última estratégia é a mais rentável para o animal e podemos assegurar que é adaptativa e evolutivamente estável e, devido a isso, devemos procurar os exemplares que saibam decidir a estratégia que devem utilizar em cada momento. Em termos coloquiais, o que nos interessa é o cão “burguês”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-822501073242138585?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/822501073242138585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=822501073242138585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/822501073242138585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/822501073242138585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/12/comportamentos-apresentados-pelos-caes.html' title='COMPORTAMENTOS APRESENTADOS PELOS CÃES NO SEU RELACIONAMENTO COM OS HUMANOS'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-4766260149568517304</id><published>2011-11-22T12:40:00.001Z</published><updated>2011-11-22T12:42:36.788Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aprendizagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memória'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>INTELIGÊNCIA, APRENDIZAGEM E MEMÓRIA NOS CANÍDEOS</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Inteligência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inteligência canina, à semelhança do que acontece em muitas outras espécies, pode-se configurar como qualitativamente igual à nossa mas quantitativamente muito inferior. Quando falamos de inteligência confrontamo-nos sempre com a mesma questão: O que é e como podemos defini-la? Se houvesse um só padrão para podermos medir o grau de inteligência inter ou intra-específica, não teríamos problemas para escalonar um animal, no seu nível intelectual, em relação à espécie humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num seminário em que participei numa Universidade Espanhola e que foi ministrado por um Professor de Psicologia e por um Professor de Etologia, um dos temas em discussão foi o da inteligência animal. Durante o debate passou-se do antropomorfismo ao cepticismo e da paixão ao pragmatismo. No final e, perante a tese de que os animais superiores “pensam” qualitativamente igual a nós, alguns assistentes protestaram veementemente. Concretamente um deles definiu a inteligência como “a capacidade de criar ou produzir algo que tenha a ver com arte”. O Etólogo argumentou que determinados primatas pintaram quadros muito parecidos aos de Picasso e outros, inclusivamente criaram um estilo próprio, depois de um adestramento adequado. A anedota surgiu quando um dos participantes, com falta de justificações científicas para desmontar a tese, comentou: “Para mim, inteligência qualitativa é um chimpanzé escrever D. Quixote de La Mancha!” O Professor de Etologia, com ar astuto respondeu: “Nem você nem eu juntos e em muitos anos, seríamos capazes de competir com Cervantes em tal façanha e assim, segundo as suas razões, está-nos a equiparar em inteligência a um simples chimpanzé!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa inteligência, comparada à de um cão, é igual mas com um período evolutivo impressionante a nosso favor. Assim, o animal prevê a consequência de uma resposta, associa estímulos, cria padrões próprios de conduta e realiza um monte de sequências baseadas no mesmo padrão inteligente de um ser humano. Fundamentalmente, o que distingue o tipo de inteligência do homem da do cão é que, enquanto este aprende a resolver os seus problemas e conflitos de sobrevivência através da inteligência associativa, o homem para atingir os seus objectivos utiliza outro tipo de inteligência mais complexa e mais elaborada, a cognitiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Aprendizagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos gerais entende-se por aprendizagem, qualquer mudança de conduta de um animal, numa situação determinada, que é atribuída à sua experiência prévia com essa situação ou com outra que compartilhe certas características. Excluem-se por tanto, as mudanças que se devem à adaptação sensorial, à fadiga muscular, a possíveis danos físicos ou à maturação mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos assim chegar à conclusão que um cão aprendeu algo, quando observamos uma mudança significativa no seu comportamento mas, temos que distinguir entre aquelas mudanças que se devem à aprendizagem das que se podem atribuir a outras causas. Se um cachorro procura comida num determinado local, e que algumas horas antes não o fazia, pode-se dever esta conduta a que agora esteja com mais fome que antes e que o que mudou foi o seu estado motivacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram propostas diversas classificações para os distintos tipos de aprendizagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Aprendizagem não associativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, depois de várias ocasiões nas quais se expõe o animal a um estímulo, este deixa de licitar uma resposta, diz-se que se produziu uma habituação. Podemos assegurar que, se a habituação está tão estendida no reino animal, deve ter uma grande importância biológica na hora de descriminar e tomar decisões apropriadas a cada situação evitando o gasto inútil de energia que implicaria o responder de forma repetida a estímulos que a experiência demonstra que são irrelevantes. Um cão jovem é normal que ladre a qualquer coisa (inclusive a uma mosca). Quando passa à fase juvenil o ladrar sem necessidade só implica um gasto de tempo e sobretudo de energia sem obter consequências positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprendizagem também pode causar o aparecimento de novas respostas em vez da extinção das antigas. A este mecanismo dá-se o nome de sensibilização. Assim, um cão pode dirigir certas respostas em função de um estímulo, previamente neutro, depois de haver sido exposto a estímulos motivacionalmente importantes como o alimento (+) ou um castigo físico (-).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Aprendizagem associativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracteriza-se porque o cão aprende a associar dois estímulos unidos no tempo. No condicionamento clássico ou Pavloviano, o primeiro estímulo é o condicional (uma luz, som, etc.) e o segundo o incondicional (alimento, água ou carícias). A vantagem da mudança  para o condicionamento operante ou instrumental, primeiro é o sucesso de uma resposta comportamental do cão mais assertiva e o segundo, é a consequência que obtém desse comportamento. Tanto utilizando um método como o outro, a consequência será sempre reforçante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de aprender através destes dois tipos de condicionamento, resulta num grande valor adaptativo porque permite ao cão fazer com que seja mais previsível tudo o que ocorre no seu meio ambiente e responder com um comportamento mais adequado. Não obstante, o condicionamento operante é o melhor método dos dois porque permite ao cão desenvolver uma grande capacidade de “inventar”. Se para além disso, o animal, possuir uma certa capacidade cognitiva, o repertório pode aumentar exponencialmente. Noutras palavras, graças à aprendizagem associativa, o cão pode identificar relações de contingência e relações causais entre acontecimentos externos e o seu comportamento e os efeitos que estas podem ter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Aprendizagem latente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem ocasiões em que um animal adquire informação do seu meio ambiente sem necessidade de obter uma resposta concreta e imediata. A este tipo de aprendizagem dá-se o nome de latente. Sabe-se que a informação está aí porque, dadas as condições apropriadas, o organismo faz uso dela. Normalmente adquire-se por exploração e pode ser de um grande valor adaptativo. Em liberdade poderia, por exemplo, ser a diferença entre ser depredado ou não. Quase todos os animais mostram precaução perante uma coloração apossemática (que não é venenosa) ou de advertência que exibem as suas possíveis presas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. Aprendizagem súbita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem lugar quando um indivíduo é capaz de resolver um problema sem recorrer ao processo tentativa / erro. Noutros termos, poderá dizer-se que o cão é capaz de usar informação, obtida num dado contexto, para resolver mentalmente, um problema surgido noutro contexto diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um animal resolve uma situação rapidamente, devido à experiência adquirida na resolução de outras similares, diz-se que desenvolveu estratégias de aprendizagem (learning sets). Realmente estas estratégias são de um grande valor adaptativo porque poupam ao cão uma grande quantidade de tempo na aprendizagem que, de outro modo, se perderia se tivesse que resolver cada problema em separado. Em termos de adestramento chamamos a este conceito capacidade de resolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5. Aprendizagem social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais que vivem em grupos sociais – como é o caso do cão – são capazes de aprender com outros indivíduos da sua espécie. É normal os primatas aprenderem a usar “ferramentas” para se alimentarem e inclusivamente, o uso de plantas medicinais. Nos cães que vivem em “matilhas mais ou menos livres” podemos observar como os cachorros que não tenham sido condicionados a um estímulo, reagem frente a ele, como viram fazer os seus progenitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Resumindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as formas de aprendizagem a mais utilizada, devido aos seus bons resultados, é a associativa instrumental ou operante. Realmente é aquela que preconizamos e utilizamos no nosso trabalho ainda que, logicamente ajustada à capacidade de cada indivíduo, e à sua raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do adestrador complica-se sempre que, em vez de utilizar um rato de laboratório, indefeso perante as nossas manipulações, se enfrenta com um animal que não tem “nenhuma vontade” de se submeter a nenhum condicionamento e que para além disso se sente apoiado pelos seus dentes e pelo seu dono. Nunca vimos nenhum cão contente no primeiro dia que lhe colocamos a coleira e o obrigamos a adoptar uma postura de submissão. Com o passar do tempo e se a aprendizagem a que foi submetido é a correcta, voltará louco de alegria ao ver “o instrumento de tortura” nas nossas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Memória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos de aprendizagem não podemos descartar ou separar o factor memória como uma função do intelecto. Tradicionalmente os fisiólogos da conduta distinguem dois tipos de memória: de curto prazo e o de longo prazo. Realmente esta distinção baseia-se no tempo que leva o animal a esquecer um facto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os processos necessários para que um animal possa recordar um facto passado são: a codificação, a consolidação e a recuperação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No primeiro processo a informação que se dá ao cão, passa a memória de curto prazo. A consolidação consiste na transferência dessa informação, desde a memória de curto à de longo prazo. A recuperação produz-se quando o animal necessita dessa informação para resolver um problema ou uma situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo mais importante dos três, para utilizar no adestramento, é sem dúvida o da consolidação. Nele intervêm uma variedade de hormonas e neurotransmissores. A adrenalina tem um importante papel na consolidação dos processos de aprendizagem, de tal forma, que uma certa concentração plasmática de glucose, provocada por ela, é benéfica assim como um aumento importante pode provocar um efeito contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consequência prática do exposto é que uma activação normal ou média do sistema nervoso facilita a aprendizagem assim como uma dose de stress o medo dificulta seriamente os processos de consolidação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-4766260149568517304?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/4766260149568517304/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=4766260149568517304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/4766260149568517304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/4766260149568517304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/11/inteligencia-aprendizagem-e-memoria-nos.html' title='INTELIGÊNCIA, APRENDIZAGEM E MEMÓRIA NOS CANÍDEOS'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-6337851871545759972</id><published>2011-10-24T18:53:00.002+01:00</published><updated>2011-10-24T19:01:31.256+01:00</updated><title type='text'>O MUNDO ATRAVÉS DO OLFACTO - 3ª Parte</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Rastreio Desportivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste artigo sobre Rastreio Desportivo, último de uma trilogia dedicada ao mundo dos cães visto através dos odores, vamo-nos debruçar essencialmente na disciplina de pistagem de RCI e no Steurthond-FH da FCI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perante o Regulamento de uma prova de Steurthond-FH (veja caixa) ou da disciplina de pistagem de uma prova de RCI, ou qualquer outra similar de origem alemã, temos que adaptar o trabalho a certas peculiaridades normativas que se separam do tipo de rastreio analisado em artigos anteriores desta trilogia e que nos obrigam a uma análise e a uma abordagem diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O observador estranho a um desporto deste tipo, que presencie uma prova de rastreio, deve considerar muito simples o adestramento realizado ou a execução dos exercícios. Vê um cão que caminha à frente do seu guia, procurando vários objectos num terreno que poderá ser relativamente pequeno ou maior em função do grau em que se está a competir. Pode supor que é bastante simples e chegar a pensar que o “o meu cão” pode fazer a mesma coisa mas com mais alegria e rapidez. Nada mais longe da realidade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes regulamentos oferecem numerosas dificuldades, entre elas podemos destacar a obrigatoriedade de o cão só se poder orientar através do olfacto, com o nariz continuamente encostado ao solo, que não se afaste das pegadas deixadas pelo traçador, que se mantenha a dez metros do guia (sem possibilidade de voltar para este) e muitas outras dificuldades que o cão terá que suplantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sistema de aprendizagem utilizado para esta área do trabalho desportivo canino baseia-se nos mesmos princípios dos utilizados para o rastreio civil, quer dizer, no fomento dos instintos de caça e presa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se possuímos um animal predisposto à satisfação de ambos os instintos, procuraremos um terreno nas melhores condições possíveis para este tipo de trabalhos. Queremos dizer que, no caso de estar lavrado, a terra deverá apresentar-se solta e algo húmida, sendo o frio e as primeiras horas da manhã os melhores companheiros do rastro. Se nos confrontamos com terreno de erva, de igual forma, o frio, a humidade e a madrugada nos irão ajudar nessa tarefa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez encontrado um bom terreno, o trabalho inicial prendesse com a habituação do cão em colocar o nariz no chão quando precisa de encontrar aquilo que pretende, assim, espetamos uma pequena bandeirola que nos irá indicar, a nós e ao cão, o início da pista. De seguida, pisamos durante algum tempo uma área de cerca de 1m2 onde colocamos concomitantemente vários pedaços do motivador escolhido (normalmente utilizam-se finas rodelas de salsicha). O guia fará com que, dando-lhe a cheirar um pequeno pedaço de salsicha e indicando-lhe onde estão os restantes, o cão coma todos os pedaços sem levantar a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este primeiro passo, que repetiremos dez vezes em dias e lugares distintos, começamos, igualmente, a introduzir a ordem correspondente, que pode ser, por exemplo, “busca”, associando-a ao início do percurso da pista e, como tal, à bandeirola e ao odor libertado pelo solo ao ser pisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O passo seguinte consiste em colocar os motivadores nas pegadas conforme o traçador vai caminhando no traçado de pista. A evolução deste processo prende-se com o aumento do tamanho da pista e a consequente alternância da colocação dos pedaços de salsicha nas pegadas, que cada vez serão mais escassos. Portanto, a quantidade de motivadores é a mesma tanto no início da aprendizagem como quando o cão já for um expert, o que muda, é a frequência com que se coloca os pedaços de salsicha ao longo da pista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dificultar o trabalho do cão, este tem que encontrar alguns objectos que o traçador colocará assim como seguir um percurso com linhas rectas, ângulos rectos, mais fechados e mais abertos, linhas curvas e em zig-zag, vários tipos de terreno: erva, terra, caminhos traçados por animais, lombas, terrenos alagados, vales, pistas falsas, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, ensinamos que ao encontrar um objecto colocado pelo traçador, o cão deve assinalá-lo deitando-se, sentando-se ou trazendo-o, em função da maneira como o guia o treinou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de necessitar um reforço do instinto de caça, podemos alterar a frequência com que disponibilizamos os motivadores no traçado da pista e devemos ter constantemente em atenção que há sempre pedaços de salsicha na pista para que o cão tenha um objectivo quando realiza este trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também no trabalho de rastreio há que respeitar as fases que recomendamos para a obediência, e que não é supérfluo voltar a recordar. A primeira: aprendizagem por motivação; a segunda: trabalho por obrigação e por último, trabalho por motivação conhecendo a obrigação. Quer dizer que, quando o cão sabe o que tem que fazer para levar um rastro até ao fim e com a finalidade de se auto-satisfazer, devemos passar à segunda fase aquela em que obrigaremos o animal a realizar o trabalho sem outra recompensa que não seja o nosso reconhecimento que é o facto de o libertarmos do exercício. Quando comprovamos que a execução é a correcta nesta fase e não observamos tentativas de evitação do trabalho, passamos a introduzir, de novo, os reforços sendo esta a última fase do adestramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É conveniente recordar que devemos ser pacientes e constantes no trabalho para ter um bom cão de rastreio. Devemos controlar adequadamente todos os factores que incidem na pistagem, especialmente na fase de aprendizagem, já que necessitamos de cães bem motivados e treinados para entrar nas etapas seguintes com a garantia de êxito final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-6337851871545759972?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/6337851871545759972/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=6337851871545759972&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/6337851871545759972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/6337851871545759972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/10/o-mundo-atraves-do-olfacto-3-parte.html' title='O MUNDO ATRAVÉS DO OLFACTO - 3ª Parte'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-3857897003862137302</id><published>2011-09-16T15:25:00.002+01:00</published><updated>2011-09-16T15:34:23.137+01:00</updated><title type='text'>O MUNDO ATRAVÉS DO OLFACTO - 2ª Parte</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;TRABALHOS DE APLICAÇÃO CIVIL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Busca de pessoas desaparecidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os trabalhos que têm sido seleccionados para mostrar a formação de cães especializados em buscas, o rastreio de pessoas desaparecidas, em fuga ou de qualquer outro tipo de seguimento e das suas pistas olfactivas, advém de um conceito integral de rastreio com cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É imprescindível utilizar espécimes sãos e bem dotados de instintos de caça e lúdicos. Devem ser fisicamente activos e resistentes, bem socializados, com bom temperamento e com muita tendência a licitar condutas defensivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensibilidade do guia e o conhecimento que deve ter do seu cão são factores determinantes do êxito final. Sempre consideraremos a equipa de busca e não o cão de busca já que as indicações que nos oferece cada animal só as poderá interpretar correctamente o seu guia uma vez que este será o único com condições para animar e confirmar o trabalho do seu cão.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprendizagem começa quando o animal se encontra altamente motivado pelo jogo e pela perseguição de objectos mordentes que satisfazem os seus instintos. O trabalho consiste em localizar a pessoa com quem tenha estado a jogar com ele com a finalidade de conseguir a sua recompensa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No início, o ajudante coloca-se no ângulo de visão do cão, para posteriormente se esconder em locais fáceis e conhecidos. Progressivamente aumenta-se a distância que deverá efectuar o animal na busca, assim como os períodos de tempo transcorridos desde a altura em que se mostra a recompensa até à partida do cão na sua busca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário dispor de vários ajudantes, de ambos os sexos e de idades distintas e mudá-los continuamente. Isto não pode apresentar dificuldade já que se trata de trabalhos simples, isentos de risco e muito gratificantes. A função destes ajudantes limita-se a incitar o cão a que jogue com o motivador, esconderem-se, manterem-se em silêncio e esperar que o animal os encontre, momento em que sairão a jogar alegremente entregando o objecto da busca. Por sua parte, o adestrador ou guia, deverá dar a ordem escolhida para a busca logo que lhe dá a cheirar um objecto impregnado pelo odor do figurante ou o conduz ao local donde saiu sinalizando o rasto deixado por este. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adestramento avançará quando, à ordem, seguindo as indicações do guia e sem a presença do ajudante – que permanecerá escondido – o cão siga a pista apresentada, que poderá ser, como dissemos, um objecto ou o indicativo do rasto deixado por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, esconder-se-ão os vários ajudantes e o cão deverá localizar o indicado pelo seu guia, seja através de um objecto ou pelo rasto deixado à partida. A prática contínua será um factor de êxito decisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualmente, é importante ir complicando as situações progressivamente já que geralmente o trabalho se desenvolverá em condições difíceis e com numerosas pistas deixadas por outras pessoas que irão contaminar a que pretendemos seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve considerar-se que, em determinadas condições, os sabujos conseguem rastrear uma pista de seis dias de antiguidade e durante cento e sessenta quilómetros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em trabalho de pessoas sepultadas pela neve ou por escombros, o cão não só trabalha pelo olfacto como deve intuir ou perceber a priori a possível ubiquidade da vítima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ensinar-se-á a ordem de escavar sem que isso represente nenhuma dificuldade já que podemos fazê-lo enterrando um pouco de comida e, sempre que damos a ordem, nós mesmos começamos a escavar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este tipo de trabalhos, o cão começa a compreender que o objectivo da busca é salvar vidas humanas e acabará trabalhando com esta ânsia. Antes temos que analisar o trabalho que irá ser executado e motivar excepcionalmente o animal com a finalidade de o iniciar no salvamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui os ajudantes deverão estar protegidos contra o frio e os escombros. Ao princípio, facilita-se a tarefa escondendo-se de uma forma superficial, para aumentar progressivamente a dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais devem ser escolhidos entre os adequados para suportar humidade a baixas temperaturas e, no caso de cão de catástrofe, recomenda-se que sejam de raças pequenas ou médias e supostamente, muito ágeis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O cão de narcóticos e explosivos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nalguns países das tarefas policiais as que são seleccionadas mais unidades caninas, devido ao tráfico de estupefacientes e à actividade terrorista, são as utilizadas na localização de substâncias e drogas proibidas assim como na detecção de artefactos explosivos utilizados por terroristas e mafiosos para o assassinato e a extorsão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geralmente inicia-se o adestramento com as mesmas premissas para a busca de pessoas desaparecidas mas introduzindo no objecto ou brinquedo, que se utilizará como estímulo do instinto de caça, uma pequena porção da substância que nos interesse que o cão localize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a crença de que se droga os cães de narcóticos é uma falácia que só pode proceder da mais absoluta ignorância e que cai por terra com o seu próprio peso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a estimulação do instinto de caça e o desejo de apanhar o brinquedo para jogar com o seu guia, cria-se no cão o suficiente desequilíbrio homeostático com o objectivo de produzir neste a necessária ansiedade de encontrar o brinquedo, dando assim satisfação ao seu instinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à qualidade discriminativa do cão, pode-se trabalhar com distintas substâncias estupefacientes ou utilizadas para o fabrico de explosivos no mesmo módulo. Quer dizer, podem-se colocar distintas drogas no mordedor ou brinque-do porque, apesar de se apresentarem independentemente ou misturadas com outras substâncias neutras, aversivas ou de interesse alternativo, o cão as identificará com toda a segurança.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante evitar o contacto do cão com as substâncias devido à toxicidade de algumas delas para o qual se examinará o mordedor comprovando a inexistência de exsudação ou dispersão das mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obediência que se deve exercitar com estes cães consistirá numa educação básica dando especial ênfase a uma posição de bloqueio. No cão de explosivos, insistir-se-á no sinal de detecção que deverá ser confusa devido à possibilidade da presença de terroristas no teatro de operações que poderão activar o mecanismo explosivo com a intenção de causar danos na unidade canina encarregue de comprovar a descoberta do engenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Rastreio de Cancros  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, principalmente, estão já em plena aplicação programas de rastreios de algumas neoplasias dos pulmões, da próstata e melanomas, utilizando a acuidade olfactiva dos cães. Este tipo de rastreio tem várias vantagens em relação aos exames tradicionais: não são invasivos nem dolorosos uma vez que não é necessária a colheita de tecidos para análise, não expõe os pacientes a contínuos choques anestésicos, são incomparavelmente mais económicos e igualmente muito fiáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste tipo de trabalho de adestramento o que vamos valorizar é a capacidade discriminativa do olfacto do cão. Sendo assim, vamos trabalhar com vários tipos de líquidos impregnados com vários odores. Normalmente esses líquidos odoríferos são apresentados ao cão em tubos de ensaio, sendo colocado num deles o produto que queremos que o animal marque e que o identifique como tendo um cheiro igual àquele que a neoplasia que estamos a analisar produz. Nessa altura, o cão é efusivamente recompensado com o seu brinquedo preferido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser um trabalho muito simples de ensinar ao cão, é de uma importância vital para a evolução do diagnóstico do Cancro e já está em fase experimental a utilização deste método noutro tipo de neoplasias.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;No próximo mês vamos falar da aplicação do olfacto canino no rastreio desportivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-3857897003862137302?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/3857897003862137302/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=3857897003862137302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3857897003862137302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3857897003862137302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/09/o-mundo-atraves-do-olfacto-2-parte.html' title='O MUNDO ATRAVÉS DO OLFACTO - 2ª Parte'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1391965469130489548</id><published>2011-08-17T15:43:00.001+01:00</published><updated>2011-08-17T15:46:18.079+01:00</updated><title type='text'>O MUNDO ATRAVÉS DO OLFACTO</title><content type='html'>Iniciamos este mês mais uma trilogia de artigos, neste caso, como os canídeos vêm o seu mundo através dos odores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma correcta introdução ao adestramento da capacidade olfactiva do cão, para o desenvolvimento de trabalhos concretos, deve basear-se num perfeito conhecimento da fisiologia do olfacto canino. Como poderemos observar este sentido é a principal fonte de informação do cão. Dito de outra forma, os canídeos têm uma “visão olfactiva” do meio que os rodeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estabelecermos a comparação entre a capacidade olfactiva do cão e a do ser humano, sabe-se que a do primeiro pode ser entre dez mil e cem milhões de vezes superior dependendo da substância analisada. Assim como nós humanos dedicamos uma terça parte do nosso cérebro às funções da vista, o dos cães especializou-se no olfacto e tem aproximadamente vinte vezes mais neurónios olfactivos que o nosso. Os nossos instrumentos mais sensíveis são capazes de detectar uma bilionésima de grama de uma substância química mas, um sabujo, pode perceber à distância o que os referidos instrumentos não detectariam junto à mesma fonte de odor. Alguns factores orgânicos, como uma superfície olfactiva seis vezes superior à humana e a maior proporção de ar conduzido através da mucosa olfactiva, parecem ser decisivos nesta comparação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não só deve ser considerada a magnifica sensibilidade olfactiva do cão como também devemos ter em conta, e assim o fará o adestrador com mais frequência do que por vezes se crê, uma das particularidades deste sentido canino que é a grande capacidade de descriminação. De facto, se tentarmos dissimular uma substância reforçante com outras similares ou distintas, a primeira será sempre detectada pelo cão distinguindo-a isoladamente das restantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compreender o cão e a sua percepção do meio onde está inserido, deve passar sem dúvida por se considerar o olfacto como a referência sensitiva mais importante nos canídeos. Para a sobrevivência dentro de uma hierarquia e num território, nas condutas venatórias da alimentação, nas de cortejo e selecção sexual, criação e reprodução assim como na evitação da depredação, o sentido do olfacto evoluiu distinguindo-se como o mais importante receptor de informação disponível.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No adestramento, canalizam-se as qualidades olfactivas do cão para diversos fins e supõe uma ajuda extraordinária no caso de trabalhos civis de qualquer natureza. Neste momento ainda não foi possível fabricar algo que substitua o cão na detecção olfactiva, assim, a localização de humanos desaparecidos sepultados por neve ou escombros, de malfeitores ocultos, de detecção de drogas ou explosivos, de rastreio de vários tipos de neoplasias, etc., constituem algumas das utilidades em que o cão, assistido pelo seu olfacto, se converte em protagonista certo e indiscutível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cães utilizados na caça são seleccionados, entre outras qualidades, devido à capacidade de utilizar o seu olfacto em benefício da tarefa cinegética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos regulamentos desportivos para cães de raças denominadas de utilidade, guarda e defesa, os trabalhos consistem em identificar um objecto do guia, ou com odores humanos, entre outros similares, seguir um rasto previamente traçado por uma pessoa no campo, ou localizar um figurante emboscado. Estas são as tarefas mais significativas que se desenvolvem neste âmbito do adestramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Iniciação ao rastreio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recordando conceitos analisados em artigos anteriores vemos que, quando o canídeo necessita de se alimentar, quer dizer, quando o instinto o obriga a deixar fluir os actos necessários para conseguir alimento, entram em jogo uma série de condutas orientadas ao êxito final do seu empreendimento: comer para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para satisfazer o instinto de se alimentar, o cão deve realizar uma série de condutas complexas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro passo será fomentar esse instinto de caça com jogos de perseguição, disputa e transporte. Podemos utilizar diversos objectos que o cão possa morder atados com uma corda que permitam que o cão os dispute através da perseguição e aprisionamento. Se, além disso, reforçarmos o instinto de caça com um pouco de fome, observamos na generalidade, um aumento da motivação em toda a sequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, e quando tivermos o cão bastante motivado para conseguir obter os objectos estimulantes que satisfaçam o seu instinto de caça, podemos começar a dirigir o adestramento no sentido desejado. Analisamos seriamente o objectivo e nos ajustaremos à sua consecução com paciência, racionalidade e sempre sustentando a aprendizagem nos estímulos positivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nos depararmos com um cão desinteressado teremos que analisar qual a origem da falta de vontade e se esta tem a ver com um baixo nível instintivo do animal, devemos descartá-lo para tarefas civis e, no caso do trabalho desportivo, optar entre conseguir um objectivo com muitas limitações e evitar os desportos que incluam as buscas e os rastreios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo mês vamos falar da aplicação do olfacto canino nos trabalhos de índole civil. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1391965469130489548?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1391965469130489548/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1391965469130489548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1391965469130489548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1391965469130489548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/08/o-mundo-atraves-do-olfacto.html' title='O MUNDO ATRAVÉS DO OLFACTO'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1536385879563563669</id><published>2011-07-16T18:06:00.001+01:00</published><updated>2011-07-16T18:07:52.572+01:00</updated><title type='text'>A INFLUÊNCIA DA "BELEZA" NAS RAÇAS DE TRABALHO E UTILIDADE</title><content type='html'>Terminamos este mês uma trilogia de artigos dedicados às raças de trabalho e utilidade com uma abordagem às consequências que a componente beleza têm nas referidas raças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Beleza&lt;/span&gt; = “Propriedade das pessoas que nos induz a amá-las provocando em nós deleite espiritual” ou “Conjunto de qualidades cuja manifestação de sensibilidade produz um deleite espiritual ou um sentimento de admiração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Moda&lt;/span&gt; = “ Uso, modo ou costume que está em voga durante algum tempo ou num determinado país”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São definições gerais do léxico, intrinsecamente unidas, e que, no que refere à moda, estão a afectar, em maior ou menor grau as raças de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos deixar claro que fazemos referência ao criador de beleza como aquele que dá prioridade à estética na selecção e cão de beleza ao exemplar seleccionado através desta técnica já que se encontram especímenes em algumas raças que, seleccionados com os critérios ordenados por: saúde, carácter e estética, conseguem excelentes resultados em exposições de beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente são muito poucos os exemplares de beleza que oferecem um rendimento óptimo como “cães” em toda a acepção da palavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde logo, o ser humano encontra beleza noutro quando descobre qualidades que valoriza como boas e amáveis. Assim ocorre, racionalmente também, a respeito dos seres vivos. Mas, quando se admira um objecto ou coisa, estabelecer que se ama o dito objecto, não deixa de ter conotações subjectivistas. Deste modo, a maioria dos criadores que só seleccionam beleza, chegam a “adorar” a estética porque nunca estudaram a fundo o carácter do animal. Alguns juízes e responsáveis de Clubes caninos, devendo ser os garantes tanto de uma como de outra qualidade, chegam a valorizar somente determinadas linhas de beleza e os seleccionados nas exposições como sendo os mais “aptos”. Como consequência, raças tão imponentes como o Cão de Pastor Alemão tenha que ser diferenciada e compartimentada em Pastores Alemães de Trabalho e Pastores Alemães de Beleza. Para eles é endereçada a nossa humilde pergunta: Von Stephanitz criou uma raça, ou duas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se desvirtuarmos e não valorizarmos as provas de trabalho de origem alemã, estamos irremediavelmente a acabar com o último filtro de carácter e temperamento e, então, só ficará desta nobre raça uma foto numa antiga revista da especialidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas vezes observamos grandes campeões de beleza que, mesmo à saída dos ringues, enfrentam possíveis situações que encaram como uma ameaça (como por exemplo, o esbracejar ou o bater do pé de algum espectador, que poderá estar junto ao ringue, com o intuito de testar em ambiente hostil um exemplar que até lhe pode interessar como reprodutor para uma fêmea sua) e, perante isso, rapidamente utilizam o mecanismo de fuga para resolver os seus problemas de medo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é uma das muitas situações explicativas do que se pode fazer com uma excelente raça quando se trata de a equiparar a outra, com o mesmo nome, que foi obtida para luzir nos ringues de beleza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisemos o problema sob o ponto de vista etológico. As endogamias (criação intensiva em consanguinidade), principalmente as que estão ligadas a muitas raças, é possível que favoreçam uma elite de criadores que valorizam o factor crematístico (a área mercantilista de uma actividade) do mercado mas nunca uma espécie, mesmo que seja doméstica. A existência de alelos recessivos pode trazer como consequência, se cruzarem-se dois portadores, a fixação de um mau carácter cromossomático. Quem julga ou detecta essa tara? Podemos assegurar que essa tara não se tornará moda? Têm os criadores conhecimentos de genética para poder lidar conscientemente com estes problemas? Não tomaremos como doutrina o que realmente é uma mania de alguém não preparado mas com uma grande dose de poder fáctico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta está na natureza que dota as fêmeas, de quase todos os mamíferos, de um mecanismo de protecção do seu bem mais precioso, o óvulo. Um macho pode equivocar-se porque sobra-lhe esperma, mas uma fêmea só produz alguns óvulos nos seus ciclos estrais e, sendo assim, ela procurará os melhores pais para os seus filhos. Seleccionará caracteres de dominância e perfeição física (Robertson, 1979) ou a capacidade de sobrevivência e obtenção de recursos (Verner &amp; Wilson, 1966). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado que a fêmea desta espécie não está em liberdade devemos ser nós que orientamos o seu Processo de Acasalamento tentando obter a maior variabilidade como elemento adaptativo e degrau evolutivo. A selecção do futuro semental deverá guiar-se pelos parâmetros, e por esta ordem: Saúde, Carácter e Estética, conceitos idênticos àqueles que em liberdade resumiríamos como Atitude.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1536385879563563669?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1536385879563563669/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1536385879563563669&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1536385879563563669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1536385879563563669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/07/influencia-da-beleza-nas-racas-de.html' title='A INFLUÊNCIA DA &quot;BELEZA&quot; NAS RAÇAS DE TRABALHO E UTILIDADE'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-2433371915132427407</id><published>2011-06-13T15:09:00.002+01:00</published><updated>2011-06-13T15:13:08.984+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rottweiler'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pastor Belga Malinois'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cão de Pastor Alemão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dobermann'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cães de trabalho e utilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Boxer'/><title type='text'>RAÇAS DE TRABALHO E UTILIDADE</title><content type='html'>Publicamos este mês o segundo artigo de uma trilogia sobre cães de utilidade e trabalho. No número anterior debruçámo-nos sobre os aspectos da selecção de linhas de sangue de cães de trabalho e a sua importância na consecução dos objectivos, este mês iremos abordar mais em pormenor as raças que estão mais vocacionadas para executarem aquilo a que normalmente chamamos “trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o ponto principal a considerar seja prioritariamente o indivíduo, uma vez estudado o conceito de linha de sangue, pudemos fazer uma incursão nas características que supostamente terão as diversas raças. A sua morfologia condiciona a componente trabalho e o adestrador deve observá-la desde a perspectiva da funcionalidade. Por exemplo: um Pastor Alemão será tanto mais bonito quando a sua morfologia se ajuste à função para que foi criado e não porque alguém considerou que uma garupa anti-natural, por exemplo, é a ideal em termos estéticos (iremos falar neste ponto no próximo artigo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as raças podem-se encontrar indivíduos aptos para um determinado trabalho. Assim, para tarefas de rastreio, detecção de narcóticos ou explosivos serão mais úteis os cães de caça do que outros. Neste artigo vamos analisar aquelas raças que se supõem globalmente mais capazes para a realização de múltiplas tarefas, quer dizer as raças “todo o terreno” que são utilizadas regularmente na Europa e na América tanto em utilidade como em desporto. Os aspectos morfológicos do standard não serão abordados uma vez que existe numerosa bibliografia a esse respeito e só serão tomadas em conta as qualidades encontradas em indivíduos seleccionados em linhas de sangue e trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Cão de Pastor Alemão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei, sem dúvida, é o Pastor Alemão considerado em todo o mundo como o cão de trabalho por excelência. O seu marcado espírito gregário, instinto de guarda, capacidade de resolução, agilidade, resistência física e versatilidade converteram-no o cão de Von Stephanitz no modelo de cão de utilidade. Actualmente é seleccionado adequadamente nos Estados Unidos e em numerosas linhas de sangue europeias de trabalho. O Pastor Alemão Checo faz referência aos criados na Checoslováquia em tempos ligada politicamente à ex URSS. Ao serem seleccionados para trabalhos militares e policiais, o nível e qualidade dos ditos indivíduos, era semelhante aos criados nas melhores linhas de sangue alemãs com a vantagem de ser mais económica a sua aquisição para os restantes países europeus. Hoje em dia é normal fazer-se referência ao Pastor Alemão Checo quando se fala de Pastores Alemães de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Boxer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Boxer é a segunda raça de trabalho na Alemanha e um vivo exemplo do que ocorre quando, geográfica ou culturalmente uma raça é orientada para o trabalho ou para companhia. Em Inglaterra ou nos Estados Unidos o Boxer é um cão de companhia em que só é tido em conta o seu aspecto dissuasório carecendo de capacidade de resolução e sendo relegado para uma condição meramente estética. Pelo contrário, na Europa Central e América do Sul está muito bem valorizado pela sua atitude e aptidões para o trabalho. Orientado pelo Deutscher Boxer Klub demonstra no desporto e, especialmente em tarefas de segurança civil, as suas numerosas capacidades. Especialmente indicado para conviver no seio de uma família, é um cão rápido, inflexível na defesa e protecção do grupo, com um forte instinto de presa, facilmente moldável e que necessita de escassos cuidados de manutenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Cão de Pastor Belga Malinois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma variedade de Pastor Belga, o Malinois, representa actualmente uma sólida raça com uma excelente presente e um futuro imparável no âmbito desportivo. Na sua aparência não incide especialmente o efeito dissuasório e, portanto, o seu uso em tarefas civis se reduz todavia ao núcleo geográfico dos países francófonos onde sim é apreciado em toda a sua magnitude. Como a maioria dos pastores, é um cão territorial e gregário, com marcado instinto de caça e protecção. Geralmente são sensíveis ainda que de rápida recuperação e bastante rápidos. Estas qualidades beneficiam-no enormemente para o trabalho desportivo mas, nas tarefas civis, é limitado o seu uso aos exemplares mais corpulentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Dobermann&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Dobermann, protagonista de lendas negras e objecto de numerosas incompreensões no passado, é actualmente uma raça em expansão. O facto de nas últimas duas décadas se terem feito assinaláveis progressos nas áreas do controlo do carácter e de algumas patologias que afectam a raça, principalmente a displasia coxo-femural, sempre sob vigilância apertada do clube Alemão da raça, o Dobermann Verein, proporcionou a que os princípios básicos de uma criação voltada para a funcionalidade tenham sido adquiridos pelos criadores de referência. Este trabalho já vem sendo feito há bastante mais tempo nos Estados Unidos que se empenharam verdadeiramente na selecção do carácter e é fácil encontrar linhas de sangue de trabalho bastante evoluídas e consolidadas. As suas características mais comuns são o seu enorme apego à família e especialmente ao seu dono, o seu aspecto dissuasório, rapidez, actividade interior e exterior, desconfiança para com estranhos e excelente capacidade de aprendizagem. Por tudo isso está muito bem qualificado para o desenvolvimento de múltiplas tarefas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Rottweiler&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante o que há muito por fazer, desde o ponto de vista oficial, para o controlo do carácter, displasia e demais pontos em que se devem basear os parâmetros básicos da criação correcta e concentrada na funcionalidade da raça, ressalta nesta a capacidade de dissuasão na defesa e a força do seu instinto básico de protecção. Em desporto têm escasso êxito devido à corpulência que o criador selecciona nesta raça e a baixa capacidade de resolução derivada de uma reduzida actividade psíquica que demonstra este cão. Podem ser dominantes na hierarquia do grupo familiar e ainda com o seu dono. Esta agressividade por competência é mais relevante nos machos que ainda não tenham alcançado os quatro anos de vida já que, a partir dessa idade, o nível e testosterona começa um lento ciclo descendente tendo como consequência a diminuição do seu grau de dominância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que outras raças como o Airedale Terrier, Schnauzer, Bouvier de Flandres, Podengos, Cães de Água, Boieiros e um comprido etc., se destaquem numa determinada área como especialmente versáteis, a cultura do cão de trabalho integral centralizou-se especialmente nas raças mencionadas nos parágrafos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessário insistir na ordem crescente de importância dos factores a analisar&lt;br /&gt;quando seleccionamos ou trabalhamos com cães:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1º - O indivíduo.&lt;br /&gt; 2º - Linha de sangue.&lt;br /&gt; 3º - A raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo número iremos falar da influência da beleza nas raças de trabalho e de utilidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-2433371915132427407?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/2433371915132427407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=2433371915132427407&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/2433371915132427407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/2433371915132427407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/06/racas-de-trabalho-e-utilidade.html' title='RAÇAS DE TRABALHO E UTILIDADE'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-141823344914575245</id><published>2011-05-18T15:15:00.002+01:00</published><updated>2011-05-18T15:27:22.343+01:00</updated><title type='text'>SELECÇÃO DE CÃES DE TRABALHO</title><content type='html'>Iniciamos este mês uma trilogia sobre cães de trabalho e utilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido ao facto de esta espécie ter potencialidades em grande medida ainda por explorar – pensa-se que cerca de 80% das capacidades dos cães ainda estão por aproveitar – esta é uma área que tem ocupado bastante os investigadores que, aliados aos criadores e adestradores, uma vez que é de uma área multi-factorial que estamos a falar, têm obtido assinaláveis progressos nos últimos vinte anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O objectivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No processo selectivo do cão, em que se deve orientar o Adestrador profissional ou o desportista, a questão principal é o conhecimento pleno do objectivo e a sua consecução com a máxima eficácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre se poderá seleccionar o indivíduo objecto do adestramento já que, no caso do profissional, a maioria das vezes tenderá a adaptar o objectivo ao cão do cliente e o habitual nestes casos é a presença de limitações em exemplares que não foram escolhidos em função de uma utilidade determinada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No exemplo seguinte queremos realçar a qualidade principal que caracteriza cada raça tendo sempre presente que a selecção estará sempre marcada pelo factor indivíduo e não pelo etnológico. À relação, que expomos de seguida, de objectivos segue-se outra de cães para que o leitor possa estabelecer uma inter-relação lógica que clarifique o que é exposto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;OBJECTIVOS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1.- Patrulha policial em parques públicos.&lt;br /&gt; 2.- Patrulha policial em zonas de grupos em conflito.&lt;br /&gt; 3.- Detecção de drogas e explosivos.&lt;br /&gt; 4.- Segurança privada na recolha e entrega de valores.&lt;br /&gt; 5.- Segurança privada em unidades industriais.&lt;br /&gt; 6.- Protecção de pessoa idosa.&lt;br /&gt; 7.- Efeito dissuasor em bancos e lojas de valores (joalharias relojoarias,&lt;br /&gt;            etc.).&lt;br /&gt;        8.- R.C.I.&lt;br /&gt;        9.- Condutor de invisuais.&lt;br /&gt;        10.- Assistência a pessoas com deficiência.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;CÃES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A.- Pastor Alemão de trabalho. Indivíduo resoluto e gregário. &lt;br /&gt; B.- Boxer. Psiquicamente estável e muito sociável com as crianças.&lt;br /&gt; C.- Pastor Belga Malinois. Rápido e sensitivo.&lt;br /&gt; D.- Dobermann. Baixa dominância em relação ao seu dono.&lt;br /&gt; E.- Rottweiler. Muito territorial.&lt;br /&gt; F.- Springer Spaniel. Activo e sociável.&lt;br /&gt; G.- Retriever do Labrador. Boa índole, dócil e resoluto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ligar indivíduos com objectivos podemos cair na tentação de adaptar um mesmo exemplar a todos eles. Esta situação ocorre principalmente com o Pastor Alemão devido à sua fama de “4x4”, apesar de esta qualidade lhe ser reconhecida, não devemos esquecer que, por exemplo, o efeito dissuasório do Rottweiler é superior ao dos restantes e o contacto com crianças, no objectivo 1, faz com que o Boxer seja o animal indicado. No objectivo 6 o Dobermann pode ser o indicado já que necessita de pouca manutenção, assim como os objectivos 9 e 10 podem ser alcançados com um indivíduo de escassa agressividade, dócil e resoluto como é o caso do Retriever do Labrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exemplos anteriores levam-nos ao estabelecimento de três premissas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1ª.- É imprescindível conhecer perfeitamente o objectivo.&lt;br /&gt;        2º.- Devemos analisar cuidadosamente o indivíduo quer física quer psiquicamente.&lt;br /&gt;        3º.- Vários indivíduos podem ser adaptados a um objectivo mas, o êxito na sua consecução, dependerá da selecção do cão ideal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra forma de traçar a relação cão/objectivo pode ser expressada através da pergunta: O que é mais importante, o indivíduo ou o próprio objectivo? Dito de outra forma: Pretende-se que determinado cão alcance um objectivo específico? Ou: A consecução deste não é prioritária? Se se escolhe a primeira opção, as limitações do objectivo estarão ligadas às do cão. Na segunda, uma vez encontrado o animal ideal o propósito será alcançado plenamente se o método e os instrumentos forem os correctos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Criação e selecção de cachorros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos recursos do adestrador para conseguir obter exemplares de trabalho consiste em recorrer à sua própria criação. Tentará conseguir certas linhas genéticas dentro de uma determinada raça, que apresentem uma importante homogeneidade nos caracteres herdados que definem a atitude dos indivíduos que daí resultem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O factor principal na criação, selecção do cachorro e do adulto, é a saúde. É o suporte que mediatiza o desenvolvimento dos seus instintos, capacidades psíquicas, aprendizagem e utilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reprodutores devem ser cães sãos e livres de problemas congénitos no seu genótipo. Os derivados do sistemas locomotor e ósseo podem ser os mais frequentes em raças de médio e grande porte. A epilepsia e outras patologias endógenas são, em grande parte hereditárias e devem ser afastados da criação aqueles exemplares que procedam de algumas linhas com este tipo de incidência. As fêmeas devem ser boas parturientes e zelosas na disponibilização dos cuidados parentais. Uma cadela equilibrada e segura transmitirá importantes qualidades aos cachorros que cuida mesmo que seja somente ama-de-leite. Os criadores de cães de trabalho sabem o importante que é o papel da fêmea no desenvolvimento dos padrões ontogénicos condutais do cachorro, para que ninhadas medíocres podem ser substancialmente melhoradas mudando-lhes a mãe, precisamente depois do parto, por uma adoptiva de qualidade superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o criador tem a responsabilidade de manipular adequadamente os cachorros por duas razões principais. A primeira é que, com o devido conhecimento, melhorará neles certos factores de personalidade e a segunda é que irá progressivamente conhecendo, com detalhe, os traços mais importantes dos seus caracteres facilitando enormemente a sua posterior selecção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso de se optar pela aquisição de um cachorro, deve-se assegurar que o criador observa as prevenções mencionadas confiando-se na sua profissionalidade, conhecimentos e rigor. Se não conhecer adequadamente as suas linhas de criação, deve estudar a genealogia dos cachorros recompilando toda a informação possível. Observar e estar permanentemente em contacto com a ninhada facilitará a eleição adequada mas não devemos esquecer que é o criador que deve orientar o comprador sobre o desenvolvimento das qualidades que conformam o carácter das suas linhas de criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É recomendável optar por pequenos criadores que por sua vez, sejam profissionais de adestramento ou praticantes de desporto canino já que, por um lado, estes têm mais possibilidades de prestar os cuidados e manipulações aos cachorros, que um criador que conta com várias ninhadas em simultâneo e, por outro o facto de trabalhar com este tipo de cães possibilita-o conhecer e valorizar as virtudes que deve ter um cachorro segundo o objectivo a que se destina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a selecção do cachorro podem-se utilizar testes mais ou menos fiáveis, como é o caso do de Campbell ainda que, o criador profissional, conhecedor dos seus cães, deve dar a sua valiosa informação sobre cada animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta as análises ao cão realizadas em artigos anteriores, sugerimos alguns testes que nos podem auxiliar a conhecer melhor o cachorro que vamos escolher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sensibilidade à voz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Chamada com o cão distraído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Dureza física.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;        Apertando com os dedos polegar e médio o espaço interdigital da mão do cão  com o objectivo de analisarmos o seu nível de resistência à dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Recuperação do stress.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;        Introdução de um cachorro numa caixa, voltamo-la e observamos a sua reacção ao tirá-lo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Territorialidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Observamos a reacção do animal perante a intrusão de um estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Instinto de caça.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Seguimento de objectos em movimento.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Defesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; Observamos o cachorro em luta com os irmãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso e como já abordámos em artigos anteriores, devemos estudar detalhadamente o seu temperamento, sensibilidade física, capacidade de recuperação, capacidade resolução de problemas e conflitos, intrepidez, tenacidade, liderança e capacidade sensorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É imprescindível que no cachorro se preveja um animal são, bem estruturado para o trabalho, cheio de instintos, resoluto, relativamente duro e com boa capacidade de recuperação e aprendizagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Selecção de cães adultos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as possibilidades com que conta o adestrador para atingir um objectivo, está a de obter um cão jovem ou adulto, com trabalho ou sem ele. Uma vez comprovado o seu estado de saúde, através de check-up veterinário, e sendo interessante a sua genealogia, analisar-se-á o exemplar da mesma forma que expusemos anteriormente, tendo sempre em conta que a evolução imediata do trabalho estará sempre condicionada pelas suas experiências anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certos comportamentos serão estudados com mais realismo e determinação do que em cachorro já que a maturação actua sobre os padrões ontogénicos do comportamento. Mesmo assim, as anomalias que se detectam devem ser analisadas no contexto das experiências passadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos igualmente interrogar-nos do “por quê?” da venda e ter em conta que pequenas limitações podem tornar inútil um exemplar para a consecução de determinados objectivos mas, apesar disso, ser útil para outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro factor aliado à idade é o preço. Um cão adulto já não é uma promessa mas uma realidade e esse facto tem que o seu custo. Se além disso já está adestrado ou iniciado numa determinada tarefa, encarece ainda mais o preço. A opção por este tipo de aquisição deve ser ponderada, tendo em conta todos os factores possíveis mas, principalmente e considerando o objectivo: Adaptação do cão a esse mesmo objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Análise do cão estranho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que o adestrador tem como missão formar um cão desconhecido, deve analisar as suas aptidões para decidir as possibilidades que oferece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para enquadrar o animal num correcto contexto de factores ambientais, depois se serem descartados possíveis problemas ou anomalias psicofísicas, deve-se estabelecer um protocolo pessoal em que sejam especificadas perguntadas que devem ser feitas ao proprietário, tais como: onde vive o cão (casa ou canil), relação com a família, tempo que lhe é dedicado, enfermidades, comportamentos anómalos, relação com outros cães, com desconhecidos, amigos e qualquer outra questão que o adestrador considere oportuna para a realização do seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No artigo do próximo mês iremos falar em pormenor das raças de utilidade e trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-141823344914575245?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/141823344914575245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=141823344914575245&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/141823344914575245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/141823344914575245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/05/seleccao-de-caes-de-trabalho.html' title='SELECÇÃO DE CÃES DE TRABALHO'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-8736753614471942738</id><published>2011-04-22T11:36:00.001+01:00</published><updated>2011-04-22T11:41:00.272+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adestrador'/><title type='text'>A PROFISSÃO "ADESTRADOR"</title><content type='html'>Um adestrador intitula-se “profissional” quando, no exercício das suas funções (alteração do comportamento dos cães através de processos ritualizados), aufere rendimentos e/ou honorários por essa actividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo em conta que agrada ao adestrador o contacto com o cão e sendo este o objecto essencial do adestramento, deve ter a capacidade de lhe transmitir as suas sensações, suportá-lo no dia-a-dia, cuidar da sua higiene, nalguns casos também o transporte e, inclusivamente, controlar-lhe os comportamentos não desejados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ambiente das sessões de treino poderá ser, em muitos casos, adverso por ter de se trabalhar amiúdas vezes sob rigorosos dias de intempérie. O frio, a chuva, o calor e a sede são os “companheiros” sempre presentes nas sessões de trabalho. Pode dar-se o caso de, por vezes, se estar a adestrar um cão em protecção às três da manhã num armazém ou numa fábrica e às sete a efectuar um treino de rastreio. Nenhum adestrador profissional executa o tradicional “nine to five” da maior parte das profissões, como tal é essencial gostar-se muito do que se faz para poder aguentar o ritmo de trabalho que, nalguns casos, é altamente esgotante, mas também bastante aliciante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um factor fundamental a analisar é o de que o adestrador deve ser conotado como “o amigo do cão”. De um trato adequado, com respeito e lisura pelos proprietários, clientes e colegas depende em grande parte o futuro de um adestrador, sendo esta outra área importante da sua própria imagem pessoal. A seriedade, educação, honestidade e pontualidade, não sendo qualidades inatas é importante serem adquiridas e elaboradas pelo profissional, se quer que a sua actividade tenha êxito. Para o competidor desportivo a qualidade fundamental será a capacidade de trabalho em equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As exigências físicas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condição física pessoal derivada das condições externas e inerentes ao trabalho com o cão serão as ideais quando não interfiram com o desenvolvimento das variadas tarefas que se apresentam ou, pelo menos, permitam enfrentar, apesar das limitações físicas, os objectivos traçados. A resistência física é geralmente importante se considerarmos por exemplo, o caso se exercer a actividade de figurante no adestramento de protecção vestido com um fato integral e tiver que trabalhar vários cães. Se ao peso do fato juntarmos a luta com os animais debaixo de uma temperatura escaldante, chegamos à conclusão de que necessitamos de possuir uma condição física adequada quando trabalhamos em várias disciplinas. Apesar disso a coordenação mental, capacidade motora e o sentido espacial reduzirão a possibilidade de estragar um trabalho devido a falhas físicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro factor a ter em conta é o risco de sofrer arranhões, mordidas ou acidentes. O adestrador, especialmente quando executa o trabalho de figurante, tem o dever de assumir todas as contingências, exactamente como todos os demais profissionais assumem as inerentes ao seu ofício. Isto não quer dizer que sejam evitadas as protecções e se tomem as devidas precauções que recomenda o senso comum. É inevitável a primeira sensação de nos “sentirmos presas” quando enfrentamos pela primeira vez a boca e respectivos dentes de um cão. A preparação física e o conhecimento do animal ajudam-nos a reagir com a resposta adequada a cada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;As exigências mentais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adestradores com alguma experiência conhecem o importante que é a paciência nesta actividade. Ela pode levar a uma evolução totalmente desejável do trabalho com o animal, enquanto que a pressa irracional só acabará em maus desempenhos, perca de relação com o cão ou à não consecução de objectivos traçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paciência e a tenacidade são as duas virtudes mais valorizadas nesta actividade. Não será um bom adestrador quem não for paciente nem quem desista ao primeiro revés. Também não o será se não for inteligente, bom observador, acutilante e que não saiba raciocinar fria e logicamente. Não deverá igualmente desistir à primeira mordida de algum aluno mais impulsivo. A capacidade de observação permitirá ao adestrador apreciar adequadamente os factores que rodeiam a evolução do trabalho quotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma boa dose de resistência psíquica porá a salvo as frustrações quotidianas com que se depara o adestramento. Deve-se enfrentar os problemas da maneira mais racional possível dando, a cada um deles, a resposta mais adequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último deve-se insistir uma vez mais, em manter a liderança absoluta na estrutura hierárquica do binómio adestrador-cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ética Profissional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do momento em que uma pessoa é qualificada como Adestrador e começa a cobrar os seus serviços, está a actuar como um Profissional. Como em todas as profissões, nesta também deve existir um código deontológico e uma ética profissional. Por não estar regulamentada, esta profissão presta-se a todo o tipo de oportunistas, moralmente mal formados e charlatães.&lt;br /&gt;Em todas as profissões encontramos pessoas mais ou menos qualificadas e que se intitulam de “profissionais”. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A diferença entre o bom profissional e o charlatão radica na qualidade dos seus trabalhos, finalizados com êxito, dentro do respeito à ética da sua profissão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Por ser uma profissão relativamente nova, faz com que a fiscalização do trabalho, por parte do cliente, seja quase nula. A transparência no processo de adestramento, de modo a evitar abusos e enganos, está sujeita à moralidade do profissional.&lt;br /&gt;Se o adestrador possui um conceito claro do que é a moral, só aceitará um trabalho que seja capaz de realizar e que esteja dentro do que aprendeu na sua formação, rejeitará as tarefas para as quais não se sinta capacitado e não terá problemas em mostrar as limitações reais do animal e as do trabalho que vai desenvolver assim como as possibilidades de êxito.&lt;br /&gt;Outro pecado capital é a crítica maldosa a outro colega de profissão. Quando se procede desta forma ninguém fica a ganhar, perdem, isso sim, todos os adestradores que consideram esta tarefa suficientemente digna para investir nela toda a sua vida.&lt;br /&gt;Finalmente, o que o cliente espera de um profissional é que o seu cão se converta num amigo obediente, amável e educado, num guardião e defensor da sua família, companheiro de vigilância e patrulha, participante em salvamentos, olhos dos invisuais, consolo e ajuda na invalidez e velhice, etc.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-8736753614471942738?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/8736753614471942738/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=8736753614471942738&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8736753614471942738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8736753614471942738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/04/profissao-adestrador.html' title='A PROFISSÃO &quot;ADESTRADOR&quot;'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-8615769320507909145</id><published>2011-03-13T09:48:00.002Z</published><updated>2011-03-13T09:56:42.532Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Treinadores'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escolas de Formação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autodidatas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adestradores'/><title type='text'>O ADESTRADOR E A SUA FORMAÇÃO</title><content type='html'>Se entendermos o conceito de adestramento como “o processo utilizado para a canalização das qualidades do cão em direcção a um objectivo”, podemos definir o adestrador como sendo o “director do processo”.&lt;br /&gt;É evidente que a qualidade do adestrador depende de uma série de factores, inter-relacionados entre si, como a formação, inteligência, capacidade física, sensibilidade com o animal e dedicação. Sobretudo, dos objectivos para o qual se proponha e se tem capacidade para os atingir.&lt;br /&gt;Aquele que se limita a formar cães numa única disciplina poderá chegar a ser especialista nessa área mas, as suas qualidades pessoais não estarão à altura das exigências que derivam de objectivos mais complexos, onde entram em jogo factores de superior precisão, funcionalidade ou execução.&lt;br /&gt;O Profissional de Adestramento deve cultivar uma virtude sem a qual, jamais chegará a ser considerado como tal. Referimo-nos à “humildade”. Ela leva-nos a sentirmo-nos continuamente aprendizes pois, devido a ela, temos a consciência que todos os dias são-nos colocadas questões novas para o qual necessitamos de respostas também inovadoras. Não deveremos ter problemas em pedir ajuda a quem sabe mais numa dada área, procurar as referidas respostas onde elas possam estar, livros, artigos, seminários, workshops, etc. Não podemos esquecer que no trabalho com cães há poucas regras fixas e, quase tudo depende da formação que possamos adquirir numa escola, em cursos, trabalhando com os formadores e em grupos de trabalho. Esta humildade deve-nos inibir da pressa que temos em sermos “experts”, fechando assim as portas à aprendizagem.&lt;br /&gt;Como em todas as profissões, existe nesta uma deontologia que nos aconselha a ser humildes e encarrega-se de nos afastar dos seus “pecados capitais”. A vaidade, o desrespeito pelos outros e a deficiente capacidade para reconhecer as lacunas no conhecimento que se tem do mundo canino, diferenciam o autêntico especialista, respeitado, com provas dadas e sempre disposto a adaptar-se e a evoluir, do mau profissional que pensa que já sabe tudo e não necessita de se reciclar.&lt;br /&gt;O profissional com falta de ética e de humildade jamais está aberto às inovações científicas que têm aparecido com regularidade na área da aprendizagem canina. Este tipo de profissional não toma por verdadeira a frase: “quanto mais estudo, mais consciente estou do que me falta aprender”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos agora os canais de aprendizagem que os adestradores dispõem até que possam ser considerados como tal.&lt;br /&gt;Há alguns anos os conhecimentos que possuía um profissional baseavam-se, quase exclusivamente, na sua própria experiência. O seu método era o da tentativa e erro e, se tivesse sorte, partilhava o trabalho e experiências com outro colega. Se juntarmos a isso a baixa estima social que, no nosso país, despertava o canicultor, não é difícil imaginar que, para ter um certo domínio sobre a profissão, o adestrador tivesse que sacrificar a família e a sua vida social.&lt;br /&gt;Apesar de a pré-história do adestramento ainda não estar muito distante, em Portugal começa a ter-se acesso a um ensino sério e regrado, se bem que, dependendo do Centro de Formação, podem-se alcançar vários níveis. &lt;br /&gt;Como é lógico, neste artigo pretendemos “informar” portanto, explicaremos os prós e contras dos canais de aprendizagem mais usuais:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;1. O autodidacta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, este meio de aprendizagem, que é ainda o que mais predomina nos nossos adestradores profissionais, tem frutificado nesses pseudo-adestradores à custa de estropiar cães e arruinar as suas vidas e tenham igualmente feito escola como base do adestramento. Na grande maioria dos casos não passam de medíocres profissionais acompanhados de numerosas limitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. O “treinador”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O canal de aprendizagem utilizado por estes profissionais que se intitulam como “treinadores de cães” tem, na sua grande maioria, origem nas companhias cinotécnicas das forças de segurança. Estes elementos possuem formação específica nas áreas da defesa civil, ou em busca e salvamento, ou na detecção de drogas e armas e operam com cães “formatados”, praticamente desde a nascença, para executarem essas actividades. Não completando esses conhecimentos com outros de índole mais geral canalizados para a actividade de companhia, que é para aquilo que os “nossos” cães estão vocacionados, dificilmente conseguirão atingir um nível elevado de capacidades no adestramento básico e social de um cão normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Os grupos de trabalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importado da Alemanha, a sua estrutura social é a de um grupo de adeptos que se reúnem não só para trabalharem o cão, mas para fazer vida social com aqueles que tem a mesma paixão. São normalmente organizados por Clubes de Raça e, habitualmente, não existe monitor com formação, sendo alguém experiente no grupo que, por amizade, ensina os outros. Devido à paixão e entrega, os resultados são frequentemente bons limitando-se os objectivos a provas de obediência e sociabilidade. &lt;br /&gt;Transposto para o nosso País, este modelo quase nunca deu frutos como na origem. A nossa idiossincrasia de povo Latino se encarregou de arranjar desculpas para a nossa falta de interesse e motivação em frequentar esses grupos. Por vários motivos, mas o principal é o facto de no inverno ter que se trabalhar debaixo de todo o tipo de intempéries.&lt;br /&gt;De qualquer forma, os grupos de trabalho e, na maioria dos casos, são bons locais para obter um o certo nível de formação, principalmente a aprendizagem de trabalho em equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. Escolas de Formação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma realidade nova em Portugal mas, do que conhecemos noutros países, possuem uma inquestionável qualidade e sem comparação com todos os outros canais de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A amplitude de conhecimentos multidisciplinares, ministrados em módulos teóricos e práticos, conferem aos frequentadores uma bagagem de conhecimentos que lhes permite atingir qualquer objectivo que se proponham no âmbito do adestramento canino. Pode servir como exemplo, uma vez que é aquele que conhecemos melhor, o &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Centro Canino de Vale de Lobos que, através do seu Departamento de Formação,&lt;/span&gt; ministra Cursos de &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Formação de Monitores em Adestramento Científico Canino,&lt;/span&gt; tanto nos seus formatos normal como intensivo que, como o nome indica, utiliza os mais modernos avanços científicos na aprendizagem animal na persecução dos seus objectivos que é o de formar profissionais em três componentes: técnica, teórica e prática.&lt;br /&gt;Também está muito em voga no nosso país a disponibilização de Cursos de uma semana onde se aproveita para abordar toda a área do adestramento, comportamento, primeiros socorros e as várias disciplinas do desporto canino.&lt;br /&gt;Tem-se igualmente vindo a massificar os seminários de fim-de-semana e os workshops de um dia mas, nestes casos, são dedicados a um tema específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este artigo quis elucidar todos os proprietários de cães do que é e do estado desta nobre e dignificante actividade profissional. Cabe aos interessados informarem-se, visitarem várias escolas, compararem os métodos de adestramento, analisarem os monitores, inquirirem, se for caso disso, junto destes se possuem algum certificado passado por alguma escola de formação, etc., e depois, na posse de todos estes elementos, decidirem o que é melhor para o seu amigo de quatro patas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-8615769320507909145?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/8615769320507909145/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=8615769320507909145&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8615769320507909145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8615769320507909145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/03/o-adestrador-e-sua-formacao.html' title='O ADESTRADOR E A SUA FORMAÇÃO'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-3652287922298304113</id><published>2011-02-08T14:24:00.002Z</published><updated>2011-02-08T14:28:04.041Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='valentia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agressividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='combatividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coragem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Temperamento'/><title type='text'>O CARÁCTER, O TEMPERAMENTO E AS QUALIDADES INTRÍNSECAS DE UM CÃO</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2ª Parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O TEMPERAMENTO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os seguintes traços de carácter têm uma particularidade comum a todos: que é aquilo a que vulgarmente os adestradores chamam “Força de Vontade”, “Tenacidade”, “Alerta”, “Disponibilidade para o Trabalho”, “Irreverência”, etc. Por isso decidimos separá-los das outras características que compõem o carácter, e tratá-los nesta segunda parte do artigo dedicada ao Temperamento canino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tempera.&lt;/span&gt; Esta definição contempla a intensidade e velocidade de resposta ante estímulos externos de qualquer natureza. Não se deve aplicar este termo como sinónimo de carácter e muito menos de agressividade. Tal como sucede com a sociabilidade e a docilidade, a educação canina permite acrescentar temperamento aos espécimes adestrados.&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Vigilância.&lt;/span&gt; Representa a particularidade sensitiva do cão para pressentir algo anormal e potencialmente perigoso, ameaça para ele como individuo e/ou como integrante na matilha (equivalente à família humana). Por vezes associada a grande sensibilidade olfactiva e auditiva dos canídeos, a aptidão de vigilância, tipo sexto sentido que permite pré-advertir grandes calamidades naturais – terramotos, inundações, incêndios, tempestades – e resolver antecipadamente a guarda e protecção do grupo (congéneres, pessoas e animais a seu cuidado. &lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Valentia.&lt;/span&gt; No campo do comportamento canino, a valentia descreve a capacidade de resistência a uma acção ou factor externo desagradável ou agressivo. É condição indispensável para guarda.&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Coragem.&lt;/span&gt; A palavra “coragem” sintetiza uma convergência de impulsos para enfrentar positivamente situações de risco, conhecidas ou não, que possam afectar a integridade física do indivíduo ou do seu grupo comunitário. Esta disposição de luta surge como resposta directamente proporcional à sociabilidade e ao temperamento de cada um, sem se contrapor à docilidade. A coragem opõe-se ao sentimento de fuga – instinto personalista – à custa do sacrifício pessoal e, por arrasto, a defesa do conjunto (da matilha ou da família) o exime do medo e considerações individualistas.&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agressividade.&lt;/span&gt; Nos cães interessa-nos uma reacção física e activa – mas de modo proporcionado e sem exageros – ante um suposto perigo (ameaça territorial, dos seus congéneres e mesmo de todos os seres ao seu cuidado). A agressão obedecerá sempre a um motivo. Nos cães selvagens este comportamento é primordial para obter alimento e, consequentemente, está relacionado com o instinto predatório e a sobrevivência do mais apto.&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Possessibilidade.&lt;/span&gt; Diz-se que um cão é possessivo quando, naturalmente, está predisposto a converter-se dono de qualquer coisa ou de alguém. Deriva – por sublimação – do comportamento predatório dos cães selvagens. O apropriar-se de seres ou objectos manifesta-se como expressão de competitividade e afirmação do espaço apreendido.&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Combatividade.&lt;/span&gt; Este conceito alude à capacidade de lutar com vigor contra um estímulo exterior negativo mal este se manifesta. Verdadeiro “resorte” emocional, a combatividade há-de expressar-se com uma firme atitude de luta que, nalguns casos são encarados como esquemas ritualizados de combate e, desencadeando-se a agressão aberta. Este conceito distingue-se de outras formas de briga porque utiliza os sinais atávicos da espécie (posição da cauda, orelhas, pelo eriçado na cruz, etc.). Autores como Enzo Vezzoli sustentam que frequentemente a combatividade se associa e inclusivamente tem origem na possessibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;QUALIDADES INTRÍNSECAS DE UM CÃO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sensibilidade e Recuperação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sensibilidade e a capacidade de recuperação são factores psicofísicos do animal que o adestrador deve perceber de forma imediata testando ou simplesmente, trabalhando com o cão. A sensibilidade física ou psíquica e o tempo que o cão leva a recuperar de uma situação de conflito com o seu adestrador, são os factores determinantes da intensidade com que este poderá aplicar a pressão ou o castigo.&lt;br /&gt;A pressão é entendida como: “força exercida sobre o cão, antes ou durante a ordem, para conseguir execução e rapidez”. O castigo ou estímulo aversivo é “a consequência negativa que recebe o animal como resultado de uma resposta inadequada”. Em termos coloquiais o castigo será: a correcção física ou psíquica que o cão recebe perante uma falta. Como dizíamos antes, é muito importante conhecer o grau de sensibilidade e a recuperação de cada indivíduo. Há cães que só com um olhar do guia se sentem, para eles o castigo consiste numa voz num tom mais áspero. Ao contrário, um cão duro necessitará uma pressão ou um castigo mais expedito.&lt;br /&gt;Há quem compare a sensibilidade do animal à sua qualidade. Realmente estes conceitos não estão unidos já que há cães duríssimos não aptos para o trabalho assim como há animais sensíveis de uma qualidade extrema. Portanto, é o adestrador que deve adaptar-se à sensibilidade do cão e não o cão ao adestrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Intrepidez&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualidade que representa o nível de arrojo ou valentia ante determinados problemas ou obstáculos. Não devemos confundir este conceito com o da conduta defensiva. Um cachorro de cinco meses pode ser muito intrépido sem apresentar atitudes defensivas.&lt;br /&gt;Para observar a intrepidez de um cachorro colocamo-lo em cima de uma mesa alta. Quando o chamamos podemos obter uma referência de conduta. No caso de um cão adulto, colocamo-lo num dos lados de uma vala e nós no outro, então observamos como ele resolve o problema.&lt;br /&gt;É importante que testemos frequentemente o cão em situações novas para ele. A espontaneidade permitirá, dessa forma, uma análise do comportamento do cão uma vez que a aprendizagem não permitirá introduzir um factor de variabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tenacidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capacidade de resistir ao abandono de uma actividade que apresenta expectativas de satisfazer um instinto. Portanto, a tenacidade está muito ligada ao nível do instinto invocado.&lt;br /&gt;Como exemplo podemos colocar uma bola à vista de um indivíduo com o instinto de caça bastante desenvolvido. O animal tomará uma atitude expectante e, se lhe impedimos o acesso, teremos o indicador da sua tenacidade controlando o tempo que leva a tentar obtê-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Temperamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a capacidade de adaptação e resposta orgânica do animal perante sucessos inesperados. As respostas de inquietação, surpresa excessiva ou, inclusivamente medo, quando algo se modifica de forma repentina, no âmbito da sua percepção sensorial, denotam, em maior ou menor grau, uma possível carência de Temperamento no cão. Neste caso, descartamos os modelos de conduta associados ao G.A.S. (Síndrome Geral de Adaptação) ou as reacções gerais de emergência, que leva-nos a supor uma deficiência no seu temperamento.&lt;br /&gt;Para observarmos o nível de temperamento de um indivíduo podemos efectuar um disparo, introduzir um objecto novo e chamativo no seu meio envolvente quando está ausente ou simplesmente, deixar cair um objecto metálico que produza um som alto quando o cão estiver distraído.&lt;br /&gt;Estes não são mais que alguns exemplos mas, mão há dúvida que o temperamento pode testar-se de diversas formas.&lt;br /&gt;Um cão que lhe falte temperamento pode fazer-se insensível a um estímulo concreto, por um processo de habituação mas, noutro contexto aparecerá esta deficiência revelando assim as suas limitações. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Resolução&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a capacidade de dar solução a um problema que se lhe apresenta num contexto desconhecido. Está estreitamente ligado à “inteligência” do animal. Esta qualidade é fácil de reconhecer em cachorros e jovens que não tenham sido condicionados em excesso. Para testar esta qualidade nos cães deve-se procurar um local afastado para evitar a inibição dos mecanismos do animal ante problemas em contextos novos. Para testar um cachorro pode-se utilizar um recinto vedado e, depois de um passeio, deixa-se solto e à vontade e chamamo-lo do outro lado da vedação enquanto observamos a sua reacção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aqui temos analisado o cão de forma genérica tendo em conta as virtudes e qualidades que o adestrador deve considerar quando selecciona um cão para uma determinada função ou quando testa um animal que lhe é entregue para ser formado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que foi dito neste artigo deve deduzir-se que não existem dois indivíduos iguais e portanto, a manipulação e o método a seguir no processo de adestramento, deverá ajustar-se a uma análise individual.&lt;br /&gt;Devemos ter em conta aqueles factores de variabilidade que alteram os resultados do estudo. Enfermidades, doenças, fases críticas do desenvolvimento psicofísico, hostilidades ambientais, traumas muito recentes e inclusivamente, instintos primários satisfeitos, distorceram em menor ou maior grau, a percepção do analista.&lt;br /&gt;Com o estudo e a experiência aprofunda-se o conhecimento do cão e do seu meio envolvente evitando, desta forma, surpresas e sobretudo, reduzindo ao mínimo, o factor sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-3652287922298304113?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/3652287922298304113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=3652287922298304113&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3652287922298304113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3652287922298304113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/02/o-caracter-o-temperamento-e-as.html' title='O CARÁCTER, O TEMPERAMENTO E AS QUALIDADES INTRÍNSECAS DE UM CÃO'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-3498239163274894651</id><published>2011-01-12T10:11:00.006Z</published><updated>2011-01-12T10:27:53.036Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Insttintos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carácter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Temperamento'/><title type='text'>O CARÁCTER, O TEMPERAMENTO E AS QUALIDADES INTRÍNSECAS DE UM CÃO</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1ª Parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos iniciar uma série de dois artigos sobre o carácter, o temperamento e as qualidades dos cães. Apesar de serem três termos que poderão ser considerados como sinónimos, iremos ver, ao longo dos artigos, que devem ser compartimentados em conceitos diferentes, uma vez que, quaisquer uns deles apresentam traços de personalidade que os caracterizam, bastantes distintos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O CARÁCTER&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma maneira que cada cão possui uma estrutura anatómica diferente, a estrutura psíquica e mental é igualmente distinta.&lt;br /&gt;O carácter é produto da carga genética, das experiências vitais e da aprendizagem. Pode-se dizer que o carácter é herdado na sua componente genética, é adquirido na sua componente ambiental e é moldado através da aprendizagem.    &lt;br /&gt;Cada uma das vivências do cão trabalha sobre a matriz rudimentar da personalidade do cão de maneira a que, quanto maior for o estímulo, com maior força se fixarão certo tipo de respostas.&lt;br /&gt;As experiências adquiridas durante os primeiros meses de vida influenciam de forma determinante o carácter do cão. A maneira como o cachorro aprende a resolver conflitos, marcará indelevelmente a sua futura personalidade.&lt;br /&gt;Também, apesar de em menor grau, influenciam o carácter as experiências adquiridas na juventude. A prova disso é que, quando se obriga o cão a esquecer associações simples ou sequências complexas de comportamentos, anulam-se com maior facilidade as que se estabeleceram durante a fase intermédia de vida do que aquelas que se fixaram no decurso dos períodos de “imprinting” ou de socialização.&lt;br /&gt;Assim, para realizar um correcto adestramento é importante conhecer o carácter particular do cão que vamos trabalhar, e para isso há que considerar os dois planos em que se desenvolve o crescimento mental: conhecimentos adquiridos e herança genética.&lt;br /&gt;Que carácter terá este cão? É a pergunta que colocam todos os adestradores quando iniciam a formação de qualquer exemplar. É certo que a manipulação e o desenvolvimento do trabalho irão diluindo muitas incógnitas mas, uma análise precoce é fundamental para uma correcta planificação do referido trabalho. Saber analisar cada cão e a resposta do seu organismo, perante uma determinada situação, não é um dom de alguns adestradores mas sim fruto do conhecimento, da observação e do estudo intrínseco do exemplar em causa.&lt;br /&gt;A pior consequência, quando se desconhece o carácter do cão, é a sublimação do método fazendo depender só e exclusivamente dele os resultados. Esta situação provoca numerosos fracassos considerando “não aptos” os indivíduos que não alcançam os objectivos. Em contrapartida, se a eleição do método se basear no conhecimento do cão e se for ajustada, tanto a ele como ao objectivo, o número de “inaptos” será drasticamente reduzido. Do exposto se depreende que, a selecção de exemplares para adestramento de alto nível, naqueles que investiremos inúmeras horas de trabalho, deve estar condicionada a um exaustivo conhecimento do animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iremos de seguida analisar os comportamentos instintivos e os traços de personalidade ligados ao carácter do cão, que o adestrador deve valorizar quando decide iniciar um trabalho de adestramento sério e produtivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Análise dos comportamentos instintivos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode-se definir o instinto como: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“impulsos da estrutura interna do animal que se manifestam em forma de comportamento”&lt;/span&gt;. Tanto o instinto como a aprendizagem são os garantes da Adaptação e da Evolução.&lt;br /&gt;Nos animais que têm uma vida relativamente longa e especialmente os que pertencem a espécies altriciais (que recebem prolongados cuidados parentais) como é o caso do cão, os comportamentos instintivos vão aparecendo de forma gradual e o indivíduo tem que aprender a controlá-las. A aprendizagem e o instinto constituem, deste modo, a essência do comportamento e, a combinação entre ambos faz com que discriminar os factores genéticos instintivos da aprendizagem, seja mais difícil do que possa parecer. Se tomarmos como exemplo do que foi exposto o comportamento da vespa cavadora veremos a diferença entre espécies precociais e altriciais assim como a diferença entre instinto e aprendizagem.&lt;br /&gt;Este insecto leva a cabo somente numas semanas de vida, toda uma sequência de condutas como a alimentação, a competição e eleição de parceiro, a “decisão de lutar como o dono de um ninho ou construir o seu próprio, a eleição da presa e sua captura, a postura dos ovos e a sua morte. Se juntarmos a tudo isso que os seus pais morreram no verão anterior, deduziremos que o comportamento instintivo prevalece sobre qualquer factor de aprendizagem.&lt;br /&gt;O cão como espécie altricial está muito ligado nos seus comportamentos, aos instintos e à aprendizagem que falámos anteriormente. Por meio da aprendizagem associativa e do condicionamento operante a que o submetemos veremos desenvolvidos e ampliados os seus padrões de conduta individuais que, de não serem manipulados, se limitariam à resolução de problemas derivados da sobre-vivência e da reprodução. Ainda assim o conhecimento dos instintos mais importantes que desenvolve e a adequada valorização dos comportamentos associados a eles conformam o pilar base para compreender o animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Traços de personalidade ligados ao carácter&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos erros mais frequentemente cometidos ao falar do comportamento dos cães, do qual nem os cinólogos escapam, é o emprego de termos que correspondem a outros âmbitos e cujo significado não pode empregar-se na etografia canina. Assim, é comum utilizar-se a antiga classificação de Hipócrates definindo “ (cães de) carácter excitável, tranquilo, agressivo ou temeroso”, o uso do vocábulo “temperamento” para definir agressividade, ou confundir guarda com defesa, etc. Na cinofilia moderna, os estudos têm precisado muito bem a terminologia correcta e, independentemente do autor ou técnico, sem ambiguidades, é facilitada assim, a compreensão do comportamento canino.&lt;br /&gt;Nas relações que o cão tem com o meio ambiente – ocupado por ele, e consequentemente, por outros animais e pelo homem, tanto fazendo parte do grupo sócio-expressivo ou estranho a este – evidenciam-se, de modo notório, dez comportamentos naturais, três deles ligados ao carácter: a docilidade, a sociabilidade, a curiosidade e sete eminentemente ligados ao temperamento: a vigilância, o temperamento, a valentia, a possessibilidade, a combatividade, a agressividade e a coragem.&lt;br /&gt;Qualquer destes comportamentos exteriorizados podem ser mais ou menos acentuados segundo a raça a que pertence, potenciando-se entre si ou contra-pondo-se (e até anulando-se), constituindo assim, uma espécie de Bilhete de Identidade das suas aptidões naturais.&lt;br /&gt;…Aptidões e faculdades a ter em conta em qualquer Plano de Adestramento, pois - como disse o Etólogo Enrique Lerena de la Serna – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“a educação não pode modificar os fundamentos inatos do carácter”&lt;/span&gt; portanto, o adestramento para certas funções é desaconselhável em raças cuja memória genética é inexistente, mas ainda que existindo concordância condutal, carecem as devidas capacidades morfológicas (tamanho insuficiente; particularidades corporais que os impedem desempenhar as tarefas solicitadas sem riscos maiores; pouca adaptação climática; etc.), em suma, não recomendáveis profissionalmente.&lt;br /&gt;Ainda que com um treino específico, quiçá, potencie algumas destas faculdades e, inversamente, exija um mínimo noutras das aqui mencionadas, os comportamentos básicos relativos ao carácter do cão adestrável são os que se seguem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Docilidade.&lt;/span&gt; Tem a ver com a facilidade do espécimen canino em aceitar o homem como seu superior hierárquico. É colocado, num nível inferior na escala da matilha, mas não na condição de escravo temeroso e submisso. Por cão dócil entende-se aquele que aceita o humano como guia equivalente ao líder dos grupos caninos selvagens. A docilidade, pois, não será confundida com timidez nem medo do castigo; parte da confiança, da entrega natural e benéfica a um mesmo projecto, não anula a índole mas sim amplia-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sociabilidade.&lt;/span&gt; O cão, animal gregário, só se expressa completamente quando integrado em comunidades; daí, um exemplar sociável ganha pessoalmente e ganha a sua espécie. Deste modo, insere-se com naturalidade dentro do âmbito propício, comunicar-se sem excitação ou impaciência extremas é inerente ao impulso genético de domesticidade que se distingue da do seu primo Lobo. A falta de sociabilidade manifesta-se com temor, ansiedade e inquietação. Sociabilidade e docilidade são dois comportamentos de base que se desenvolvem no cachorro no segundo mês de vida, e autores como Daniel Torora dividem a dita capacidade social em: para com a família, para com as crianças e respeito para com os estranhos da casa; Humel agrega a disposição para outros congéneres e a sociabilidade com distintas espécies (gatos, aves, cavalos, vacas, etc.). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Curiosidade.&lt;/span&gt; Há um axioma comprovado que diz: “não vê nem entende o mundo aquele que não seja curioso, quem não tenha sede de indagar, procura do conhecimento (condição prévia de toda a aprendizagem). Também para o cão curiosidade é o desejo, o prazer e a faculdade de interessar-se – naturalmente – por tudo o que o circunda, fundamentado na vontade em explorar territórios e descobrir ambientes, problemáticas e resoluções novas, imprevistos, acrescentando a conduta instintiva com o imprinting – no dizer dos etólogos – e que definem o comportamento adquirido, donde a curiosidade joga um papel muito importante. A presença desta qualidade – em minha opinião – é primordial para o êxito de todo o adestramento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-3498239163274894651?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/3498239163274894651/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=3498239163274894651&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3498239163274894651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3498239163274894651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2011/01/o-caracter-o-temperamento-e-as.html' title='O CARÁCTER, O TEMPERAMENTO E AS QUALIDADES INTRÍNSECAS DE UM CÃO'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7749798937713163950</id><published>2010-12-17T12:28:00.007Z</published><updated>2010-12-17T12:50:29.232Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mordidas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inibição de Mordida'/><title type='text'>ENSINO DA TÉCNICA DE INIBIÇÃO DE MORDIDA</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;EM CACHORROS DESESTRUTURADOS E EM CÃES AGRESSIVOS ADULTOS&lt;/span&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um quadro sempre muito desagradável de ver, e bastante doloroso para quem o sente, os braços de uma senhora, por exemplo, cravejados de vergões e arranhões provocados pelos dentes de um cachorro que, ao excitar-se, “mima” incontroladamente a dona com os dolorosos efeitos provocados pela sua protuberante e contundente dentadura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período conturbado que vivemos actualmente, cada vez se está a estigmatizar mais a mordida dos cães. Até um dos critérios que levaram à criação da famigerada lista de cães potencialmente perigosos foi o da potência de mordida. Normalmente, na natureza, os cachorros de Lobo conseguem conter-se em relação à intensidade da mordida nas brincadeiras entre si, uma vez que, assim que um morde mais fortemente o seu parceiro este emite um grito de dor anunciando ao outro que foi longe de mais nas suas pretensas inofensivas brincadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos cachorros do nosso cão doméstico, o desenvolvimento desta aprendizagem é basicamente o mesmo e, normalmente, quando se dá possibilidades e tempo à ninhada para que este processo funcione, o cão aprende que morder pode provocar dor ao próximo e que isso poderá, muitas das vezes, não constituir um reforço, não só porque assim acaba a brincadeira mas também porque o atacado pode-se transformar num forte e destemido atacante, portanto, não é compensador. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, é este o princípio que vamos utilizar no nosso trabalho de inibição de mordida, não só em cachorros que não tiveram oportunidade de aprender a técnica, porque foram separados prematuramente do resto dos irmãos, porque nasceram isolados ou por outro motivo qualquer, e em cães agressivos adultos que, pelos mesmos motivos dos cachorros, não sabem que a sua mordida pode ser doseada em função dos objectivos que pretende atingir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Conceito&lt;/span&gt;    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inibição de mordida é simplesmente a diminuição da quantidade de pressão que o cão realiza com os dentes quando entra em contacto com a nossa pele. Num mundo perfeito os cães aprendem esta técnica durante a sua socialização intra-específica enquanto cachorros, mas muitos não têm essa oportunidade, pelas razões que acima mencionámos. Os nossos objectivos, ao ensinar a técnica de inibição de mordida são vários: este adestramento não só ajuda o cão a compreender a pressão que exerce nas suas mandíbulas, mas também lhe é ensinado a auto-controlar-se em circunstâncias em que se sentirá excitado e estimulado. Além disso podemos utilizar estes jogos para reorientar parte da frustração e da energia física que podem ser os causadores do exacerbar do problema num dado momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Desenvolvimento do processo&lt;br /&gt;Mordidas brandas a médias de níveis 1 a 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento da técnica da inibição de mordida em cães adultos com uma potência de nível 1 a 3 (branda a média) pode-se estabelecer criando situações em que iremos proporcionar feedback ao cão. Podemos utilizar objectos em que a nossa mão entra em estreito contacto com os dentes do cão, como é o caso de uma pequena bola ou pequenos pedaços de biscoitos para cão. Para garantir o êxito do processo devemos fazer os exercícios só depois dele comer, já que a sua mordedura será mais suave se não estiver com fome. Pelo contrário, com um cão que não se motiva pela comida, assim como aquele que arranca as coisas das nossas mãos, o exercício obterá melhores resultados se for executado antes da refeição. Devemos permanecer sempre tranquilos enquanto executa-mos os exercícios, excitar o cão pode fazer com que ele perca o controlo da mordida e caminhamos inevitavelmente em direcção ao fracasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Utilizamos um truque muito utilizado pelos adestradores de cavalos, mantemos os prémios (bola ou pequenos pedaços de comida) entre as pregas da palma de uma das nossas mãos. Isto obriga o cão a usar os lábios e a língua mais do que os dentes. Só quando o cão aprender totalmente esta fase é que passaremos à seguinte que consiste em lhe oferecer o prémio entre os dedos. Sempre que o cão tocar com os dentes nos nossos dedos, emitimos um grito de dor: “Ai!”, por exemplo, e terminamos o exercício abandonando imediatamente o cão e levando connosco o motivador, se for possível. Continuamos com o exercício até que o cão se mostre obviamente mais sensível nas mandíbulas continuando, ao longo da sua vida, a introduzir intencionalmente os dedos na sua boca quando lhe oferecemos comida ou brinquedos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o cão já consiga deixar de aplicar pressão, introduzimos ordens de obediência no exercício:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos com níveis muito baixos de excitação, fazemos com que o cão se sente antes de iniciar o exercício. Quando melhorar a sua capacidade de inibição de mordida, podemos fazê-lo com diferentes níveis de excitação. Isto melhora o auto-controlo do cão. &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Reciclagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se acharmos que uma mordida foi acidental, pensemos que estes são os mesmos animais que conseguem apanhar uma mosca no ar só com um abrir e fechar de boca, portanto, se foi um acidente temos que os ensinar a serem um pouco mais precavidos e cautelosos. Temos que realizar de vez em quando os exercícios aprendidos para que se recordam deles e que não passem ao esquecimento. Têm também a vantagem de os ajudarem a desenvolver a atenção mas tem igualmente efeitos na mordida na vida real que se torna mais controlada e com um nível de intensidade proporcional às necessidades. Se, entretanto, se activa a resposta luta/fuga ou os mecanismos de predação, a inibição de mordida que lhes temos ensinado terá diferentes graus de efeito no resultado da mordida. É uma das consequências do programa de tratamento porque o adestramento também ajuda a melhorar o auto-controlo. Lembramos que, devido à gravidade deste problema, temos que lutar com todas as armas que temos para controlar e minimizar este comportamento.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Mordidas médias a fortes níveis 4 a 6&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolver a técnica de inibição de mordidas de nível 4 a 6 (média a forte) é um assunto totalmente diferente que deve ser efectuado por um profissional competente e com muita experiência nesta área, como tal, e por motivos de segurança, não a incluo neste artigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7749798937713163950?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7749798937713163950/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7749798937713163950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7749798937713163950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7749798937713163950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/12/ensino-da-tecnica-de-inibicao-de.html' title='ENSINO DA TÉCNICA DE INIBIÇÃO DE MORDIDA'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-2539048296607405594</id><published>2010-11-09T11:34:00.001Z</published><updated>2010-11-09T11:38:31.732Z</updated><title type='text'>DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMPORTAMENTAL DOS CACHORROS</title><content type='html'>2ª Parte&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;• Período de transição, crítico ou de “imprinting”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3ª e 4ª Semanas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Inicia-se a independência nas condutas de eliminação.&lt;br /&gt;- Inicio dos comportamentos lúdicos e exploratórios.&lt;br /&gt;- Inicio do processo de “Imprinting”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Imprinting&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceito lançado pela primeira vez pelo naturalista Austríaco Konrad Lorenz (1903 – 1989) Pré-mio Nobel da Medicina em 1973 e considerado o pai da Etologia Moderna. Ele demonstrou que, no trabalho que realizou com gansos, estes seguiriam o primeiro objecto em movimento que encontrassem no seu meio envolvente, mal saíssem dos ovos, ocorrendo assim uma ligação social entre o pequeno ser e o objecto ou organismo que eles vissem em primeiro lugar. Foi o caso da experiência realizada pelo próprio Konrad Lorenz que ao criar uma ninhada de gansos cinzentos desde a oclusão dos ovos, os pequenos gansos o tomaram como sua mãe, seguindo-o incondicionalmente e, mesmo depois de se tornarem adultos, manifestaram sempre maior preferência por ele do que pelos outros gansos.&lt;br /&gt;O comportamento de um animal, de qualquer animal, é o resultado da interacção de dois facto-res fundamentais: a genética e o meio ambiente, e em muitos casos é quase impossível separar o aspecto filogenético (Incluído no seu material genético, herdado) do ambiental. Um dos exem-plos mais curiosos dessas influências no referido comportamento animal é o chamado “imprin-ting” (estampagem ou impregnação em português, apesar do termo, em si ser intraduzível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imprinting é a primeira e mais duradoura forma de aprendizagem. Graças a ela, o animal aprende a ser membro da sua espécie, enquanto estabelece relações com os de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as espécies existe um período, denominado período crítico, durante o qual o factor ambiental é mais susceptível de influenciar o comportamento e é nesse espaço de tempo da vida do animal que a acção do imprinting resulta particularmente intensa e duradoura, tendo grande importância no desenvolvimento dos padrões ontogenéticos (desenvolvidos durante o período de vida do animal) ou vitais.&lt;br /&gt;O período crítico não é o mesmo em todas as espécies. Nas aves, por exemplo, por pertencerem a espécies precociais (espécies de rápido desenvolvimento, necessitam de poucos cuidados parentais, contrário de espécies altriciais), o referido período emerge logo nas primeiras horas depois do nascimento. Nos canídeos esse espaço de tempo inicia-se à terceira semana de vida, quando os cachorros começam a abrir os olhos, e a ouvir. &lt;br /&gt;É importante que, nesta fase, a mãe esteja presente na altura do desenvolvimento sensorial dos cachorros, pois será ela o primeiro elemento que eles verão e será nela que se fixarão como pertencentes a uma determinada espécie.&lt;br /&gt;Para a mãe também é extremamente importante esta fase, pois o desenvolvimento do compor-tamento maternal da fêmea está caracterizado pela aparição de um período sensível em que ela aprende a reconhecer as suas próprias crias assegurando, desta forma, que o instinto maternal se mantenha durante a época de amamentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;• Período sensível ou de socialização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Da 5ª à 12ª semanas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o mais importante da vida do cão. &lt;br /&gt;- Acaba o “imprinting”.&lt;br /&gt;- Começa a exploração ano-genital e a relação social com os parentes.&lt;br /&gt;- Esta fase acaba quando observamos uma reacção elevada de medo perante um estímulo novo.&lt;br /&gt;- É o momento de começar a trabalhar as condutas instintivas.&lt;br /&gt;- Inicia-se a socialização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o nome indica, o período de socialização representa para os cachorros uma fase de aprendizagem da vida social. Começa por um período de atracção (não tem medo de nada) e termina geralmente por um período de aversão (tem medo de tudo o que é novo). Os cachorros tornam-se progressivamente capazes de comunicar, e adquirem o sentido da hierarquia interpre-tando as represálias maternas, os sinais olfactivos e de postura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se por falta de tempo ou de observação, não se aproveita o período de atracção do cachorro para o acostumar ao seu futuro ambiente (entre a 7ª e a 9ª semanas), será muito mais difícil rec-tificar os maus hábitos adquiridos. Este período, extremamente sensível e maleável, pode ser explorado pelo proprietário ou criador para:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Favorecer os contactos com os futuros proprietários (em especial com as crianças) caso se trate de um animal de companhia, e com os indivíduos com os quais deverá conviver (carteiros, gatos, ovelhas, etc.);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Habituar o cachorro aos estímulos que encontrará na sua vida futura (barulhos, odores de rou-pa, tiros se tratar de um cão de caça, carros, comboios, helicópteros, etc.);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reforçar a aprendizagem da hierarquia, impondo-lhe, se necessário, posturas de submissão (segurando-o pelo dorso ou pela pele do pescoço). Pelo mesmo método, é possível reforçar os comportamentos desejados e reprimir as actividades indesejadas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Motivar os contactos entre cachorros, sancionando aqueles que ainda não controlam bem a intensidade da sua mordida;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Observar o comportamento dos cachorros para poder orientar a escolha dos futuros proprietá-rios, em função do carácter de cada um. As tendências para a dominância podem ser per-cebidas a partir desta época, através de jogos, imitações sexuais e dos comportamentos alimentares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muitas atitudes ditas “naturais” podem ser adquiridas durante este período, principalmente se a mãe estiver habituada a esses estímulos e se evidenciar uma postura calma junto da sua ninha-da durante o período de aversão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Socialização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos canídeos o período de socialização está compreendido entre as 5 e as 12 semanas. Pode-mos definir esse período como o espaço de tempo compreendido entre o início da maturidade sensorial e a consolidação das estruturas nervosas que controlam a resposta de medo perante situações novas. É ainda durante este espaço de tempo que se dá o desenvolvimento sensorial e locomotor do animal e, graças a ele, o cachorro aprende a deslocar-se, explorar o seu meio envolvente e a interagir com os demais. Às 12 semanas acaba este período com a primeira demonstração de medo como resposta a alguns estímulos novos. &lt;br /&gt;Em determinadas espécies, como os canídeos parece que se produz uma aceitação implícita do humano como companheiro social em pé de igualdade com os membros da sua própria espécie. Uma exposição breve durante o período sensível ou de socialização é suficiente para que se estabeleça uma relação normal com os seres humanos. É nesta fase que o cachorro deve iniciar o contacto com outros cães e fundamentalmente, com adultos e crianças. É a altura de colocar o cachorro perante situações novas parecidas com as que encontrará na fase adulta.&lt;br /&gt;Se até à 14ª semana não se proceder a esta integração do cachorro na sociedade onde irá viver, este deixará de responder e o seu futuro comportamento tenderá para a anormalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta fase de socialização é particularmente importante para a vida futura do cachorro e daqueles que com ele irão conviver. É aqui que se irão lançar as bases que definirão a estrutura mental e social de um cão. 90% dos problemas comportamentais anómalos e desviantes de cães que têm chegado ao nosso conhecimento, têm origem numa deficiente, mal conduzida e mal executada fase de socialização.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-2539048296607405594?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/2539048296607405594/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=2539048296607405594&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/2539048296607405594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/2539048296607405594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/11/desenvolvimento-social-e-comportamental.html' title='DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMPORTAMENTAL DOS CACHORROS'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7031026152241583221</id><published>2010-10-11T11:49:00.002+01:00</published><updated>2010-10-11T11:55:46.962+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manipulações neo-natais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Carácter'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento do cachorro'/><title type='text'>DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMPORTAMENTAL DOS CACHORROS</title><content type='html'>(1ª Parte)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um artigo destinado, primeiro aos criadores que desconhecem que, por exemplo, as manipulações neo-natais, executadas correctamente e na altura certa, podem prevenir futuros problemas comportamentais e, depois, aos futuros donos que deverão continuar e completar a socialização dos cachorros, dentro dos parâmetros correctos e adequados às especificidades de cada animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes do desmame, a mãe assume uma parte activa no desenvolvimento físico e comportamen-tal dos cachorros, parte essa que se mostrará determinante para o equilíbrio e integração poste-rior destes no seu novo meio social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ter conhecimento das várias etapas do desenvolvimento comportamental e social dos cachorros, evitam-se um elevado número de erros ou de inconvenientes, sendo devidamente aproveitados os períodos mais favoráveis à aprendizagem ou sensíveis à aversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as duas primeiras semanas de idade, é útil verificar o instinto materno da reprodutora (especialmente limpeza dos filhos, indispensável para os seus reflexos de micção e defecação) e vigiar o aleitamento colocando os cachorros menos vigorosos ou os mais subordinados, nas mamas que produzem leite mais rico. Por vezes é necessário controlar as unhas dos cachorros, as quais podem traumatizar as mamas e levar a uma recusa da mãe em fornecer o alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os etologistas têm por hábito dividir o período de maturação do cachorro em quatro etapas sucessivas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;• O Período pré-natal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fetos no útero não estão completamente isolados do meio exterior. O desenvolvimento das técnicas de ecografia permitiu observar as diversas reacções dos fetos, quando se realiza na mãe, uma palpação abdominal a partir da quarta semana de gestação. O seu sentido do tacto desenvolve-se, portanto, muito cedo e nada impede de pensar que sejam sensíveis às carícias que o criador faça à mãe durante a gestação. Da mesma forma, o stress da mãe pode aparen-temente ser sentido pelos cachorros, podendo provocar abortos, atrasos de crescimento intra-uterino, deficiências imunitárias, ou mesmo dificuldades de aprendizagem depois do nascimento. Finalmente, embora o olfacto se desenvolva apenas após o nascimento, parece que a alimentação consumida pela mãe durante a gestação, pode de alguma forma, orientar as posteriores preferências alimentares dos seus cachorros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;• O Período neo-natal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1ª e 2ª Semanas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O período neonatal tem início no nascimento e termina com a abertura das pálpebras. Foi fre-quentemente chamado fase vegetativa uma vez que, exteriormente, a vida dos cachorros parece estar dominada pelo sono e por algumas actividades reflexas. Durante esta fase, o cachorro apenas reage aos estímulos tácteis e move-se em direcção às fontes de calor, rastejando. Este tipo de movimento é possível pelo desenvolvimento do sistema nervoso central que se mieliniza na direcção anterior-posterior, permitindo desta forma, a motricidade dos membros anteriores antes da dos membros posteriores. Para além disso, se excluirmos os fenómenos reflexos, a percepção dolorosa é a última a aparecer no desenvolvimento neurológico, o que explica que as caudectomias possam ser realizadas sem anestesia, durante este período. Ainda sobre este tema, os cachorros que nascem sem cauda, geralmente só adquirem o controlo da defecação muito mais tarde, o que vem reforçar o carácter mutilador deste acto de conveniência, cada vez mais reprovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período neonatal, o criador deverá limitar-se a confinar a mãe e a sua ninhada numa maternidade quente e acolhedora. Se constatar uma falta de instinto materno ou se a ninhada for pouco numerosa, poderá completar os estímulos tácteis dos cachorros explorando a normalidade dos seus reflexos (reflexos de micção, de defecação, de mamar, educação gustativa). Os outros estímulos, (música, brinquedos, cores etc.) realizados por vezes no canil, são ainda inúteis nesta idade e apenas perturbam o sono da ninhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manipulações Neo-natais&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acontece o nascimento de uma ninhada, devemos actuar de imediato para assegurar o desenvolvimento intelectual dos cachorros desde o primeiro dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para isso vamos aplicar as seguintes manipulações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANIPULAÇÃO E OBSERVAÇÃO NO PERÍODO NEONATAL (PRIMEIRA SEMANA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1º - Observação da maturação do Sistema Nervoso Central&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Durante os primeiros 4 a 5 dias de vida, o cachorro deve apresentar dominância flexora. Para isso pegamo-lo pela base da cabeça e suspendemo-lo no ar. Ele deve responder flexionando as extremidades, a coluna e a cauda. Acariciar e acercá-lo imediatamente do nosso coração (apesar de ele ainda não ouvir). Passados 15 segundos devolvemo-lo à mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2º - Para controlar as respostas motoras complexas medimos o Reflexo de Magnus. Flexione a cabeça do cachorro para um lado. O animal deve responder estendendo a as patas do lado para o qual se girou a cabeça. Acariciar, coração e mãe (igual ao ponto anterior).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3º - Controlo do reflexo de rooting (movimento exploratório com o focinho em direcção a uma fonte de calor). Colocar a mão (à temperatura normal) em forma de copo, precisamente diante da boca do cachorro. O cachorro deve tentar aproximar-se ou localizar a mão. Este reflexo começa a desaparecer aos quatro dias de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valorize e qualifique estas manipulações com os graus de: Bom, Regular e Mau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Manipulações diárias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das manipulações atrás mencionadas, outras devem servir para que o animal tome contac-to com o criador e a sua família. Nesta semana não é conveniente que as crianças toquem nos cachorros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de mamar devem-se pegar um a um nos cachorros, colocá-los sobre o nosso peito nu, encostados ao nosso coração. Fala-se-lhes com voz calma e de baixa intensidade. Em fundo coloca-se uma música suave (se possível sinfónica) de Mozart ou Chopin. Esta manipulação deve demorar uns 20 minutos por cachorro. É preferível que seja feita por um homem uma vez que o seu timbre e tom de voz são mais baixos. Neste momento os cachorros ainda não ouvem mas são sensíveis às vibrações ambientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de irmos para a cama pegamos um a um nos cachorros, deitamo-nos e encostamo-los à nossa boca ao mesmo tempo que exalamos suavemente ar quente sobre a sua trufa. Acaricia-mo-los contra o pêlo e devolvemos à mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao levantar de manhã acercamo-nos da caixa fazendo-o com o ruído normal acompanhado de um suave bater de palmas. Excepto durante as manipulações, os cachorros não devem ser importunados durante o dia. O bater de palmas também pode ser substituído por assobios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBJECTIVOS:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Aumento da conduta exploratória;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Maior desenvolvimento da capacidade de aprendizagem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Estimulação do sistema imunológico      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MANIPULAÇÃO E OBSERVAÇÃO NO PERÍODO NEONATAL (SEGUNDA SEMANA)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Preparação para o período de transição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que procurar a simultaneidade entre a estimulação ano-genital por parte da mãe com umas carícias na cabeça a favor do pêlo. Uma vez ao dia por cachorro é o suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Desenvolvimento da conduta exploratória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante esta segunda semana mantemos todas as manipulações da primeira, excepto os testes psicomotores. Ainda que, o reflexo de rooting comece a desaparecer a partir do 4º dia, devemos continuar a estimulá-lo para aumentar o gregarismo inter-específico connosco. Uma vez por cachorro. Esta manipulação faz com que o animal, ainda que só se possa arrastar sobre os quartos traseiros, siga a fonte de calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Diminuição da tendência à emocionalidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o cachorro abra os condutos auditivos entre o 11º e 14º dia e não comece a reconhe-cer estímulos auditivos até ao 19º - 20º dia, é necessário que introduzamos no seu meio ambien-te estímulos de alta frequência. Para isso utiliza-se um apito de ultra-sons que será usado quan-do o animal estiver a receber outros estímulos agradáveis (alimentação, estimulação ano-genital, etc.). Esta manipulação pode-se fazer em grupo procurando que todos os cachorros estejam despertos. Nesta altura o sono tipo REM deve ser respeitado na medida do possível.&lt;br /&gt;Deve-se ir aumentando a intensidade e frequência do bater de palmas, assobios e qualquer outro som “normal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBJECTIVOS COMPLEMENTARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Diminuição da conduta de medo no futuro período sensível;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Resposta adrenocortical mais flexível e adaptada ao factor stress;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-  Aumento da velocidade de crescimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7031026152241583221?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7031026152241583221/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7031026152241583221&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7031026152241583221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7031026152241583221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/10/desenvolvimento-comportamental-e-social.html' title='DESENVOLVIMENTO SOCIAL E COMPORTAMENTAL DOS CACHORROS'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-8190071253189068841</id><published>2010-09-10T13:23:00.002+01:00</published><updated>2010-09-10T13:28:35.242+01:00</updated><title type='text'>ELIMINAÇÃO INADEQUADA</title><content type='html'>• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Definição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um cão, durante uma semana, faz as necessidades no tapete, na carpete ou no chão da cozinha ou da sala, qual poderá ser a causa deste distúrbio comportamental? Marcação territorial? Micção por submissão? Ansiedade por separação? Pode ser uma destas condutas, nenhuma ou várias. Pode ser simplesmente que o cão está a chamar a atenção porque houve alterações à rotina e o dono não passa tempo suficiente com ele. Também poderá tratar-se de uma pequena infecção urinária de que o dono não se tenha dado conta e, neste caso, um antibiótico solucionará o problema. Portanto, a solução não passa pelo clássico esfregar do focinho do cão na urina ou nas fezes para lhe “dizer” que não devia ter feito naquele local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que queremos dizer é que este é um problema de conduta multifactorial e que nem todos os casos obedecem às mesmas causas. Portanto, devemos analisar caso a caso individualmente e não cair em estereótipos que pela parecença e similitudes com outros casos possamos cair no erro de fazer diagnósticos errados interferindo assim no êxito do tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A eliminação inadequada é um problema maior para o dono do que para o cão. O animal tem que fazer as suas necessidades e, logicamente, o facto de as fazer num local ou noutro é um problema nosso, sobretudo por questões higiénicas e deterioração do mobiliário e portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, este problema é tão importante uma vez que é um dos primeiros que levam ao abandono do animal ou provocar a sua eutanásia. Por outro, é mais fácil proceder dessa forma do que solicitar uma consulta especializada em comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, é responsabilidade do profissional fazer um diagnóstico adequado que lhe permita levar a cabo um tratamento correcto e uma monitorização exaustiva de todo o processo, com a finalidade de se assegurar do seu correcto funcionamento. Assim, se o tratamento não está a ser eficaz, estaremos a tempo de o reorientar ou reajustar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Diagnóstico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dissemos anteriormente é muito importante chegar a um diagnóstico correcto, não só para um eficaz tratamento, mas também pela implicação afectiva subjacente à possibilidade de um triste final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o profissional, o êxito no diagnóstico baseia-se num conhecimento o mais profundo possível da situação, incluindo visitas ao domicílio se achar necessário. Não se devem esquecer alguns factores como a existência de outros cães em casa, se o animal tem vindo a eliminar correctamente antes dos episódios, se o faz na presença ou ausência do dono ou se existem possíveis estímulos causadores de medo no animal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, dentro do diagnóstico diferencial devemos incluir as razões médicas como primeiro motivo causal. Dentro delas devemos considerar todas as doenças que interfiram com a poliúria ou polaciúria, incluindo enfermidades do trato urinário, renal, problemas endócrinos e neurológicos. Também há que ter em conta a defecção inadequada, que ainda que menos frequente representa uma percentagem importante de eliminações inadequadas. Neste caso teríamos que considerar problemas gastrointestinais como parasitas, infecções bacterianas e víricas, alergia alimentar, corpos estranhos, obstrução intestinal, mudanças alimentares ou ambiente, mudanças na mobilidade intestinal derivadas da idade, assim como dor na coluna ou nas articulações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação às causas não orgânicas e que se supõe que sejam um problema comportamental em si, destacamos as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aprendizagem inadequada ou falta de aprendizagem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considera-se que um cão não aprendeu correctamente a conduta de eliminação quando, com mais de 6 meses e ocasionalmente faz as necessidades em casa, não passou mais de um mês seguido fazendo unicamente fora e este comportamento acontece tanto na presença como na ausência do dono. Estes cães quando em cachorros não aprenderam correctamente ou podem ter desenvolvido uma preferência por um certo tipo de local inadequado. Outros cães que foram adoptados, ao levá-los ao local adequado, contrariamente ao que nós pensamos, preferem eliminar em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Acesso insuficiente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cães que já têm um esquema adequado de eliminação podem voltar a fazê-lo em zonas indevidas por mudanças na rotina do dono ou por restrição de acesso a essas zonas. Isto é especialmente importante em cães velhos, já que não têm a mesma frequência de eliminações. Também se dá no caso de cães demasiado tímidos ou medrosos, que por ansiedade em determinados ambientes, não eliminam até que não estejam tranquilos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que recordar que em casos de acesso insuficiente, o cão, por necessidade, eliminará em qualquer sítio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Preferência por um local&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A preferência por um local concreto para a eliminação começa a desenvolver-se por volta das 8-9 semanas de idade. É o momento para o ensinar a discriminar entre os locais permitidos e os proibidos. Um caso especial é ensiná-los a eliminar à ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Ansiedade por separação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um dos sintomas que o cão pode apresentar nos transtornos relacionados com a separação de algum dos membros da família. Para que possa ser considerado como ansiedade por separação tem que se dar nas seguintes circunstâncias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Que a conduta de eliminação aconteça quando o dono ou algum dos membros da família não estão em casa;&lt;br /&gt;• Nunca o fazem com o dono em casa;&lt;br /&gt;• Sabe-se que o animal teve uma aprendizagem adequada em relação à eliminação;&lt;br /&gt;• Não há nenhuma causa médica;&lt;br /&gt;• As mudanças de rotina são menos importantes que a presença ou ausência do dono&lt;br /&gt;• Existem outros comportamentos inadequados como destruição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Marcação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um comportamento facilitado social e hormonalmente. É especialmente frequente em machos inteiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas fêmeas é menos comum o comportamento de marcação através de urina, ainda que, se estão em cio efectuam padrões de urina mais frequentemente, em menores quantidades e geralmente diante de outras fêmeas e machos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marcação frequente com urina está relacionada com o estabelecimento da posição dentro da hierarquia do grupo. Quando um cão marca há que fazer uma análise muito detalhada de todas as interacções sociais do animal. Pode ser também um sinal de dominância, de agressividade ou de ansiedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A marcação com fezes é menos frequente que com urina, tanto em fêmeas como em machos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Micção por submissão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece com frequência em cachorros, fêmeas jovens e cães castigados inconsistentemente. Pode-se evitar ignorando esta conduta e premiando outras incompatíveis com a mesma. Sobretudo não se devem adoptar posturas demasiado dominantes com o animal. Sendo assim o uso do castigo é desaconselhado já que o cão, não entendendo o que queremos dele, fortalecerá a conduta e esta tende a perpetuar-se no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que procurar eliminar bem o odor, sobretudo em cães que não aprenderam a eliminar adequadamente, porque cheirar a sua própria urina estimula-os a fazer continuamente no mesmo local.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Micção por excitação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É frequente em cães jovens que todavia não têm controlo sobre os esfíncteres. Quanto mais excitação lhes provocamos, mais fortalecido aparecerá o problema. A urina não se evacua numa postura correcta, mas enquanto o cão anda ou salta. Há que reforçar as condutas compatíveis com a tranquilidade e a relaxação, assim como o exercício físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Micção por medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Produz-se por uma contracção dos músculos da bexiga e do cólon devido ao medo extremo. Para a diferenciar da micção por submissão, esta micção e defecação deve ir acompanhada por outros sinais de medo, como taquicardia, taquipnéia (aumento da frequência respiratória), pelo eriçado, midríase (dilatação do diâmetro da pupila ocular) ou salivação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eliminar este comportamento há que tratar da causa do medo, programas de alteração de conduta e medicação se for necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Chamar à atenção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece em cães que tentam chamar à atenção do seu dono eliminando no interior da casa, para que sejam levados para o exterior ou simplesmente para serem notados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Incontinência de cães velhos dependente de estrogénios, ou Disfunção Cognitiva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá-se em fêmeas esterilizadas ou em cães de idade avançada, enquanto estão despertos ou relaxados. Não têm cabimento, aqui, as medidas de alteração de comportamento nem o castigo. Podem ser usados medicamentos que aumentem a funcionalidade do esfíncter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;• Tratamento&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;O tratamento deste problema de comportamento pode ser interminável e de difícil correcção se não estivermos na posse de um diagnóstico correcto e não tenhamos realizado uma análise suficientemente exaustiva do problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os princípios gerais do tratamento a considerar são três:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Eliminar a possibilidade do cão fazer as suas necessidades dentro de casa;&lt;br /&gt;• Proporcionar-lhe frequentes oportunidades para a eliminação;&lt;br /&gt;• Fazer da eliminação, num local adequado, algo muito agradável para o cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às causas médicas, supostamente o começo está em diagnosticá-las definitivamente, mediante exames complementares e tratá-las devidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se foi diagnosticada uma eliminação inadequada por falta de aprendizagem, o tratamento será canalizado para começar do zero e conseguir que o cão entenda que o local adequado para eliminar é fora de casa e a umas horas certas. Não se deve usar o castigo, sobretudo inconsequente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cães velhos que sofrem de disfunção cognitiva, dores nas articulações ou incontinência dependente de estrogenios, devem-se tratar com medicação adequada. Neste caso pouco podem fazer as medidas de actuação, ainda que pode servir, em determinados cães, facilitar-lhes o acesso às zonas de eliminação tornando-as mais curtas e mais fáceis, como por exemplo não ter que subir ou descer escadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos casos de micção por submissão ou por excitação o que mais ajuda é precisamente evitar as situações nas quais o cão se sente ameaçado ou excitado, por exemplo quando nos aproximamos dele ou quando lhe colocamos a coleira. É muito difícil convencer um dono de que não se deve aproximar do seu cão ou, nalgumas ocasiões, nem olhá-lo, mas isto é parte fundamental da solução deste problema. Em casos muito específicos, ou naqueles em que o cão foi sistematicamente castigado, deve-se incluir a medicação no programa de tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tratamento nos casos diagnosticados como ansiedade por separação, deve-se aplicar um programa específico para o tratamento desta patologia comportamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último, se se trata de marcação, devemos estabelecer programas de correcção comportamental relacionadas com a causa principal: estabelecimento de estatuto hierárquico condizente com a posição do cão no seio da matilha humana, diminuição da ansiedade por um estatuto indefinido ou castigos indiscriminados e castração ou fármacos nos casos em que se diagnostiquem como medidas úteis de tratamento.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Em resumo&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Como mencionámos anteriormente, este é um problema que tem solução, mas esta passa irremediavelmente pela aplicação do dono num plano de tratamento que lhe seja sugerido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o cão ainda não aprendeu a falar como efeito da domesticação – agradecemos tal ainda não ter acontecido – não podemos explicar-lhe com palavras onde queremos que faça as suas necessidades. Portanto, teremos que utilizar os princípios básicos da aprendizagem animal e sobretudo toda a paciência, muita e muita paciência. O dono não deve entrar em desespero mas ver positivamente todos os avanços, por muito pequenos que sejam, e comunicar ao terapeuta qualquer mudança não esperada no plano de tratamento, na sua rotina ou na atitude do seu cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dono tem que ter em conta que tem um cão que em cachorro habituou-se a um certo local e modo de vida, e que, se decidiu adquiri-lo é porque pesou os prós e os contras. Mas também é verdade: Que aborrecido seria ter-mos um cão robot!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-8190071253189068841?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/8190071253189068841/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=8190071253189068841&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8190071253189068841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8190071253189068841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/09/eliminacao-inadequada.html' title='ELIMINAÇÃO INADEQUADA'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-126504142604440338</id><published>2010-08-11T18:28:00.002+01:00</published><updated>2010-08-11T18:32:09.880+01:00</updated><title type='text'>INGESTÃO INADEQUADA - Alimentação Estranha – Coprogafia – Objectos</title><content type='html'>Por ser sempre um tema que causa grande angústia aos donos, a Ingestão Inadequada deve ser tratada com a devida cautela e com o rigor que, como todos os temas em que pode estar a vida do animal em causa, deve ser abordado. Como em todas as patologias, comportamentais ou fisiologias, a prevenção é sempre o melhor meio para serem combatidas. Sendo assim, decidi escrever este artigo, não só para ajudar todos os donos a prevenirem-se contra este pesadelo, mas também ajudar aqueles que, já estando confrontados com ele, o possam tratar da melhor forma possível, dispondo de todos os mecanismos existentes neste momento para o combater. De qualquer maneira, é sempre importante o acompanhamento de um profissional com conhecimentos nesta área.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Alimentação Estranha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cão deve saber recusar sempre a comida que não lhe tenha sido oferecida pelo dono ou pelos familiares que com ele convivem. Este hábito pode salvar-lhe a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por razões evidentes, ensinar a recusar a comida é um dos pontos essenciais no adestramento dos cães, principalmente de cães que também são utilizados como guarda, já que, infelizmente, cada vez e com mais frequência é utilizada a bola de carne envenenada por ladrões, intrusos ou até, por vizinhos moralmente mal formados desejosos de se livrarem de um animal ruidoso ou de que não gostam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Regras Básicas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para se conseguir obter um bom resultado é necessário respeitar escrupulosamente certas regras, mesmo antes de ensinar um cão a recusar alimento oferecido por um estranho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O cão deve estar bem alimentado com uma comida de qualidade que lhe proporcione todos os nutrientes necessários. &lt;br /&gt;- Nunca se deve dar comida ao cão fora das horas de refeições.&lt;br /&gt;- Não lhe dar comida quando se está sentado à mesa. Se o cão perder o hábito de mendigar comida, deixará comer tranquilamente os donos e permanecerá no seu lugar.&lt;br /&gt;- Não deixar os amigos ou convidados oferecer guloseimas ao cão. Os Veterinários têm por hábito oferecer aos cães, que estão em consulta, guloseimas para lhes conquistar a confiança. Esse procedimento não deve ser permitido pelo dono.&lt;br /&gt;- Dar de comer ao cão sempre no mesmo comedouro, à mesma hora e no mesmo local.&lt;br /&gt;- Não dar de comer com a mão.&lt;br /&gt;- Não o deixar ingerir comida abandonada durante os passeios (o cão ao passear deve andar com a cabeça levantada e não a farejar permanentemente o solo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas quando o cão e o dono tiverem adquirido estes hábitos se pode iniciar o treino para que o cão recuse comida que um estranho lhe ofereça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Início &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve iniciar-se o treino por volta dos dez, doze meses, quando o animal já estiver habituado ao seu horário de refeições e aprendeu as regras elementares de obediência, pelo que já responde correctamente, às ordens de sentado, deitado, quieto, larga e vem à chamada. Existem vários métodos de treino mas todos têm uma regra comum: nunca abandonar um cão perante um fracasso. O objectivo é que o cão desconfie perante qualquer guloseima ou alimento que encontre casualmente ou lhe seja oferecido por alguém que não sejam os donos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Treino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o treino deste problema comportamental somos forçados a utilizar o Castigo Positivo uma vez que pode estar em causa a vida do animal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É necessária uma pessoa desconhecida do cão. Será encarregue de dar ou lançar alimentos que devem surpreender desagradavelmente o animal: pedaços com pimenta, com mostarda forte, com malaguetas, com óleo de rícino; alimentos que estejam unidos à ponta de um elástico que lhe baterá no focinho ao morder e puxar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para dissuadir o cão de comer alimento abandonado no solo, existem vários métodos: colocar comida sobre um ratoeira dissimulada com ervas ou terra, unir a bola de carne a latas de refrigerante que cairão sobre o cão ao puxar a comida com os dentes, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, não há cães infalíveis, pelo que há que ter em conta que se durante os seus passeios um cão encontra habitualmente o mesmo tipo de comida, pode acostumar-se a ela e esquecer os efeitos nocivos que o comê-la lhe poderiam provocar. Por isso, voltamos a lembrar, que é importante acostumar o cão a não ingerir nada que não lhe tenha sido dado pelo dono, sendo assim, também não é superficial insistir que o cão não coma fora do sítio ou das suas horas habituais, dando-lhe sempre uma ração suficiente e alta qualidade, se bem que não excessiva, de maneira a que evite a obesidade e não passe fome o resto do dia.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos igualmente utilizar um processo mais soft, que consiste em pedirmos a uma pessoa desconhecida para o cão que atire um pedaço de alimento apetitoso enquanto andamos a passear o cão à trela, primeiro fora e depois dentro do quintal, e na altura em que o cão vai para o comer, devemos dar um puxão forte na trela e repreender o cão com um “NÃO” forte e depois, quando já se tiver desligado do estímulo, recompensá-lo com uma carícia e um suave “MUITO BEM”. Pode-se também utilizar este método quando o passeamos na rua e ele fica tentado a comer algo que encontrou no chão junto a um caixote do lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer que seja o método, é conveniente praticar o treino em diversos locais, como a casa, o jardim, a rua ou o carro, e em diferentes situações e com alimentos diversos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recusa de comida constitui em alguns países uma prova que se pratica em concursos de trabalho. Para isso, colocam-se diferentes tipos de comida nos lugares que o juiz determinar, sendo sempre suficientemente grandes para serem claramente visíveis e apetitosas, tais como: carne crua ou guisada, ossos, peixe, queijo, bolos, açúcar, etc., o cão deve efectuar o seu percurso sem comer nem lamber nenhuma das comidas.&lt;br /&gt;Em seguida, o cão deve permanecer quieto e recusar pedaços de comida atirados de uma distância de 3 metros sem estar presente o proprietário. Concluída a prova, o cão é chamado pelo nome e deve correr para o lado do seu guia. Durante toda a prova, o cão não pode demonstrar medo ou agressividade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;• Coprofagia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coprofagia é um comportamento anómalo que se traduz no acto de os cães ingerirem as suas próprias fezes ou as de outros animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este comportamento só é normal em mães em fase de amamentação que ingerem as fezes e urina dos seus cachorros com o objectivo de limpar o ninho e de evitar a propagação de odores a fim de não atraírem os predadores. Em todas as outras situações este é um comportamento anormal mas não patológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Causas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As causas deste comportamento podem ser várias, sendo que, os próprios investigadores não são unânimes nas suas conclusões. De seguida descrevemos as teorias definidas pelos referidos investigadores &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enfermidades tais: como parasítoses, intoxicação por chumbo, insuficiência pancreática e qualquer processo que afecte a amígdala que é a estrutura do SNC (Sistema Nervoso Central) encarregue da selecção de alimento. Como exemplo deste último temos o vírus da raiva, que por vezes se aloja neste órgão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Carência de elementos nutritivos como o ferro, vitamina B ou zinco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Conduta reforçada pelo dono. O cão fá-lo para chamar a atenção do dono ou para evitar ser castigado se este vê as fezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode igualmente dever-se ao ambiente vivido pelos cachorros durante a amamentação. Isto implicaria que o cachorro fixa comportamentos como o de estar em ambiente sujo da caixa parideira e comendo no mesmo local, como tal associa as fezes à ingestão de alimentos. Por vezes também as poderá associar a condutas exploratórias e lúdicas mordendo-as e jogando com elas. Também se tem especulado com a ideia de que associe o hálito da mãe que ingere as fezes, com o odor da comida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Situações de deficiência nutricional, má nutrição ou fome. É suposto que em condições em que o cachorro esteja mal alimentado ou com fome ingira as suas fezes para sobreviver. Assim como uma dieta desequilibrada ou de baixa qualidade poderia influir numa conduta de ingestão das próprias fezes ou de outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como meio de aproveitar enzimas digestivas presentes nas fezes como é o caso do ácido deoxicólico que diminui o risco de enterites e facilita a assimilação dos ácidos gordos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Resposta a situações de stress devidas a confinamento a espaços reduzidos com total ausência de estímulos, e a consequente restrição de movimentos e de interacção social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Tratamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar deve de se fazer um check-up total ao cão para despistar eventuais problemas orgânicos que possam existir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso das funções orgânicas se encontrarem em perfeitas condições e que tenha sido descartado também a possível causa de uma alimentação deficitária ou de baixa qualidade, centrar-nos-emos nas outras possíveis causas deste comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao animal deve ser proporcionado um ambiente rico em jogos interactivos, uma rotina fixa que inclua saídas ao exterior para fazer as suas necessidades e adestramento em obediência com enfoque no comando “larga”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é lógico o ambiente do cão deve ser o mais higiénico possível eliminando as fezes rapidamente. Se temos vários cães seria útil utilizarmos uma câmara de vídeo para podermos averiguar o causador ou responsável por esta conduta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para eliminar este comportamento utiliza-se o fenómeno da aversão alimentar que consiste no seguinte: cobre-se as fezes com uma substância desagradável para o animal, quer seja pelo odor ou pelo sabor e que provoque vómitos ou dores abdominais. As consequências gastrointestinais subsequentes sofridas pelo cão devido à ingestão das fezes cobertas por esses produtos, farão com que o animal condicione que sofrerá consequências se as ingerir e não queira provar de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tema é muito polémico mesmo entre os estudiosos da matéria. Não há receitas milagrosas o que deve haver é um cuidado emergente em proporcionar ao cão o máximo de estímulos positivos e que viva num meio o mais higiénico possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;• Objectos &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedras, bolas, meias de senhora, peúgas, pedaços de sapato, trapos, brinquedos, objectos em plástico, etc., são objectos que poderão ser engolidos por um animal com graves consequências para a sua saúde se não forem rapidamente retirados, muitas das vezes cirurgicamente.  Para evitar este grave problema, é uma boa prática treinar o cão a reconhecer e evitar engolir esses objectos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Treino&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido à sua gravidade, vamos utilizar novamente o Castigo Positivo como método de adestramento e, basicamente, o treino é idêntico ao segundo processo de treino de rejeição de alimentação estranha. Assim, vamos proceder da seguinte forma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dispomos pelo chão uma série de objectos que sabemos que o cão gosta mas que não deve engolir. Colocamos-lhe a trela e propositadamente aproximamo-nos dos objectos e, na altura em que o cão vai para os cheirar, devemos dar um puxão forte na trela e repreender o cão com um “NÃO” forte e depois, quando já se tiver desligado do estímulo, recompensá-lo com uma carícia e um suave “MUITO BEM”. Pode-se também utilizar este método quando o passeamos na rua e ele fica tentado a engolir algo que encontrou no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos os treinos, este só é eficaz quando repetido muitas vezes até o cão ter a percepção de que nem tudo serve para comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Conclusões&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ingestão inadequada de alimentos, fezes ou objectos é uma patologia comportamental grave, mas com uma taxa de sucesso no seu tratamento bastante alta. Cabe ao terapeuta e fundamentalmente ao dono, adoptarem os procedimentos correctos e, não desanimarem perante algum fracasso que possa aparecer durante o processo de resolução do problema, uma vez que na grande maioria dos casos está em jogo a própria vida do animal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-126504142604440338?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/126504142604440338/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=126504142604440338&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/126504142604440338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/126504142604440338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/08/ingestao-inadequada-alimentacao.html' title='INGESTÃO INADEQUADA - Alimentação Estranha – Coprogafia – Objectos'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1582505247184562281</id><published>2010-07-07T11:40:00.003+01:00</published><updated>2010-07-07T11:45:47.341+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ansiedade por separação'/><title type='text'>Explicação Etológica para a ANSIEDADE POR SEPARAÇÃO CANINA</title><content type='html'>Os problemas derivados da angústia por separação canina agrupam uma grande diversidade de manifestações de hipervinculação social e de lugar. A angústia por separação pode-se encontrar de maneira natural em muitas espécies de canídeos, sobretudo nas mais sociais como são o caso dos Lobos e dos cães domésticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os comportamentos de ansiedade, incluindo a vocalização e a tentativa de conseguir proximidade em relação ao objecto de apego, são comportamentos adaptativos. O propósito evolutivo dos comportamentos de angústia por separação é prevenir que o cachorro se afaste para demasiado longe da unidade familiar e também para ajudar a mãe e outros membros da família a encontrá-lo. A angústia experimentada motiva o cachorro a permanecer junto do seu objecto de apego (primeiro o local de abrigo e depois a mãe). As vocalizações têm como objectivo actuar como localizador de forma que a mãe, ou outros membros da matilha, possam localizar o cachorro perdido. As vocalizações do cachorro podem provocar uma resposta de base psicológica na mãe que a leve a localizá-lo. No fundo, o propósito da angústia por separação é recalcar a importância do contacto directo e a vinculação entre o cachorro e a unidade familiar que o cria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ansiedade por separação não se observa em espécies de animais que não criam a sua prole. Há muitos répteis como as tartarugas marinhas, por exemplo, que não mostram comportamentos de angustia por separação. Grande parte deste sistema está presente de forma instintiva no cachorro cão e a aprendizagem adquire um efeito modulador à medida que passa o tempo. O alivio e consolo do contacto social (a mãe) e do local (abrigo) reforçam o contacto e o apego enquanto que a ausência relativa de consolo e a experiência negativa do jovem actuam para castigar o desenraizamento. Reunir o cachorro com o objecto de apego reforça os comportamentos de angústia. Quando o cachorro se afasta para demasiado longe é castigado com o isolamento. A dependência está afiançada no sistema social canino na criação dos cachorros. O período critico – ou de socialização - seguramente tem um papel fundamental no desenvolvimento de objectos de apego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ancestral do cão doméstico é o Lobo. Apesar dos cães serem uma espécie aparte, não há duvida de que compartilham a maioria das suas características mais enraizadas. Em ambiente selvagem, um lobito normalmente não deixa a sua toca antes das 3 ou 4 semanas de idade, nesse momento as excursões acabam com o regresso à segurança da toca. Os lobitos começam com um apego espacial (a toca) mais que social (a mãe). Nas semanas seguintes o cachorro vai amadurecendo, adquire maior confiança e familiariza-se mais com o mundo exterior. Começa a desenvolver um maior apego social com os membros da alcateia e familiariza-se cada vez mais com o mundo que rodeia a toca. Entre as 10 e as 12 semanas, os lobitos abandonam a toca de vez. Espera-se dos lobitos que, gradualmente, participem mais na vida da alcateia, também na caça dado que já ninguém lhe proporciona comida. Passam os dias ao lado das presas mortas onde comem e brincam. Logo vão a outra zona onde foi abatida outra presa. Este processo de maturação biológica e integração na alcateia é gradual e tem uma temporização perfeita. A ansiedade por separação raramente se converte num problema ou transtorno nestas condições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que ocorre com os cachorros é um pouco diferente. Quando estão na ninhada é possível que os criadores manipulem a proximidade dos cachorros à mãe. Parecendo que não, este procedimento pode ter resultados nocivos. Muitas vezes retira-se os cachorros da ninhada antes que estejam preparados, do ponto de vista biológico e psicológico. Nesta situação, a transição é brusca e traumática totalmente contrária ao pretendido que seria uma alteração gradual e sem problemas. Os novos donos, em muitos casos, enjaulam o cachorro num local separado da casa (canil, por ex.). Durante os dias seguintes o cachorro sente-se traumatizado por lhe ser estranho o local e o meio social. A isto muitas vezes junta-se o isolamento intolerável dos novos “objectos sociais” (a família). Os donos saiem para os empregos ou vão para a escola e querem que o cão fique sossegado longe do olhar da família. O isolamento provoca ansiedade, naturalmente, e o cachorro vocaliza constantemente para que o objecto de apego se reúna a ele. Isto não ocorre e o cachorro começa a sentir que não pode controlar o seu próprio meio envolvente: estamos a criar um animal neurótico. O cão sente-se desesperado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muitos donos que não percebem o sofrimento do pobre cachorro, sentem-se frustrados e castigam-no por ladrar ou uivar. Gritar, ou o que é pior, bater no cão agrava o problema ao fazer com que o cachorro se sinta mais perdido e com maior necessidade de apego social. O apego social do cão pode reforçar-se (às vezes a níveis nada saudáveis) com este tipo de tratamento porque procura consolo no contacto social. Esta situação aumenta a incidência, duração e intensidade da angustia e tem como resultado vocalizações de ansiedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o cachorro não tem uma predisposição genética para a ansiedade por separação (sensibilidade/reactividade), e o dano não é muito grave, então pode aprender a adaptar-se a esse meio ambiente. Em situações novas é onde os cachorros se mostram mais ansiosos, tal como acontecem com as suas vocalizações às seis semanas de idade. A partir deste pico as vocalizações começam a baixar em circunstâncias normais, e entre as 12 e as 16 semanas os cachorros apresentam uma adaptação cada vez maior ao seu meio e menos ansiedade perante o isolamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um processo adaptativo normal. Com uma predisposição genética ou práticas de criação inadequadas a angústia pode transformar-se em ansiedade, frustração e pânico, situação que marca o declive do estado psicológico do cão e da relação entre este e o seu dono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1582505247184562281?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1582505247184562281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1582505247184562281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1582505247184562281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1582505247184562281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/07/explicacao-etologica-para-ansiedade-por.html' title='Explicação Etológica para a ANSIEDADE POR SEPARAÇÃO CANINA'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-3311570865563917505</id><published>2010-06-09T11:14:00.005+01:00</published><updated>2010-06-09T11:22:30.651+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Condicionamento Operante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Castigo negativo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reforço positivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Castigo positivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Skinner'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Reforço negativo'/><title type='text'>Os Mecanismos do CONDICIONAMENTO OPERANTE</title><content type='html'>Este é um artigo fundamentalmente destinado aos Adestradores Profissionais que utilizam o Adestramento Positivo como método de ensino e que, por qualquer motivo, desconheçam as bases e os mecanismos que esse método utiliza na aprendizagem animal. Também é uma excelente oportunidade para corrigir um pouco a denominação de “Adestramento Positivo” que se atribui a este método uma vez que, mesmo nesta forma de aprendizagem, para corrigir os comportamentos inadequados utiliza-se sempre o “Castigo Negativo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de Condicionamento Operante, também por vezes chamado Condicionamento Instrumental ou Aprendizagem Instrumental foi criado por B. F. Skinner (1904-1990), baseando-se na Lei do Efeito de Edward L. Thorndike (1874-1949) que teorizou; as respostas que produziam consequências mais satisfatórias, foram "escolhidas" pela experiência e portanto, aumentaram de frequência. Algumas consequências reforçavam o comportamento, outras enfraqueciam-no.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Condicionamento Operante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O condicionamento operante é o que ocorre quando aumenta ou diminui a frequência de um comportamento baseado nas consequências que o produziu anteriormente. Os comportamentos operantes são influenciados pelas suas consequências. O condicionamento operante aplica-se ao comportamento para alcançar objectivos. Os cães motivam-se para conseguir certos objectivos na vida, sejam de necessidade imediata, como conseguir oxigénio, ou o que seria alcançar uma experiência agradável subjectiva como pode encontrar no brinquedo preferido ou num odor para cheirar. Os cães fazem aquilo que os ajuda a conseguir o que querem ou que necessitam. Os comportamentos que realizam para conseguir tais objectivos estão muito influenciados pelo nível de êxito de métodos utilizados no contexto actual. Se um cão quer que o seu dono volte para ele, ladra e consegue que ele volte, seja por casualidade ou intencionalmente por parte do dono, então a probabilidade de que ladre no futuro aumentará exponencialmente. Se a estratégia teve êxito então repeti-la-á de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lei de efeito de Thorndike estabelece a noção básica do condicionamento operante: “se um comportamento tem como resultado um evento satisfatório então esse comportamento vê-se reforçado (fortalecido) e se um comportamento tem como consequência um evento desagradável então esse comportamento enfraquecerá”. Recordamos que o facto de que uma consequência seja considerada “satisfatória” ou “irritante” depende totalmente da perspectiva do animal que realiza o comportamento. Se o cão quer que o deixemos em paz e nos afastamos  então o comportamento utilizado para conseguir tal objectivo ver-se-á reforçado positivamente. Por outro lado, se o cão quer que nos mantenhamos ao pé dele ou que lhe façamos festas e se nos afastamos, isso não seria um reforço positivo. De facto, para o cão isso seria um castigo negativo. Ao fim de contas tudo se reduz ao que o cão quer e se consegue o que quer como resultado do seu comportamento ou não. O facto de que algo se reforce ou se castigue não determina como nós o sentimos ou o que pensamos sobre o estímulo que foi apresentado ou retirado. A única maneira de sabermos se algo foi reforçado ou castigado é observar a frequência do comportamento, se é aumentada ou não. Tentemos concentrarmo-nos no efeito das nossas acções no comportamento em questão, mais do que pensarmos que algo deveria ter efeito de reforço ou de castigo.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Procedimentos do Condicionamento Operante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genericamente existem quatro procedimentos que produzem um condicionamento operante. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;Um animal pode experimentar consequências que provenham de distintas fontes. O dono ou outros animais podem ser a origem de tais consequências. O ambiente também. Há outras consequências que podem provir do próprio cão: os produtos químicos excitantes ou analgésicos que chegam ao cérebro  do cão quando se sensibiliza podem-lhe provocar uma experiência agradável, por exemplo, e esta situação pode aumentar a frequência do comportamento que levou a essa resposta sensibilizada. Alguns cães aprendem a auto-mutilarem-se devido às respostas químicas que provocam no seu corpo. Poderá entender-se este comportamento como uma forma de se auto-medicarem.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Reforço Positivo (R+)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R+ implica o aparecimento de algo agradável para o animal. Se lhe apresentamos algo que ele entende como bom, então o comportamento que apresentou quando o recebeu será reforçado. Os cães com este tipo de comportamentos reforçados continuam a apresentá-los para que obtenham respostas positivas. São os primeiros a procurar e maximizar reforços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O instante da apresentação do reforço é importante. O comportamento que realizava o cão quando recebeu o reforço aumentará em frequência. Assim que fizer algo que queremos premiar e se esperamos três segundos para o fazer, fica-se sem saber o que foi efectivamente premiado (e aí é muito importante o uso do clicker como marcador). Pode dar-se o caso de o cão ter feito uma dezena de coisas nesse espaço de tempo, e uma ou duas delas são as que serão reforçadas e nenhuma delas poderá ter nada a ver com o comportamento que queríamos reforçar. Pode acontecer também que julgamos que estamos a castigar um comportamento mas não importa o que nós achamos: só importa o que pensa o animal e se o toma como reforço positivo, então, isso é o que conta. Por exemplo, muitas pessoas pensam que gritar e empurrar o cão quando salta para atrair a nossa atenção é um castigo mas de facto essas acções podem reforçar o comportamento porque o cão procura atenção quando salta; gritar-lhe e empurrá-lo é dar-lhe atenção. O comportamento aumenta em frequência e nós não somos capazes de o reconhecer porque sentimos que as nossas acções deveriam castigar e esta situação bloqueia a nossa capacidade para avaliar de forma correcta os efeitos das suas acções. Outro exemplo: uma vez que o cão se habitua ao castigo, o seu corpo liberta uma grande quantidade de hormonas de luta contra o stress quando é castigado. Estes produtos químicos são muito aditivos desde o ponto de vista fisiológico e provocam prazer. O dono não consegue notar o aumento do comportamento porque está “seguro” de que deveria ser um castigo quando na realidade o castigo resulta num grande reforço. Para evitar estas situações devemos observar o efeito real sobre o comportamento para determinar se algo é um reforço ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Castigo Negativo (C-)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C- implica retirar ao cão algo que lhe dá satisfação. Se o cão quer a nossa atenção ou apoio, afastamo-nos dele quando faz algo errado. Com este procedimento irá diminuir o frequência do seu comportamento. Se lhe colocamos uma guloseima diante do nariz, como isco, e entretanto se comporta de forma inapropriada, se lha tiramos (se a damos a outro cão ou se a comemos nós) a frequência desse comportamento inapropriado será reduzido, já que não deu resultado para conseguir o reforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Castigo Positivo (C+)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;C+ implica apresentar ao animal algo que ele conote como negativo ou desagradável. Se lhe damos um puxão de trela, uma palmada ou uma severa reprimenda então o comportamento que realizava nesse momento seguramente diminuiu de frequência. Os cães são os primeiros a quererem minimizar os castigos e portanto comportam-se de maneira a evitá-los, a menos que exista um reforço que supere a experiência negativa. Não se deveria usar o C+ se existem opções de R+ e só deverá ser utilizado por um profissional que o deve programar com cuidado. O uso indiscriminado e sem conhecimento do C+ não é ético. Para se usar um C+ devem ser observados numerosos critérios. Primeiro deve ser suficientemente intenso para surpreender e erradicar o comportamento. Segundo, deve se aplicado cada vez que se produz o comportamento. Terceiro, o C+ deve ser utilizado imediatamente depois de ter acontecido o comportamento a corrigir. Quarto, devemos ensinar ao cão um comportamento alternativo que pode realizar para evitar o C+. Quinto, o comportamento deverá cessar ou reduzir-se significativamente com um par de aplicações do C+. Numa situação ideal o cão deveria apresentar um novo comportamento imediatamente depois de se aplicar o C+. Se existe um historial de reforço desse comportamento então será muito difícil que seja afectado pelo C+.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que o castigo não funcione. Funciona se aplicado correctamente (que raramente acontece, mesmo aplicado por profissionais). O problema é que a aplicação do castigo não é ético se existe uma opção de R+ disponível e esse pode ser o caso. O C+ tão pouco é desejável se tivermos em conta os efeitos secundários. O condicionamento operante ocorre ao mesmo tempo que o condicionamento clássico (ou pavloviano). O cão associa as coisas agradáveis e desagradáveis com a pessoa que lhas apresenta, nós!. A menos que as façamos correctamente, inclusivamente neste caso, o cão experimentará uma resposta de stress e a aprendizagem será inibida. Além disso o cão tem que realizar um comportamento para ser castigado e cada ensaio do comportamento reforça de forma intrínseca e lhe dá mais confiança. E por que não prevenir o ensaio, baixar o valor do reforço do comportamento e aumentar o valor do reforço de um comportamento ou opção alternativa? Além disso, utilizar um C+ faz-nos entrar em areias movediças. Uma vez que se decide considerar o C+ como uma opção, normalmente deixamos de ser criativos para procurar um método de R+. A explicação está no facto da utilização do C+ ser mais fácil e requerer  menos reflexão e também porque reforça descarregar coisas sobre o pobre animal. Aqueles que não utilizam o uso do C+ por opção são mais criativos e procuram maneiras menos arriscadas para alterar o comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reforço Negativo (R-)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R- implica eliminar algo que o animal considere desagradável, a sua aplicação obriga à presença do C+. Se estrangularmos o cão, quando o levamos num colar de estrangulamento, na altura em que ele deixar de puxar estamos a aplicar um R- e uma vez que o animal o experimenta várias vezes reduzir-se-á a frequência do comportamento, a menos que exista um reforço que compense a má experiência ou a menos que a experiência do estímulo aversivo seja tão intensa que iniba o córtex cerebral (parte do cérebro que realiza a função cognitiva e a aprendizagem) ou a menos que se habitue a ele. Uma resposta emocional a uma experiência negativa inibirá a aprendizagem. O R- não deverá ser utilizado se existirem opções de R+ (é seguro que existem se se tiver disposição para pensar no assunto de forma criativa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante salientar, por ser de extrema importância, que um C+ deve sempre terminar com um R-            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheça melhor:&lt;br /&gt;http://pt.wikipedia.org/wiki/Condicionamento_operante&lt;br /&gt;http://psicologiaexperimental.blogs.sapo.pt/877.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-3311570865563917505?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/3311570865563917505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=3311570865563917505&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3311570865563917505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3311570865563917505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/06/os-mecanismos-do-condicionamento.html' title='Os Mecanismos do CONDICIONAMENTO OPERANTE'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7863210049071175942</id><published>2010-05-10T20:52:00.001+01:00</published><updated>2010-05-10T20:54:43.239+01:00</updated><title type='text'>A Responsabilidade da Criação na Agressividade e Taras Hereditárias Caninas</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2ª Parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia, quando a aceitação da “biodiversidade” não científica é quase tão comum como a aceitação da “pureza da raça” o era há um século, a criação consanguínea é muitas vezes retratada como um mal absoluto. A criação consanguínea foi realmente uma técnica fundamental no desenvolvimento de praticamente todas as plantas  e de todos os animais usados na agricultura e é a única forma de desenvolver rapidamente um caminho que produzirá consistentemente determinadas linhas desejadas. Isto é, no fundo, uma consequência do facto biológico de que os cromossomas vêm em pares e que cada um é herdado de cada um dos pais. Os indivíduos directamente relacionados – irmãos e irmãs, pais e filhos – certamente têm os mesmos genes. O cruzamento entre dois indivíduos directamente relacionados aumenta a possibilidade de o filho ter o mesmo gene para uma determinada característica em ambos os cromossomas – um estado denominado “homozigose”. Um organismo que é heterozigótico numa determinada característica, ou seja, que tem versões diferentes do mesmo gene em cada cromossoma, pode parecer-se a um outro que seja homozigótico, mas não passará essa característica ao seu descendente de uma forma tão consistente. Senão, vejamos o exemplo clássico. Tanto um indivíduo homozigótico como um indivíduo heterozigótico podem ter olhos castanhos, embora o segundo tenha um gene para olhos castanhos e outro para olhos azuis. O Castanho é “dominante” neste caso, embora os genes “recessivos” (azuis) de dois indivíduos heterozigóticos podem combinar na reprodução e produzir um descendente que seja homozigótico na característica recessiva e que por isso mesmo tenha um aspecto diferente: uma pessoa com dois genes azuis tem olhos azuis. Com um cruzamento entre homozigóticos, nada há a dizer. Seja qual for o par de cromossomas que passa para o filho, não haverá qualquer diferença nos resultados. Por outras palavras, os homozigóticos criam “a verdade do tipo” para determinadas características para as quais foram seleccionados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que os indivíduos aparentados têm muitos outros genes em comum, o cruzamento consanguíneo também aumenta a possibilidade de alguns genes de características indesejáveis noutros campos do genoma criarem problemas. Falhas em cruzamentos da mesma raça em animais domésticos tendem a ser recessivas, porque as doenças genéticas provocadas por marcadores dominantes são rapidamente eliminadas num programa de reprodução. Se eliminarmos da população reprodutora todos os animais que manifestaram sinais de uma determinada doença, displasia da anca por exemplo, estaremos também a eliminar os genes da doença de toda a população reprodutora. (Basta um só gene dominante para provocar uma doença dominante, então não existem portadores “silenciosos” destes genes). Mas as doenças genéticas que aparecem num só animal homozigótico numa característica recessiva podem ser transmitidas em silêncio durante várias gerações. Só quando há a combinação entre dois portadores desse gene recessivo é que a doença se manifesta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados genéticos confirmam que o último século de criação de cães produziu animais extremamente puros. Investigações utilizando marcadores de genes mostram que dois membros e uma família humana normal terão uma combinação  de genes diferente de 71%. Em cães arraçados, essa quantidade de genes é de 57%, na maioria dos cães puros é de 22% e em certas raças raras é de 4%. Até os rafeiros são mais puros do que as populações humanas mais “puras” (os Amish, por exemplo, ou famílias na Índia em que existem casamentos entre tio e sobrinha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este grau de uniformidade significa que quando um marcador mau entra por acaso ele vai ficar restrito ao grupo. Uma série de doenças genéticas tem surgido em várias raças caninas. Algumas são verdadeiramente estranhas: a epilepsia dos poodles, rigidez muscular súbita nos terriers escoceses, febre crónica nos shar-peis, tumores em retrievers, problemas cardíacos em boxers e Dobermanns, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo do espectáculo canino e a preocupação obsessiva pela aparência das raças são frequentemente apontados como grandes responsáveis pela origem destas doenças genéticas. Mas nessa crítica não está o essencial: seleccionar uma coisa apenas (como a aparência) não invalida a escolha simultânea  de outras coisas, como o comportamento gregário (social) e a saúde. Os criadores podem seleccionar as características que mais lhes agradam e não conseguirem travar o surgimento de doenças indesejáveis. Isto se começarem por uma população de início e fizerem os possíveis por manter o gene fundador nas gerações seguintes. Os cães de caça são testados frequentemente pra confirmação da condição física para competições. São seleccionados cuidadosamente pelo faro apurado que têm, pelo trabalho em “equipa” e pela habilidade em “falar” quando apanham o faro. Os border collies são seleccionados pela capacidade gregária. Quase todos por acaso também têm pescoços brancos e a cauda com a ponta branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira origem do problema genético em muitas raças não está tanto na criação de raças com critérios de aparência, até porque a raça tem poucos ascendentes. Muitas raças também sofrem o “efeito de popularidade”, e aqui justificam-se as críticas feitas aos criadores. Um campeão dos ringues de exposição poderá dar origem a centenas de ninhadas , espalhando os seus genes virtuosos – e defeituosos – e afastando outras linhagens ancestrais. O problema é mais grave em raças que sofreram uma selecção genética. Raças que exibiam padeceres recessivos estranhos como os pastores irlandeses , os retrievers de pelo curto, os cães de água portugueses ou os shar-pei, quase desapareceram durante o último século e foram repescados de outras raças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ataques de agressividade em raças como os springer spaniel podem muito bem ser o resultado da existência de características recessivas numa população inadvertidamente fechada onde existem poucos genes originais. Mas os Juízes dos eventos de morfologia canina também têm culpas no cartório. Senão vejamos: os cães que têm a cabeça e a cauda direitas e erguidas atraem a atenção dos juízes e ganham os concursos. Mas estas são também marcadores de um cão dominador e agressivo. Alguns criadores de cães de exposição não vivem com os seus animais (são deixados nos canis) e estão perfeitamente dispostos a esquecer as características recessivas em detrimento de um pelo perfeito, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reparar os danos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão surpreendente dos estudos genéticos modernos leva a crer que a pior maneira de corrigir estes erros é eliminar os portadores das doenças genéticas da população reprodutora. A falácia do ponto de vista racista foi centralizada na ideia de que a purificação da raça é geneticamente forte. De facto, o que se passa é o oposto – a diversidade genética é fortalecida porque ajuda a assegurar a reprodução entre homozigóticos em características desejáveis noutras partes do genoma. Até os portadores de doenças contribuem para a manutenção da heterozigose . Por exemplo, um cão que possui o gene da epilepsia pode também ser o portador do gene que o protege contra o cancro, tal como defende Deborah Lynch, da Fundação para a Protecção Canina (que investe cerca de um milhão de dólares anualmente em investigação de doenças caninas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chave está em não cruzar dois portadores de genes defeituosos. A solução está em manter os laços parentais o mais diversos possível enquanto se corrige o problema, e esta correcção vai sendo aos poucos e poucos mais fácil à medida que se vão descobrindo mais medidas de detecção de doenças genéticas nos cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente os criadores de cães  já procuram obter formação nesta área (já existem Cursos, em Portugal inclusive, que formam criadores caninos) e já começam a entender cada vez melhor as questões genéticas e, como consequência dessa formação, hoje em dia têm mais capacidade de enfrentar problemas do que há alguns anos. No entanto, ainda existem criadores que em vez de utilizarem os conhecimentos existentes para detectar as doenças utilizam-nos para medir a pureza genética. Mas a criação de raças puras é como contratar um contador de histórias tendo somente em conta a quantidade de gerações que o precederam. O facto é que alguns marcadores genéticos podem estar associados a uma determinada raça por mero acaso. É possível, devido ao cruzamento consanguíneo entre cães, encontrar DNA (alterado) que é característico de uma determinada raça. Mas a estratégia mais sensata é basear a criação de cães na diversidade genética. De um ponto de vista científico, é perfeitamente possível fazer isto e simultaneamente satisfazer os desejos dos criadores em manterem pura uma determinada raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, certos criadores de cães não têm o mesmo incentivo e as recompensas ainda vão para aqueles fecundados por campeões. Mas, a longo prazo, a disponibilidade cada vez maior de testes genéticos comprovará que os criadores sacrificaram bons genes na busca de cachorros que tenham no seu pedigree um ou mais campeões. Muitos clubes de raça incentivam o uso de testes disponíveis no mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a diversidade genética canina é tão vasta como a dos seus antepassados selvagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas podemos ficar descansados porque teremos sempre os cães rafeiros ao nosso lado, apesar das tentativas sucessivas de os pormos de parte. Os rafeiros normalmente são saudáveis devida à sua energia híbrida e, em geral, são bons cães. De facto, os rafeiros simbolizam a herança da evolução do “Verdadeiro Cão”, esse animal que viveu connosco, que se adaptou e explorou a nossa sociedade e que o fez por si só. Os rafeiros são os verdadeiros cães e caso o pior aconteça talvez eles consigam abrir-nos novos caminhos, tal como os seus antepassados tão habilmente o fizeram pelo menos durante 15 900 dos últimos dezasseis mil anos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7863210049071175942?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7863210049071175942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7863210049071175942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7863210049071175942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7863210049071175942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/05/responsabilidade-da-criacao-na.html' title='A Responsabilidade da Criação na Agressividade e Taras Hereditárias Caninas'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1591172086348234108</id><published>2010-04-09T14:06:00.023+01:00</published><updated>2010-05-15T08:52:41.837+01:00</updated><title type='text'>Workshop de Iniciação ao Adestramento Positivo Canino</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Centro Canino de Vale de Lobos&lt;/span&gt; em parceria com a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Associação Amigo do Rottweiler&lt;/span&gt; realizou no passado dia 8 de Maio um Workshop de Iniciação ao Adestramento Positivo Canino. Foi uma excelente jornada de trabalho e que contou com a presença de quinze pessoas extremamente interessadas em conhecer melhor a mente canina. &lt;br /&gt;No final do evento, formadores e participantes mostraram-se bastante agradados com o produtivo dia de trabalho e alguns dos comentários que foram ouvidos foi de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nunca pensei que se podia adestrar um cão sem ser através da obrigação..."&lt;/span&gt; ou que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nunca pensei que a mente canina fosse tão complexa e ao mesmo tempo tão simples e com interacções tão básicas e tão fáceis de perceber..."&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Por fim, todos sentiram a necessidade de se continuar com este tipos de eventos para que cada vez mais pessoas possam ter acesso a um conhecimento mais profundo e correcto da mente canina e dos mecanismos que estão ao nosso alcance para os podermos ensinar ao mesmo tempo que brincamos com eles, e a tornarem-se membros de pleno direito da nossa sociedade.&lt;br /&gt;Até à próxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A acção de formação teve a seguinte estrutura programática:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Data: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sábado, 08 de Maio de 2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Local: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Instalações do Centro Canino de Vale de Lobos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Horário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9,30h às 13,00h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;COMPONENTE TEÓRICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formador: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cláudio Nogueira (AAR)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Apresentação da Associação Amigo do Rottweiler&lt;br /&gt;* A Educação de um Cão&lt;br /&gt;* A Socialização de um Cão&lt;br /&gt;* O Adestramento de um Cão&lt;br /&gt;* Ser dono de um Cão - Direitos e Deveres&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formador: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sílvio Pereira (CCVL)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Apresentação do Centro Canino de Vale de Lobos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Conhecer o Cão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O Carácter&lt;br /&gt;  - O Temperamento&lt;br /&gt;  - Os Instintos&lt;br /&gt;  - A comunicação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Condicionamento Operante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  - O que é o clicker&lt;br /&gt;  - O treino com clicker&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13,00h às 14,30h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almoço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; 14,30 às 18,00h&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;COMPONENTE PRÁTICA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Demonstrações de Adestramento&lt;br /&gt;* Adestramento com cães dos participantes&lt;br /&gt;* Encerramento com entrega de Diplomas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Condições de Inscrição:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Esta acção de formação está limitada a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20&lt;/span&gt; participantes&lt;br /&gt;* Cada participante pode levar &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1&lt;/span&gt; cão&lt;br /&gt;* Data limite para inscrições: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;04-05-2010&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;* Preço da formação: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20,00 €&lt;/span&gt; (os subscritores do site da AAR têm um desconto de 5,00€)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De seguida apresentamos algumas fotos do evento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-fW2PURJhI/AAAAAAAAAL0/aBB2BB5VEZk/s1600/DSCF0389.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-fW2PURJhI/AAAAAAAAAL0/aBB2BB5VEZk/s320/DSCF0389.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469576499777578514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-aHYsA9N_I/AAAAAAAAAKc/aSJnTHpWpr4/s1600/DSCF0387.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-aHYsA9N_I/AAAAAAAAAKc/aSJnTHpWpr4/s400/DSCF0387.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469207655689828338" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-fXS4NHVVI/AAAAAAAAAL8/Qw1Zx8n8yt8/s1600/DSCF0390.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-fXS4NHVVI/AAAAAAAAAL8/Qw1Zx8n8yt8/s320/DSCF0390.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469576991789765970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-fXkY5HYZI/AAAAAAAAAME/o2W6yzu7B2Y/s1600/DSCF0393.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-fXkY5HYZI/AAAAAAAAAME/o2W6yzu7B2Y/s320/DSCF0393.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5469577292622029202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1591172086348234108?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://formacaoccvl.weebly.com/workshop-maio-2010.html' title='Workshop de Iniciação ao Adestramento Positivo Canino'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1591172086348234108/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1591172086348234108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1591172086348234108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1591172086348234108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/04/workshop-de-iniciacao-ao-adestramento.html' title='Workshop de Iniciação ao Adestramento Positivo Canino'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/S-fW2PURJhI/AAAAAAAAAL0/aBB2BB5VEZk/s72-c/DSCF0389.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1131799006580240305</id><published>2010-03-09T09:00:00.002Z</published><updated>2010-03-09T09:04:11.088Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Genética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agressividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Criação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Taras Hereditárias'/><title type='text'>A Responsabilidade da Criação na Agressividade e Taras Hereditárias Caninas</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1ª Parte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é que há tantos cães desadaptados nos nossos dias? Se os cães se domesticaram a eles próprios, se conseguiram o seu lugarzinho confortável na sociedade humana, caindo nas boas graças dos homens, se aprenderam comportamentos que suscitam uma resposta favorável, então porque é que os jornais estão constantemente a noticiar casos de agressão entre cães e pessoas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um jovem casal tinha um setter irlandês com 18 meses. O marido era frequentemente ameaçado pelo cão, que já lhe tinha mordido várias vezes. O cão rosnava cada vez que o marido entrava na sala. Isto acontecia quando a mulher e o cão estavam na sala antes do marido entrar. O cão gostava de ser passeado pelo marido, mas só a mulher podia estar presente na cozinha na hora da comida. Era frequente o cão atacar o marido quando ele tentava entrar no seu quarto depois de a mulher lá estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É impossível dizer ao certo se problemas como este pioram de dia para dia, mas não há dúvida que o fenómeno da agressividade nos cães é recorrente. Em Baltimore, uma cidade com aproximadamente 100 mil cães, houve cerca de sete mil ataques a pessoas num só ano. De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção da Doença, todos os anos nos Estados Unidos, 800 mil pessoas requerem assistência médica por terem sido atacadas por cães, seis mil são hospitalizadas por ataques mais graves e cerca de quinze pessoas, a maior parte crianças, são mortas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agressão faz parte da psicologia do cão. É assim que os cães mais jovens desafiam cães superiores na hierarquia canina. Outros comportamentos específicos reflectem tendências inatas que se revelaram incompatíveis com o dia-a-dia urbano da civilização moderna. Por exemplo, as raças de cães de montanha sofrem daquilo que os Etólogos como Katherine Houpt, da Universidade de Cornell, chamam “barreira da frustração”. Estes cães adoram correr, odeiam estar confinados a um espaço fechado e reagem a esta situação roendo tudo ou adoptando outro comportamento destrutivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas muitas vezes é o comportamento dos donos que influencia o cão. Os cães são tão bons a captar os sinais humanos que captam rapidamente as nossas falhas psicológicas. Um inquérito feito a donos de Cocker spaniel na Grã-Bretanha provou que os donos que menos se afirmavam tinham cães mais agressivos. O problema da ansiedade por separação aumentou com a quantidade de casais jovens que trabalham fora de casa e deixam o cão sozinho em casa a estragar tudo e depois regressam a casa e os enchem de mimos porque se sentem culpados por os terem abandonado. Existe também uma tendência, apontada tanto por criadores como por veterinários, para as pessoas verem as suas expectativas frustradas porque não fazem a menor ideia no que estão a meter-se quando trazem um cão de caça, por exemplo, para suas casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto existem várias razões que nos levam a acreditar que a agressividade canina e outros problemas comportamentais não são “normais” no relacionamento entre o dono e o cão. Nem são sequer apenas o resultado da personalidade do dono. Em 16 000 anos, é provável que tenha havido uma selecção bastante apurada (mesmo que involuntária) dos cães agressivos. E a maior parte das pessoas que procuram ajuda por causa deste problema já fizeram como Houpt diz, “tudo o que podiam fazer”. Os cães selvagens não são muito agressivos; estudos feitos sobre cães urbanos indicam que apenas um terço de rafeiros exibe um comportamento agressivo quando alguém se aproxima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos explicam a agressividade canina pelo culto que certos grupos sociais fazem dos seus animais de estimação. Mas nem isto explica o que se está a passar. Raças como os Dobermann ou os Pastores Alemães, temidas pela agressividade, nem sequer aparecem nas listas dos cães mais problemáticos. De acordo com a investigação efectuada por Houpt, são cães como os Springer ou os Cocker Spaniel ou os Labrador que predominam nessa lista negra. O fenómeno da “fúria dos Springer” é conhecida pelos donos desta raça e dos Cocker Spaniel e de acordo com o inquérito de Houpt, 27% dos Springer morderam uma pessoa, o que é o dobro da média para os cães.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes ataques súbitos são estranhos, e tudo indica que a explicação está na forma como os cães foram educados durante o último século. Agora, quase todos já ouviram falar dos malefícios do cruzamento de cães da mesma família e outras doenças hereditárias estão constantemente a ser citadas por activistas dos direitos dos animais nas campanhas contra donos de animais de estimação, mas em especial contra criadores de cães. Estas imperfeições são frequentemente apresentadas como a consequência inevitável de qualquer tentativa por parte dos homens em manipular ou direccionar a evolução de uma espécie para características que lhe agradam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os marcadores genéticos sugerem que, há cerca de um século atrás, várias raças de cães foram desenvolvidas – qualquer raça, desde cães de colo até cães de guarda, desde cães de caça até cães de neve – sem que houvesse uma perda na diversidade genética geral e sem que houvesse uma alteração muito grande no que respeita à existência de anomalias físicas ou de comportamento. Também está provado que os problemas que surgiram não são tanto uma consequência directa de uma prática deliberada de criação, mas sim um efeito secundário que se poderia evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Habitualmente os cães eram divididos em tipos gerais. Existiam cães pastores, cães de caça, spaniels, pointers, retrievers. Mas os pointers eram apenas pointers, e não pointers alemães de pêlo curto nem Vizslas nem Weimaraners. Tal como demonstraram os dados genéticos de Wayne, a reprodução na mesma raça e um fluxo de genes a uma escala universal estava a acontecer mesmo com a existência desta separação em tipos. Os tipos eram distintos, tanto no que diz respeito à aparência física como ao comportamento, e tinham sido pensados e escolhidos com objectivos específicos humanos. Mas o ponto crucial da questão está em que estes cães foram definidos pela forma e função e não pelo seu parentesco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1870, com a abertura de canis na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, livros de criação foram introduzidos no mercado em defesa da raça pura. Um cão só poderia ser registado como pertencendo a uma dada raça se os pais tivessem sido registados igualmente como sendo dessa mesma raça. Havia mais do que um pensamento racista por trás de tudo isto. Escritos sobre criação de animais de finais do século XIX, inícios do século XX, apontavam para uma eliminação de “fraquezas” e da necessidade de se manter a “linhagem pura” da raça. Olhando para a bibliografia de livros sobre cães o nome de Leon Fradley Whitney irá com certeza aparecer. Whitney foi o autor de muitos clássicos como O Livro Completo dos Cuidados do cão (ainda em circulação), O Cocker Spaniel, Como Treinar Cães de Caça e Como Criar Cães. O que certamente não se irá encontrar numa bibliografia sobre cães é uma outra faceta das obras de Whitney que inclui o livro Em defesa da Esterilização publicado em 1934, que recebeu uma carta elogiosa vinda de uma autoridade na matéria: Adolf Hitler (Whitney, pelo seu lado, elogiou Hitler publicamente, considerando-o um “grande estadista” quando ordenou a esterilização dos doentes mentais e dos loucos. Numa autobiografia que não chegou a ser publicada, escrita quarenta anos depois, Whitney ainda defendia a sua teoria de que “nenhum outro governante tinha tido a coragem nem o conhecimento de pôr o processo da esterilização a funcionar”. No entanto, concordou que na década de 30 não se tinha apercebido de que Hitler “era um ser humano desprezível.”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continua…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1131799006580240305?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1131799006580240305/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1131799006580240305&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1131799006580240305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1131799006580240305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/03/responsabilidade-da-criacao-na.html' title='A Responsabilidade da Criação na Agressividade e Taras Hereditárias Caninas'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-8356462754837503310</id><published>2010-02-02T10:53:00.002Z</published><updated>2010-02-02T10:57:50.701Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(GAS) Síndrome Geral de Adaptação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conflito'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Stress'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Frustração'/><title type='text'>Comportamentos tipo dos cães que são separados temporariamente dos donos</title><content type='html'>Devido às necessidades actuais, têm crescido exponencialmente os hotéis caninos com vista a acolher temporariamente cães de donos que vão de férias ou, por qualquer outro motivo, necessitam de se afastar por um determinado tempo e não podem ser acompanhados pelo seu cão. É de registar, pelo que nos temos dado a perceber, uma intenção dessas instituições de proporcionar um elevado nível de bem-estar do cão de maneira a tentar fazer com que o animal se sinta “como em casa”. Mas muitas dessas intenções são baseadas no estabelecimento de uma analogia connosco próprios, quer dizer, pondo-nos no lugar do cão que está no canil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Richard Dawkins em 1980 comentava que, “deduzir que um animal sofre enjaulado, porque nós reagiríamos dessa forma numa situação análoga, pode chegar a ser tão absurdo como pensar que um peixe se deveria afogar dentro de água”. Este conceito está tão difundido, que alguns fabricantes de rações preocupam-se em que os seus produtos tenham aromas agradáveis ao olfacto humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos no castigo através da dor ou submissão, temos que ter em conta que tanto o medo como a dor ou outras formas de sofrimento não ocorrem por azar ou capricho masoquista da natureza, mas que foram produzidas pela Selecção Natural como mecanismos adaptativos e supõem uma vantagem evolutiva tanto para o homem como para o cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a percepção da dor ou sofrimento está associada ao sistema nervoso e os componentes desse sistema é que são muito parecidos em ambas as espécies. Isto torna possível a ideia de que: apesar de não sofrermos pelas mesmas causas, o conceito de dor pode ser similar entre homem e cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nas primeiras horas da estadia do cão no Hotel Canino que, através de observações atentas e conhecedoras, permite avaliar os comportamentos indicadores do seu bem-estar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os investigadores apontaram três tipos de comportamento ou categorias metodológicas que podem ser investigadas neste primeiro período de permanência num local estranho e acompanhadas por pessoas estranhas.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;1. Modelo de comportamento associado ao GAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nalguns cães, o Síndrome Geral de Adaptação (GAS), é acompanhado de erecção dos pelos dorsais, expulsão de fezes e urina, vocalizações específicas, fuga ou agressões. A esta situação é chamada Reacção geral de emergência e, mais que como um indicador fiável de sofrimento, é utilizada para identificar o efeito desencadeador de stress em qualquer das manipulações a que são submetidos pelo tratador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reacções gerais de emergência são totalmente desejáveis para a sobrevivência de qualquer espécie. Imaginemos que somos sequestrados e introduzidos local fechado sem podermos comunicar com os nossos familiares. Não podemos, em nenhum momento, pensar que nos encontramos nessa situação por gosto, relaxados e em total acordo com o procedimento utilizado pelos nossos sequestradores. Sem cair no antropomorfismo podemos assegurar que qualquer cão equilibrado mostrará reacções anteriormente descritas. O GAS manifestar-se-á em função da classe hierárquica do indivíduo e o tempo que leva a desaparecer a predisposição do cão para se adaptar à sua nova situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Comportamentos associados ao medo, conflito ou frustração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo sobre estes modelos pode ser levado a cabo experimentalmente colocando o animal em situações que provoquem estes estados emocionais:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Presença de um humano com atitudes agressivas  =  medo&lt;br /&gt; Colocar alimento frente a um modelo agressivo  =  conflito&lt;br /&gt; Impedir-lhe o acesso a um alimento visível  =  frustração&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para esta experiência temos que ter em conta que é preferível contar com pessoas do sexo masculino que posteriormente não voltem a ter contacto com o cão. Se observarmos a magnitude dos conflitos descritos durante várias repetições num período não superior a dois dias, teremos um indicador quase fiável daquilo que o cão irá sentir posteriormente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De realçar que é possível encontrar algumas raças e alguns indivíduos cujos comportamentos associados sejam totalmente dispares quanto à sua exteriorização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idade, a experiência do animal, a sua aprendizagem prévia, sexo e raça serão factores de variabilidade na hora de se estabelecer um “padrão próprio de tratamento” que deve ser estabelecido pelo tratador.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;3. Comportamentos anormais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Fox (1968) “são acções persistentes e não desejáveis que aparecem numa minoria da população, que não são provocadas por nenhum dano do sistema nervoso e que se generalizam para lá da situação que originalmente as provocou”. Normalmente são mal interpretadas como sendo “vícios”. O movimento de sacudir a cabeça, os contínuos passeios com o mesmo trajecto e, inclusivamente, a reiterada tentativa de morder a cauda é uma advertência de que nos encontramos perante um comportamento estereotipado indicador de uma conduta anormal.&lt;br /&gt;Comportamentos estereotipados são um conjunto de movimentos repetidos e relativamente invariáveis que são realizados sem nenhum propósito aparente. A diferença entre um estereótipo indicador de uma conduta anormal e a de uma frustração ou medo, pode ser muito subtil e só um bom especialista pode distinguir se o cão apresenta uma reacção geral de emergência (totalmente desejável para a sua sobrevivência) ou realmente apresenta um comportamento anormal que é necessário corrigir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num período de férias em que há muitos cães entregues em hotéis caninos para uma estadia enquanto os donos se ausentam, achámos pertinente publicar este artigo que é fundamentalmente destinado aos responsáveis pelos Hotéis Caninos em geral e aos tratadores em particular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos motivou a fazê-lo são as nossas observações, em hotéis onde somos consultores, das dificuldades que os tratadores têm em resolver problemas de comunicação e manipulação de alguns cães, principalmente os que são separados dos donos pela primeira vez, com a consequente frustração de ambos. Sabemos que é uma situação pouco conhecida dos donos mas que é um problema altamente preocupante de todos os que estão encarregues de tratar de um “hóspede” a quem não conseguimos “dizer” que está ali temporariamente e que, sendo assim, não foi abandonado pelos “queridos” donos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-8356462754837503310?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/8356462754837503310/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=8356462754837503310&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8356462754837503310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8356462754837503310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2010/02/comportamentos-tipo-dos-caes-que-sao.html' title='Comportamentos tipo dos cães que são separados temporariamente dos donos'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7233741672558872556</id><published>2009-12-30T18:16:00.002Z</published><updated>2009-12-30T18:21:13.950Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Genética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropomorfização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Domesticação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Genoma Canino'/><title type='text'>Adaptação Genética em Função das Necessidades da Domesticação</title><content type='html'>O que é que existe na sociedade humana que a torna tão passível de ser explorada? E como é que os cães conseguem fazê-lo? Nós somos, tal como dizia John S. Kennedy, etólogo especialista do comportamento animal, antropomorfizadores “compulsivos”, sempre à procura de comportamentos que mimem, mesmo ao de leve, fenómenos sociais humanos como a lealdade, a traição, a reciprocidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa capacidade cognitiva que faz com que atribuamos responsabilidades aos outros é, em parte o que nos torna humanos. Mas isso é realmente compulsivo. Os seres humanos fazem-no de uma forma tão instintiva que estão sempre a atribuir motivos bons ou maus a forças inanimadas como, por exemplo, o tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nossa esperteza desaparece quando estamos na presença de um mestre como o cão. A nossa tendência é agarrarmo-nos a comportamentos caninos, que afinal são programados, e vermos nesses comportamentos histórias de amor e fidelidade. Muitas vezes, os cães só precisam de ser eles próprios para nos iludirem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomemos como exemplo o “instinto de protecção” em que os donos de cães têm tanto orgulho. Estudos recentemente divulgados concluíram que este foi dos instintos que mais se foi diluindo com a domesticação do cão desde o seu inicio, há 16 000 anos. Os investigadores demonstraram que esta manifestação pretensamente instintiva não tem nada a ver com a lealdade do cão e a suposta preocupação que ele tem por nós. É sim um exemplo daquilo que os psicólogos chamam de “agressão facilitada”. Em vez de sermos protegidos, o cão sente-se protegido por nós e está alerta para qualquer sinal de perigo vindo do exterior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensemos também nas inúmeras histórias que já ouvimos sobre cães que salvaram pessoas. Os cães não têm nenhum instinto especial que os faça salvar pessoas e não entendem que é isso que estão a fazer mesmo quando o fazem. Os cães de busca e salvamento são treinados através da exploração do instinto que têm (esse sim) de cobro ao trazer objectos que lhes são atirados. Os cães são treinados a apanhar e a ir buscar apenas um objecto. Uma vez que conseguem dominar esta tarefa, estão prontos para o passo seguinte: o treinador pega num objecto que o cão goste muito e esconde-se e o cão é encorajado a encontrar o seu brinquedo (motivador). Quando o cão descobre o seu treinador, recebe o brinquedo como recompensa. A repetição frequente deste exercício facilita a consolidação do mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto não retira aos cães o seu fabuloso sentido de olfacto e a capacidade que têm para serem treinados, nem o útil que são em situações desse género. O Que isto significa é que as coisas são mais simples do que nós queremos acreditar. Tal como Gregory Acland salienta, “o que estamos a fazer é isolar um comportamento e a subvertê-lo.” Newfoundlands e outros cães que retiram objectos da água não podem nadar ao lado dos seus donos porque estão sempre a tentar “salvá-los”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto a que comportamentos complexos semelhantes são geneticamente programados é por vezes assustador. Cadelas grávidas ou em pseudo-gestação tentam frequentemente adoptar um animal de peluche e “tomar conta” dele. Um pássaro cardeal  no seu ambiente natural foi observado durante semanas a alimentar peixinhos. Os peixes vinham à tona da água e abriam a boca – como fazem os filhos dos pássaros -, e isto despoleta o comportamento “paternal” da ave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma parte do trabalho de Elaine Ostrander no Projecto sobre o Genoma Canino apresenta uma tentativa em identificar os genes responsáveis por instintos caninos tão complexos como o dos border collies e a sua tendência gregária ou o gosto pela água dos newfoundlands. A terceira geração de cachorros cruzados entre border collies e newfoundlands revelou uma boa mistura dos dois comportamentos – o suficiente para acreditarmos que foram controlados geneticamente. Esta experiência, que envolveu cerca de uma dúzia de genes, prova que precisaríamos de uma centenas de cães para concebermos uma estrutura desses genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melissa Fleming, uma seguidora dos passos de Ostrander, desenvolveu uma análise que permite quantificar certas diferenças de comportamento inatas. Fleming descobriu, que os border collies olhavam fixamente para um carro que funciona por controlo remoto, enquanto o newfoundland não lhe prestava qualquer atenção e só reagia quando o carro vinha na sua direcção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros estudos demonstraram até que ponto é que o comportamento canino é geneticamente definido. Certos tipos de huskies  siberianos e de pointers têm uma enorme timidez ou aversão em relação ao ser humano. Quando em contacto com outros cães e mantidos no mesmo canil, os cães tímidos retraem-se (os pointers chegam mesmo a ficar totalmente imóveis quando as pessoas se aproximam), enquanto os outros cães pedem festas. Os criadores conseguiram produzir cães de raça que ladram e outros que não ladram quando sentem o cheiro de uma pista e dálmatas que assumem ou não posições de estátua e acompanham de perto o galope dos cavalos, e até poodles miniatura que nos dão um “passou bem” ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito provavelmente o gene da submissão não existe, mas é isso que faz com que o cão saia muitas vezes ileso de situações, inclusivamente de homicídio, na sociedade humana e é inato no comportamento social do lobo. Os cães são animais sociais, tal como nós. A organização social canina consiste numa hierarquia muito rígida em que a submissão a cães superiores e o seu apaziguamento são elementos fundamentais para a sobrevivência. As hierarquias de domínio evitam a violência, mas ela está sempre presente. “É isso que os cães fazem na vida”, diz Gregory Acland, “calculam o comportamento que é esperado deles numa determinada situação e actuam”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os maus treinadores conseguem que os cães façam o que eles querem. Se berrarmos a um cão, ele adula-nos. Será que isto significa que ele se está a desculpar por se ter “descuidado” no tapete persa? A verdade é que isso não interessa ao cão. A adulação é uma técnica de desvio da agressão que o cão domina. Comportamentos como estes são próprios da evolução dos lobos porque são socialmente eficazes. Os cães limitaram-se a afinar estes comportamentos para os poderem aplicar na convivência com o ser humano. Tal como nós somos geneticamente programados para procurarmos sinais de amor e lealdade, os cães são geneticamente programados para explorarem essa nossa fraqueza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7233741672558872556?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7233741672558872556/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7233741672558872556&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7233741672558872556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7233741672558872556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/12/adaptacao-genetica-em-funcao-das.html' title='Adaptação Genética em Função das Necessidades da Domesticação'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-2303743886270913765</id><published>2009-11-24T18:26:00.001Z</published><updated>2009-11-24T18:30:05.161Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Condicionamento Operante'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aprendizagem'/><title type='text'>Os Processos de Aprendizagem no Cão</title><content type='html'>Em termos gerais entende-se por aprendizagem, qualquer mudança de conduta de um animal, numa situação determinada, que é atribuída à sua experiência prévia com essa situação ou com outra que compartilhe certas características. Excluem-se por tanto, as mudanças que se devem à adaptação sensorial, à fadiga muscular, a possíveis danos físicos ou à maturação mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos assim chegar à conclusão que um cão aprendeu algo, quando observamos uma mudança significativa no seu comportamento mas, temos que distinguir entre aquelas mudanças que se devem à aprendizagem das que se podem atribuir a outras causas. Se um cachorro procura comida num determinado local, e que algumas horas antes não o fazia, pode-se dever esta conduta a que agora esteja com mais fome que antes e que o que mudou foi o seu estado motivacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram propostas diversas classificações para os distintos tipos de aprendizagem:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Aprendizagem não associativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando, depois de várias ocasiões nas quais se expõe o animal a um estímulo, este deixa de licitar uma resposta, diz-se que se produziu uma habituação. Podemos assegurar que, se a habituação está tão estendida no reino animal, deve ter uma grande importância biológica na hora de descriminar e tomar decisões apropriadas a cada situação evitando o gasto inútil de energia que implicaria o responder de forma repetida a estímulos que a experiência demonstra que são irrelevantes. Um cão jovem é normal que ladre a qualquer coisa (inclusive a uma mosca). Quando passa à fase juvenil o ladrar sem necessidade só implica um gasto de tempo e sobretudo de energia sem obter consequências positivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprendizagem também pode causar o aparecimento de novas respostas em vez da extinção das antigas. A este mecanismo dá-se o nome de sensibilização. Assim, um cão pode dirigir certas respostas em função de um estímulo, previamente neutro, depois de haver sido exposto a estímulos motivacionalmente importantes como o alimento (+) ou um castigo físico (-).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Aprendizagem associativa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caracteriza-se porque o cão aprende a associar dois estímulos unidos no tempo. No condicionamento clássico ou Pavloviano, o primeiro estímulo é o condicional (uma luz, som, etc.) e o segundo o incondicional (alimento, água ou carícias). A vantagem da mudança  para o condicionamento operante ou instrumental, primeiro é o sucesso de uma resposta comportamental do cão mais assertiva e o segundo, é a consequência que obtém desse comportamento. Tanto utilizando um método como o outro, a consequência será sempre reforçante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A capacidade de aprender através destes dois tipos de condicionamento, resulta num grande valor adaptativo porque permite ao cão fazer com que seja mais previsível tudo o que ocorre no seu meio ambiente e responder com um comportamento mais adequado. Não obstante, o condicionamento operante é o melhor método dos dois porque permite ao cão desenvolver uma grande capacidade de “inventar”. Se para além disso, o animal, possuir uma certa capacidade cognitiva, o repertório pode aumentar exponencialmente. Noutras palavras, graças à aprendizagem associativa, o cão pode identificar relações de contingência e relações causais entre acontecimentos externos e o seu comportamento e os efeitos que estas podem ter. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Aprendizagem latente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem ocasiões em que um animal adquire informação do seu meio ambiente sem necessidade de obter uma resposta concreta e imediata. A este tipo de aprendizagem dá-se o nome de latente. Sabe-se que a informação está aí porque, dadas as condições apropriadas, o organismo faz uso dela. Normalmente adquire-se por exploração e pode ser de um grande valor adaptativo. Em liberdade poderia, por exemplo, ser a diferença entre ser depredado ou não. Quase todos os animais mostram precaução perante uma coloração apossemática (que não é venenosa) ou de advertência que exibem as suas possíveis presas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. Aprendizagem súbita&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem lugar quando um indivíduo é capaz de resolver um problema sem recorrer ao processo tentativa / erro. Noutros termos, poderá dizer-se que o cão é capaz de usar informação, obtida num dado contexto, para resolver mentalmente, um problema surgido noutro contexto diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um animal resolve uma situação rapidamente, devido à experiência adquirida na resolução de outras similares, diz-se que desenvolveu estratégias de aprendizagem (learning sets). Realmente estas estratégias são de um grande valor adaptativo porque poupam ao cão uma grande quantidade de tempo na aprendizagem que de outro modo, se perderia se tivesse que resolver cada problema em separado. Em termos de adestramento chamamos a este conceito capacidade de resolução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;5. Aprendizagem social&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os animais que vivem em grupos sociais – como é o caso do cão – são capazes de aprender com outros indivíduos da sua espécie. É normal os primatas aprenderem a usar “ferramentas” para se alimentarem e inclusivamente, o uso de plantas medicinais. Nos cães que vivem em “matilhas mais ou menos livres” podemos observar como os cachorros que não tenham sido condicionados a um estímulo, reagem frente a ele, como viram fazer os seus progenitores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Resumindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas as formas de aprendizagem a mais utilizada, devido aos seus bons resultados, é a associativa instrumental ou operante. Realmente é aquela que preconizamos e utilizamos no nosso trabalho ainda que, logicamente ajustada à capacidade de cada indivíduo, e à sua raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema do adestrador complica-se sempre que, em vez de utilizar um rato de laboratório, indefeso perante as nossas manipulações, se enfrenta com um animal que não tem “nenhuma vontade” de se submeter a nenhum condicionamento e que para além disso se sente apoiado pelos seus dentes e pelo seu dono. Nunca vimos nenhum cão contente no primeiro dia que lhe colocamos a coleira e o obrigamos a adoptar uma postura de submissão. Com o passar do tempo e se a aprendizagem a que foi submetido é a correcta, voltará louco de alegria ao ver “o instrumento de tortura” nas nossas mãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-2303743886270913765?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/2303743886270913765/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=2303743886270913765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/2303743886270913765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/2303743886270913765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/11/os-processos-de-aprendizagem-no-cao.html' title='Os Processos de Aprendizagem no Cão'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-3583804556473541441</id><published>2009-10-20T10:16:00.006+01:00</published><updated>2009-10-20T10:37:29.212+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Instinto Gregário'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Instinto Predatório ou de Presa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprinting'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Líder'/><title type='text'>Os Instintos Básicos do Cachorro</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Como desenvolver os&lt;br /&gt;INSTINTOS BÁSICOS DO CACHORRO&lt;br /&gt;Com vista a obter um futuro cão de Trabalho e Desporto&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solidez de carácter do cão adulto é consequência directa do adequado equilíbrio dos seus instintos naturais. A criação permite seleccionar os exemplares melhor dotados para o trabalho e para o desporto. O adestramento dá forma ao “todo”. E, neste sentido, o papel exercido pelo adestrador desde as primeiras semanas de vida é imprescindível.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Instinto Gregário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão, animal de matilha como o seu ancestral o Lobo, prefere viver no seio de uma comunidade. O medo atávico que o Lobo tem das pessoas foi vencido pelo cão há 16 000 anos com a sua domesticação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão não considera o homem como pertencente à sua espécie, mas aceita-o no seio da sua comunidade e aprendeu a integrar-se também na humana. Esta circunstância faz com que o cão encontre facilmente o seu lugar na escala hierárquica da família humana que o acolhe e é esta a base da relação com o seu dono ou adestrador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o facto de o cão não temer os humanos tem como consequência que a conduta de os morder se encontre desinibida, em maior ou menor grau. Por esse motivo é possível que os exemplares adultos, em determinadas situações, sejam capazes de defender-se do homem ou, inclusivamente, atacá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fenómeno baptizado por Konrad Lorenz Imprinting (anglicismo do termo alemão Prägung, e já abordado por nós em artigos anteriores), que significa impressão, tem lugar a partir da altura em que o cachorro abre os olhos e começa a ter noção do meio envolvente, nas terceira e quarta semanas de idade. Durante esta fase, diferentes estímulos e comportamentos adquirem um significado concreto que fica gravado para sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste período que convém manipular o cachorro diariamente, pois é-lhe oferecida a oportunidade de reconhecer o homem como membro do seu grupo social. De facto, está provado cientificamente que os cachorros que, nesta idade, são pesados diariamente são mais seguros e sociáveis que aqueles que não têm tanta atenção por parte do homem. Quero com isto dizer que é obrigação do criador tratar cuidadosamente  os cachorros e evitar que todas as situações desagradáveis possam deteriorar o futuro carácter do cão definitiva e irreparavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da quinta semana começam a aparecer vestígios de comportamento de defesa do alimento, mas é depois da sexta semana que se evidenciam claros comportamentos agonísticos à volta do comedouro, com grande profusão de sinais: eriçamento dos pelos dorsais, rosnadelas, ladridos e autenticas lutas. Através deste tipo de condutas começa a estabelecer-se a escala hierárquica no grupo e um dos cachorros, geralmente o mais desenvolvido, começará a destacar-se dos restantes. Come primeiro, não deixa os irmãos acercar-se até que se sacie, colocará as patas sobre quem ouse disputar a sua primazia… em definitivo, converte-se num líder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criador não deve intervir neste processo, mas quando já estiver claramente estabelecida a dominância de um dos cachorros, chegou o momento de o separar dos outros para evitar que o seu carácter se construa à custa da deterioração do dos demais. Assim dá-se a oportunidade a outro de se converter em líder, repetindo-se assim o processo anterior até que fique só um que será o seu próprio líder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a maturação do comportamento social é tão importante dominar como, em certas ocasiões, aceitar ser dominado. Uma atenta observação à ninhada oferecerá ao criador, nestas alturas, suficiente informação para que possa ter uma ideia clara das características psicológicas de cada exemplar: do carácter (capacidade de excitação), do temperamento (grau de dureza perante estímulos adversos), da inteligência adaptativa (facilidade de resolução perante situações novas), da capacidade de recuperação (facilidade de superação de situações desagradáveis), etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo dominante é, de momento, o cachorro que demonstrou ser o melhor, pois foi dominado, recuperou-se e soube dominar os outros. O primeiro dominante só mostrou capacidade de dominar não passando pela experiência de ser dominado. Poderá ser este o melhor mas poderá dar-se o caso de não ser. Terá de demonstrar a sua capacidade de recuperação e, para isso o criador terá que intervir, submetendo-o e facilitando o seu restabelecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O criador deve ser aceite como fazendo parte da comunidade. Para ele, ainda que os cachorros vivam separados, é conveniente que nalgumas ocasiões os juntem todos, mãe incluída, permanecendo debaixo da sua atenta supervisão. O criador deverá ser aceite como o elemento super-alfa. A sua experiência, sensibilidade, tolerância, doçura e firmeza permitirão que os cachorros aprendam a aceitar os diferentes estímulos, tanto positivos como negativos, com toda a naturalidade e sem inibições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através do jogo o cachorro aceita sem traumas a autoridade do homem. Brincar com o dono facilita a relação entre ambos, melhora a comunicação e facilita que o cão reconheça a hierarquia, que desenvolva a sua capacidade de aprendizagem e que adquira, em suma, a disposição necessária para o trabalho futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Instinto Predatório&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo o período de socialização (das 5 às 12 semanas), o criador deve iniciar as primeiras fases de fomento do instinto de caça, aproveitando as alturas em que se encontra reunida toda a ninhada – sem a mãe. Para evitar que os cachorros se cansem, estas sessões devem ser curtas, intensas e espaçadas no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, utiliza-se um trapo velho, que servirá de presa, que devemos mover rápida, e entrecortadamente e que, rapidamente, deve afastar-se dos cachorros. Com este procedimento iremos estimular o comportamento de caça e desenvolver a conduta inata de perseguir uma peça de caça que corre e se afasta. Finalmente, permite-se que a mordam para dar por encerrado este ciclo e poder dar-lhes liberdade ao seu comportamento de presa (isto não é mais do que o que as mães lobas fazem para ensinar à sua prole as técnicas de caça). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, podemos observar a capacidade expressiva da conduta persecutória, as características da mordida (tranquila ou nervosa, dura ou branda, ambiciosa ou tímida, duradoura ou breve) e o grau de possessibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da análise do conjunto das características psicológicas dos cachorros, se obterá informação suficiente para os classificar no que diz respeito à força da sua carga instintiva e em relação ao equilíbrio entre os seus diferentes instintos. Seleccionam-se os exemplares mais aptos para o Trabalho Desportivo (RCI ou SchH, por exemplo) e estabelecem-se em cada caso a estratégia adequada onde irão assentar as bases do futuro adestramento.  &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Instinto de Sobrevivência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o cachorro atinge as 12 / 14 semanas e já apresenta algumas sessões de trabalho relativas ao desenvolvimento do instinto de caça, pode-se aproveitar, ainda que leve e brevemente, o momento em que o acto de persegui a presa apresente a sua máxima expressão para, quase simultaneamente, permitir-lhe captura-la e assim restaurar a sua segurança e tranquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a apresentação de estímulos adversos de intensidade inferior ao impulso predatório, o cachorro aprende que a mordida – de escape -, tem um efeito benéfico, pois faz com que cesse a pressão. Assim, agora acede à presa através do Instinto de Sobrevivência e não, como antes, através do Instinto de Caça. O resultado é que o animal descobre que a forma de canalizar as suas inseguranças é através da mordida – mordida de escape.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta maneira, estabelecem-se solidamente as bases para o que no futuro será a pressão activa (pressão em direcção ao instinto).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-3583804556473541441?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/3583804556473541441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=3583804556473541441&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3583804556473541441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/3583804556473541441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/10/os-instintos-basicos-do-cachorro.html' title='Os Instintos Básicos do Cachorro'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1576356672265557366</id><published>2009-09-23T15:42:00.005+01:00</published><updated>2009-09-23T16:04:59.272+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Genética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ADN'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Origem da Espécie Canina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lobos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mitocondrias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Domesticação'/><title type='text'>Origem e Evolução da Espécie Canina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;No ano do 200º Aniversário de Charles Darwin e do 150º da publicação da sua magistral obra “A ORIGEM DAS ESPÉCIES”, damos o nosso modesto contributo aliando-nos às comemorações destes importantes eventos com a publicação deste artigo &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;As últimas investigações da genética molecular poderão alterar tudo aquilo que pensávamos em relação ao período, que era consensual, acerca da qual a espécie canina evoluiu demarcando-se da que lhe deu origem: a espécie lupina.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mito conta que o homem achou que o cão era uma companhia útil e resolveu acolhê-lo. Os cães eram guardas, pastores ou ajudavam na caça. O testemunho arqueológico mais antigo de cães com uma morfologia diferente da dos lobos remonta a 16 mil anos no Médio Oriente, sugerindo uma evolução que coincide com o aparecimento das primeiras aldeias e antecede em alguns milhares de anos a domesticação de outros animais como as ovelhas e cabras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia de que os cães surgiram quando o homem se tornou um ser sedentário, é frequentemente repetida, de tal forma que é surpreendente encontrar provas na genética que contradizem por completo este conceito. A prova está num estudo feito por Robert Wayne, um biólogo da Universidade da Califórnia em Los Angeles, que aplicou as ferramentas da biologia moderna a cães, lobos, coiotes e chacais. Robert Wayne e os seus colegas recolheram amostras de sangue, tecido e pêlo de 140 cães de 67 raças e de 162 lobos de três continentes. Os cientistas mediram as diferenças existentes nos ADN das mitocondrias a fim de calcularem como esses vários tipos de caninos estão relacionados entre si e qual a data possível da separação de um antepassado comum. As mitocondrias são pequenas células que estão dentro das células dos animais e que transformam comida armazenada em energia com a ajuda do oxigénio e que também têm a particularidade – muito apreciada pelos geneticistas, aliás – de se reproduzirem assexuada e independentemente do resto da célula. O ADN normal de uma célula animal provem de ambos os pais. No entanto, o ADN das mitocondrias vem exclusivamente do ADN das mitocondrias da mãe. Numa reprodução sexual normal, a mudança genética de uma geração para a geração seguinte é muito rápida devido às misturas dos genes parentais em novas combinações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto significa que o ADN das mitocondrias pode ser utilizado como um cronómetro da evolução. Os Lobos e os coiotes diferem em cerca de 6% no ADN das mitocondrias e, de acordo com fósseis descobertos, separam-se de um antepassado comum há cerca de um milhão de anos. Os lobos e os cães diferem em apenas 1%, o que sugere que lobos e cães se separaram há cerca de 135 mil anos, muito mais cedo do que a data sugerida para a descoberta do primeiro fóssil de um cão sem semelhanças com o lobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cronómetro da evolução é uma medida antiga que não capta diferenças que tenham ocorrido entre as várias raças nas últimas centenas de anos. A descoberta mais marcante da equipa de Wayne foi constatar que não existia quase relação nenhuma entre a raça do cão a as sequências de ADN das mitocondrias. Em oito Pastores Alemães, os cientistas descobriram cinco sequências diferentes; em seis Golden Retrievers, descobriram quatro e as mesmas sequências apareceram repetidas vezes em muitas raças que aparentemente não tinham qualquer relação entre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é esta: se os cães forem de facto domesticados há mais de 100 mil anos, como sugerem os estudos de Wayne, então não houve muita variedade de raças nesses mesmos 100 mil anos. Em vez de se separarem em diferentes raças, o conjunto de genes caninos permaneceu num só, mas misturado. Houve uma saída de genes considerável na população, o que não teria acontecido caso os homens tivessem tentado manipular a criação dos seus cães ou desenvolvido raças especiais com determinadas características. O estudo de Wayne também sugere que durante muito tempo a diferença genética entre o cão e o lobo era demasiado pequena para provocar qualquer mudança morfológica significativa que pudesse ser comprovada no fóssil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo se a distância do lobo ao cão fosse pequena, aparentemente isso não acontecia muitas vezes. Wayne descobriu que as sequências do ADN das mitocondrias se juntavam em quatro grupos principais. Se houvesse um novo afluxo de sangue de lobo na população canina (isto é, se o cão fosse reinventado sucessivas vezes de populações selvagens em épocas diferentes), estes diferentes agrupamentos não teriam ocorrido. Wayne concluiu que os primeiros cães “foram inventados de alguma forma na sociedade humana” para serem geneticamente isolados da população de lobos selvagens. E também que a domesticação dos cães provavelmente foi “um acontecimento raro”, algo que sucede muito poucas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isto aconteceu numa altura em que “os humanos não eram ainda humanos”, tal como refere Gregory Acland – veterinário que trabalhou com o investigador Aguirre no Centro para a Genética e Reprodução Canina de Cornell - , o que levanta a possibilidade interessante que o homem pré-histórico não tenha querido sequer domesticar cães. Pelo contrário, o cão pré-histórico achou por bem ficar perto dos humanos e convenceu-os a não lhe atirarem pedras nem a comê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que este é um comentário hipotético. Se esta descrição está certa, não foi com intenção consciente dos cães. Mas também não houve praticamente intenção da parte dos humanos. A maravilha e a beleza da escolha natural está na criatividade e na inteligência “impensada” com que essa escolha é feita. A verdade é que os homens com os seus acampamentos, as suas pilhas de lixo e práticas de caça, representavam um nicho ecológico ideal para a exploração dos lobos, ou pelo menos por aqueles lobos, que na sua estrutura genética, conseguiram explorar aquele nicho e depois passaram esta capacidade aos seus descendentes. Apesar de existirem lobos espalhados por todo o Mundo, desde a Europa à Ásia, à América do Norte, a população total resume-se a 150 mil espécimes. Nos Estados Unidos existem cerca de 50 milhões de cães com dono e mais outros tantos sem dono, o que pode ser interpretado da seguinte forma: é preferível “engraxar” as pessoas que lutar contra elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1576356672265557366?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1576356672265557366/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1576356672265557366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1576356672265557366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1576356672265557366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/09/origem-e-evolucao-da-especie-canina.html' title='Origem e Evolução da Espécie Canina'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-5310445083409861699</id><published>2009-08-19T10:44:00.005+01:00</published><updated>2009-08-19T10:52:55.202+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Genética'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ADN'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estrutura Molecular'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Doenças Congénitas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Investigação Científica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='DNA'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Domesticação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Molécula'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Genoma Canino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Genes'/><title type='text'>O Genoma Canino</title><content type='html'>O ponto de partida para uma revisão científica sobre assuntos caninos é um esforço extremamente modesto mais conhecido por &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Projecto sobre o Genoma Canino&lt;/span&gt;, que não se compara ao Projecto sobre o Genoma Humano, um programa financiado com 3 biliões de dólares que tem por objectivo o levantamento de todos os genes do corpo humano. O projecto canino vai custar alguns milhões de dólares e muitos dos fundos serão provenientes de clubes de criadores Norte Americanos que pretendem desenvolver testes genéticos para doenças congénitas mais susceptíveis na raça que criam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrir os genes que provocam esta ou aquela doença é no que a maior parte das pessoas pensa quando se fala em levantamento de genes e investigação genética. Indicar as causas das doenças congénitas é, certamente, uma das maiores recompensas que surgirá dum melhor entendimento da estrutura genética do cão. Mas os genes de um indivíduo são mais do que um mapa da saúde pessoal. Eles são também a chave do percurso da evolução da espécie. O percurso do cão nos últimos 16 000 anos na companhia do homem deixou marcas distintas nos genes da população canina. Tal como um Arqueólogo pode deduzir hierarquias sociais, crenças e superstições numa civilização à muito desaparecida a partir de materiais por ela deixados, também o geneticista poderá deduzir muito acerca da história, evolução e ambiente social de uma espécie a partir dos padrões que todo este conjunto gravou nos seus genes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só o facto de termos chegado ao ponto em que os cientistas se decidem a fazer um estudo profundo sobre o genoma do cão, já significa uma mudança e um passo em frente no mundo da ciência. Durante vários anos, a comunidade científica manteve uma certa distância em relação aos animais domésticos em geral, mas particularmente no que diz respeito ao cão. Os zoólogos sempre consideraram os animais domésticos desinteressantes e sempre os classificaram como “degenerados” ou impróprios para pesquisa porque tinham perdido a capacidade de adaptação. Se pusermos a Medicina Veterinária de lado, é como se a genética molecular e outros grandes avanços científicos do século vinte e vinte e um tivessem pura e simplesmente esquecido o cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois convém não esquecer que os cientistas são tão sentimentais e pouco objectivos no que diz respeito aos cães como o resto da humanidade. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“A maior parte dos cientistas que fala de cães tem o seu chapéu de cientista e de idiota”&lt;/span&gt;, refere Gustavo Aguirre do Instituto Baker para a Saúde Animal da Universidade de Cornell. &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“E sempre que começam a falar de cães põem o chapéu de idiota. Dizem coisas que não podem ser verdade. E, como cientistas, sabem-no. A verdade é que os cientistas sabem infinitamente mais sobre o genoma de um rato ou de uma ovelha ou ainda de uma mosca do que sobre o do cão”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Há alguns anos, Aguirre e outros decidiram pôr os seus chapéus de cientista e aplicar as ferramentas da biologia moderna ao serviço do estudo do genoma do cão. O motivo foi tentar perceber as raízes genéticas de doenças congénitas como a cegueira que aprece em determinadas raças, como os poodle miniatura, os elkhound noruegueses, os setters irlandeses, os collies e os cocker spaniel. Estas doenças, caracterizadas pela cegueira nocturna seguida de uma deterioração da visão durante o dia, têm uma semelhança incrível com uma doença humana denominada retinite pigmentosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo das causas das doenças genéticas caninas permanece um assunto central no trabalho destes cientistas, mas ao longo do tempo, o projecto adquiriu um teor mais vasto: elaborar um mapa aproximado, mas claro, do genoma do cão que nos permite compreender o que é que faz com que o cão seja aquilo que é e faça aquilo que faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguirre gosta de mostrar o seu laboratório ou “canil” aos visitantes. O laboratório tem quatro arcas enormes de aço inoxidável com filas de amostras de sangue congelado a temperaturas de 80 graus negativos. Para o mapa do genoma, os investigadores recolheram amostras de sangue de 212 cães de três gerações, todos eles resultados de cruzamento de cães de raças tão diferentes como poodls, Dobermann, setters irlandeses, elkhounds noruegueses e beagles. Felizmente, tanto para Aguirre como para os investigadores neste campo, os cães prestam-se a estudos genéticos. Ao contrário dos humanos, que têm tendência para o casamento entre familiares próximos, as raças de cães têm mantido a sua pureza através do cruzamento de cães da mesma raça. Os elkhouds noruegueses, por exemplo, são muito diferentes dos beagles não só pela sua aparência e pelas doenças congénitas que têm (os beagles quase nunca sofrem de cegueira degenerativa) mas também por causa do ADN “alterado” que se encontra em cada um dos seus cromossomas. Os genes são a sequência de ADN num cromossoma que dá ordens ao corpo para actuar. Mas longas tiras de ADN entre os genes acumularam-se ao longo dos tempos. As mutações em zonas importantes do genoma são frequentemente nocivas e têm tendência a serem eliminadas rapidamente, enquanto mutações no ADN alterado simplesmente amontoam-se, em variações ao acaso que podem servir para distinguir uma raça de outra. Os investigadores acreditam que as sequências de ADN alterado são úteis porque tendem a possuir padrões identificativos que facilitam a elaboração de uma “sonda” molecular que os define.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto significa que os investigadores podem usar sequências de ADN alterado como marcadores para os ajudarem a descobrir o caminho do genoma. Se cruzarmos um beagle com um elkhound, e depois cruzarmos também os seus descendentes, alguns destes cães sofrerão de degeneração da retina e outros não. E quase de certeza terão muitas diferenças nas marcas genéticas fáceis de reconhecer e medir. Se todos os portadores de doenças têm o marcador A numa determinada mancha num cromossoma enquanto os não-portadores não têm, o gene da doença deve estar eminente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O laboratório de Aguirre e um grupo liderado por Elaine Ostrander no Centro de Investigação de Cancro Fred Hutchinson, em Seattle, utilizando a técnica descrita acima, criaram o primeiro mapa com um “sistema articulado” do genoma do cão que foi publicado em 1997. O mapa é composto por cerca de 150 marcas no genoma canino. Cada marca consiste em  ADN alterado ligado a um gene que permanece constante. O gene permite aos investigadores identificar a sua posição no genoma. As variações permite-lhe investigar as diferenças genéticas entre os indivíduos e assim relacionar uma doença ou uma determinada característica física com um marcador específico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra vantagem que os cães têm no que respeita à definição de um mapa de estrutura genética é o facto de se reproduzirem em grande número – ninhadas de 10 ou 12 cachorros é algo de muito frequente nos cães. As estatísticas indicam que as doenças que não podem ser identificadas no genoma humano, podem sê-lo numa família de cães. Vários genes responsáveis por distúrbios caninos foram já identificados e testes de rastreio foram desenvolvidos nesse sentido. O Clube Americano do Setter Irlandês, o primeiro a apoiar a investigação genética centrada nos problemas da criação, faz sempre um teste sanguíneo aos setters irlandeses puros que permite saber se sofrem de degeneração da retina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patrocinadores mais convencionais da investigação científica, como os Institutos Nacionais de Saúde e a Sociedade Americana de Oncologia, começaram a angariar fundos para o estudo da genética canina uma vez que, a pouco e pouco, se verificava que as doenças caninas e humanas parecia estarem cada vez mais relacionadas. Mais de vinte doenças congénitas nos cães foram identificadas em determinados genes defeituosos e em todos os casos o mesmo gene defeituoso foi encontrado no ser humano. Os cães são portadores do gene brca1, que foi identificado há uns anos como causador de aumento significativo do risco de cancro da mama nas mulheres. Provavelmente, 90 a 95% dos genomas canino e humano são idênticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde o início, os investigadores do genoma do cão aperceberam-se de que iriam descobrir muitas coisas acerca da história do cão e do seu comportamento inato – o tipo de coisas que as pessoas sempre quiseram saber. Ninguém espera encontrar o gene da lealdade, mas talvez existam genes do comportamento protector. E, embora não haja um gene nem sequer uma série deles que justifiquem a transformação do lobo em cão, o estudo da população genética de ambas as espécies podia dizer muito acerca da origem e história da domesticação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-5310445083409861699?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/5310445083409861699/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=5310445083409861699&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/5310445083409861699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/5310445083409861699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/08/o-genoma-canino.html' title='O Genoma Canino'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-4309982719011077686</id><published>2009-07-29T18:16:00.002+01:00</published><updated>2009-07-29T18:19:51.851+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='medo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hereditariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aprendizagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteligência'/><title type='text'>Hereditariedade do Comportamento</title><content type='html'>Foram os Etólogos Scott e Fuller que iniciaram os estudos sobre as diferenças comportamentais do cão baseadas na genética de cada raça. Ao encontrar variação no estudo de cinco dessas raças, atribuíram estas diferenças a factores genéticos. Além disso observaram que a variabilidade de caracteres, dentro de cada raça, era igualmente bastante considerável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes estudos sobre cães domésticos foram levados a cabo nos anos 50. Posteriormente tentou-se avaliar a transmissão hereditária de vários caracteres de conduta sobretudo em raças de trabalho. As conclusões que nos interessam e que procuramos quando analisamos exemplares destinados ao trabalho em geral e ao adestramento em particular, são as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A transmissão hereditária do comportamento é baixa e, em muitos casos, não é significativamente diferente de zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O único traço de carácter que apresenta uma transmissão elevada (entre 0,4 e 0,5) é o medo. Também estão incluídas neste campo, aquilo a que poderíamos chamar: instabilidade emocional, irritabilidade ou nervosismo. Tudo isto contribui para uma inadequada resposta do cão num contexto de um ambiente estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Não foi possível demonstrar que os problemas comportamentais, tais como a agressividade inadequada, tenham alguma componente de origem hereditária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• A componente hereditária materna  é sempre superior à paterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisando estas conclusões podemos adiantar com alguma segurança que realmente, o animal não herda “virtudes” mas sim “vícios”. Logicamente estas conclusões, em qualquer altura, podem ser rebatidas mas, até este momento, não existem estudos experimentais que demonstrem o contrário. Através destas conclusões podemos ainda chegar (não de forma empírica mas sim de forma lógica) às seguintes premissas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• O objectivo da selecção é obter “indivíduos normais”.&lt;br /&gt;• Entendemos um exemplar normal como estando isento de “problemas psicofísicos”. &lt;br /&gt;• A agressividade por medo pode ser corrigida através da selecção.&lt;br /&gt;• A variabilidade dentro da mesma raça obedece a uma selecção inadequada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para darmos um exemplo prático das conclusões a que estes Etólogos chegaram vamos analisar dois tipos de cães de uma raça muito popular; um exemplar de beleza e outro de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nalguns Países, para esta raça de cães obter um Certificado de Aptidão para a Criação de exemplares de beleza é necessário, cada exemplar, estar habilitado através de três itens específicos, que são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Um certificado que comprove a ausência de displasia Coxo-Femural.&lt;br /&gt;• Uma qualificação de Excelente numa Exposição de Beleza.&lt;br /&gt;• Ausência de medo (observada através de uma detonação imprevista provocada por uma arma de fogo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao Certificado de despiste da displasia não há nada a opor, pelo contrário só trás benefícios para a selecção e, como medida de precaução é bastante acertada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O juiz de uma Exposição de Beleza, como humano, pode cair na tentação de estereotipar a raça, adaptando-a ao seu conceito de exemplar perfeito da raça e aos seus gostos pessoais. Contra isso nem a raça nem os humanos podem fazer nada. De qualquer forma, esta medida também pode ser benéfica sempre que o juiz esteja realmente preparado para interpretar o standard e o seu julgamento não dependa de correntes mediáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto de discrepância encontramo-lo na prova de “ausência de medo”. Sendo o conceito de habituação a capacidade que o animal possui para deixar de responder a um estímulo quando este se produz com determinada frequência, facilmente se pode habituar um exemplar a não responder a um disparo ou, simplesmente a realizar uma actividade redirigida quando este se produz. Assim, é costume observarmos que, muitos exemplares, depois de escutarem uma detonação não reagem, demonstrando uma encapotada ausência de medo. O Juiz da prova, induzido em erro, irá chegar à conclusão que se trata de um cão “corajoso”. Realmente, estas provas não reflectem a ausência de medo do cão mas a habilidade do treinador em trabalhar a aquisição de hábito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o cão declarado apto mediante esta selecção pode ser corajoso ou não, e a sua prole, no caso em que o progenitor, apesar de superar as provas exigidas, não possuir essa característica, fixará este traço de carácter nuns 0,4 ou 0,5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão de trabalho é testado exaustivamente tanto física como psiquicamente. As provas de ausência de medo transladam de um contexto a outro, desde o disparo à defesa ou à agressão , desde a capacidade de aprendizagem rápida à manifestação de inteligência. Com tudo isto, a margem de erro na hereditariedade do medo reduz-se consideravelmente. Assim se explica que esta raça, após poucas gerações, fragmentou-se em duas: as nossas tão conhecidas expressões “linhas de beleza” e “linhas de trabalho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lógico que nas raças “best sellers”, não podemos fazer passar todos os exemplares por provas excessivamente sofisticadas, mas poderemos conseguir fazer com que os Juízes tenham uma experiência e uma formação adequadas em comportamento canino que lhes possa permitir reduzir consideravelmente o grau de erro na selecção de exemplares aptos para a criação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-4309982719011077686?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/4309982719011077686/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=4309982719011077686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/4309982719011077686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/4309982719011077686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/07/hereditariedade-do-comportamento.html' title='Hereditariedade do Comportamento'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-5677042737361796441</id><published>2009-06-27T21:55:00.003+01:00</published><updated>2009-06-27T22:05:01.702+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ladrido incontrolado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='grunhido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ladrido'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ansiedade por separação'/><title type='text'>Ladrido Incontrolado</title><content type='html'>Recebe queixas do seu cão por parte dos vizinhos quando sai, ou gostaria de conseguir escutar o seu interlocutor quando está a falar ao telefone? Não desespere pois não é o único! O ladrido surge de forma natural, mas quando é excessivo e incontrolado é um dos problemas mais difíceis de resolver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ladrido incontrolado é um dos sintomas mais visíveis duma patologia comportamental da qual sofrem grande parte dos cães: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A ansiedade por separação&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi mencionado num artigo anterior dedicado à Comunicação Canina, os cães podem comunicar entre si utilizando cerca de dez tipos diferentes de sons, que vão desde o gemido até ao grunhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que o ladrido seja útil e normal como meio de comunicação, em excesso pode ser um incómodo para os humanos não só os que vivem com o cão mas também para os vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ladrar para dissuadir alguém de entrar no seu território – propriedade do dono – é normal, é o seu instinto de protecção a actuar, mas se existe uma sucessão de pessoas cruzando a propriedade e o cão ladra a todos eles, pode ser muito aborrecido e bastante incómodo. Infelizmente, os donos com frequência tentam silenciar o seu cão gritando-lhe, mas como as capacidades da comunicação canina não se estendem à compreensão do idioma humano, o cão simplesmente supõe que o seu dono está ladrando também e continua a ladrar, inclusivamente aumenta o seu tom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros descobrem que ao ladrar fazem com que o seu dono lhes preste logo atenção, mesmo que só lhe grite: “Cala-te!” Afinal, parece que o cão desenvolve imaginação e ladra por tudo e por nada somente para conseguir atenção do seu dono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, a razão principal pela qual os cães aprendem a ladrar em excesso a toda a gente que cruza o seu território é o simples facto de que a maioria dessas pessoas se afastam. O cão não se dá conta de que não querem entrar, pensa que os afugentou, reforçando o seu acto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com frequência os proprietários de cães debatem-se com o problema do incómodo que os seus cães criam, principalmente aos vizinhos, que ladram incessantemente quando são deixados sozinhos em casa. Esses cães estão a tentar chamar os seus donos para que regressem a casa. Quando estes regressam o cão pensa que a consequência desse regresso prende-se com o facto de ele os ter chamado através do ladrido insistente. Assim, na próxima ocasião ladram com mais determinação ainda. A causa deste problema de conduta normalmente radica numa relação demasiado estreita entre o cão e os seus donos quando estes se encontram em casa. Isto causa ansiedade quando saiem porque não podem passar sem eles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No seu habitat natural, o antepassado do cão, o Lobo, uiva para comunicar e reunir a alcateia. Como versões permanentemente imaturas dos seus ancestrais parentes, os cães tendem a ladrar mais que uivar à semelhança do que fazem os lobos adolescentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para alguns donos, não obstante, a conduta vocal de solicitação de companhia não se limita a quando eles saiem. De certeza que já visitou um amigo para conversar, encontrando o seu cão impossibilitando a conversa com os seus ladridos incessantes durante a totalidade da visita. Para tentar deter este barulho ensurdecedor, o seu amigo grita ao cão para que se cale ou, noutro extremo, tenta acalmá-lo acariciando-o com a mão. Com certeza, qualquer destas estratégias simplesmente dará mais força ao cão para que continue a ladrar logo que se sinta ignorado de novo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos casais também têm que comprovar cuidadosamente onde se encontra o seu cão antes de se abraçarem. Se são observados, a sua demonstração de afecto é provável que seja rapidamente interrompida com o ladrido de um cão aparentemente zeloso. O mesmo tipo de ladrido de busca de atenção pode surgir quando o dono fala ao telefone, vê televisão ou quando está concentrado na condução de um veículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Resolva pela positiva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, cada vez que o seu cão ladra pedindo atenção, ignore-o, levante-se e sai da sala em silêncio. Com o tempo aprenderá que ladrar por esse motivo é contraproducente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não recomendamos nenhum dispositivo para deter a vocalização sem uma tentativa para encontrar as causas do ruído. Podemos erradamente estar a inibir um ladrido que nada tem a ver com uma chamada de atenção mas sim o sinal da aproximação de um potencial agressor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que pareça mentira, uma das maneiras mais simples de ensinar um cão a não ladrar é ensiná-lo a ladrar à ordem. Primeiro encontre uma maneira de incentivar o seu cão para que ladre. Pode tentar que ladre de excitação ao levantar o seu comedor no ar, ou unicamente poderá fazer o mesmo movimento com uma guloseima ou um brinquedo que ele goste. Prender um cão com segurança também incrementará a frustração e estimular-lhe-á a vocalização. Quando o seu cão ladrar, elogie-o e repita a palavra “Fala!”. Se realizar esse exercício com frequência, o seu cão associará a palavra “Fala!” com o acto de ladrar e será capaz de conseguir que ladre à ordem. O objectivo final deste exercício é introduzir a palavra “Para!” enquanto o cão está a ladrar. Quando ele se calar deve dar-lhe um brinquedo ou um prémio em forma de guloseima. Se o exercício é repetido bastantes vezes, o seu cão associará o facto de estar calado com o cessar do ladrido e com a recompensa.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recompensa é, claro está, a melhor motivação do comportamento, assim é importante elogiar o cão no preciso momento em que executa o exercício correctamente e não depois. Isto significa recompensá-lo quando pára de ladrar, e também quando não ladra numa situação em que normalmente o faria. Quando o seu cão está tranquilamente a descansar e permite-lhe conversar com as visitas sem ser importunado, ou quando os seus vizinhos cheguem a casa e o seu cão não ladre, deve elogiá-lo e recompensá-lo, assim encorajará o seu cão a permanecer quieto e calmo na próxima vez que se veja confrontado com situações semelhantes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-5677042737361796441?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/5677042737361796441/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=5677042737361796441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/5677042737361796441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/5677042737361796441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/06/ladrido-incontrolado.html' title='Ladrido Incontrolado'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-9019690225567591973</id><published>2009-05-27T17:21:00.005+01:00</published><updated>2009-05-27T17:28:50.502+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem corporal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem da Cauda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem Facial'/><title type='text'>Linguagem Canina II - Expressões Faciais e Corporais</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Linguagem Corporal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São todo um conjunto de sinais que um animal transmite a outro através de uma ou várias partes específicas do seu corpo. Para que estes sinais possam ser considerados como comunicação têm que alterar, de forma intencional, o comportamento do receptor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão usa todas as partes do seu corpo para dar informação, mas em especial a sua cabeça e os seus olhos, os dentes, lábios, orelhas e sobrolhos. O pescoço com as suas diversas possibilidades de posicionamento, ângulos e combinações, normalmente confirmam outros sinais. As patas e o dorso são utilizados principalmente em comunicações simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão por parte do cão dos detalhes da linguagem corporal da sua espécie permite-lhe “ler” também a linguagem corporal humana. Em certas situações, a interpretação por parte de um cão mais atento dos sinais corporais que as pessoas emitem, pode levá-lo a reagir de modo diferente do esperado. Por exemplo, o nosso modo de saudar os cães é inclinarmo-nos para a frente e esticar o braço em direcção à sua cabeça com o objectivo de lhe fazermos festas sorrindo (mostrando os dentes). Esse acto pode ser considerado como dominância ou ameaça para um cão sensível aos sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Linguagem da cauda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cauda tem uma linguagem própria. Os cães com caudas amputadas ou que por questões estéticas tenham sido alteradas em relação à forma original podem encontrar-se em desvantagem na hora de estabelecerem a comunicação. É muito comum ver os cães sem cauda meneando toda a parte traseira para compensar a sua ausência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cães utilizam as caudas para enfatizarem os sinais expressos pelas posturas facial e corporal, ou vocal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colocação da cauda em posição erguida está normalmente associado com dominância e em posição baixa com submissão. É importante reconhecer que é mais provável que a cauda indique dominância e submissão que agressividade e medo. Por exemplo, um cão para mostrar agressividade e submissão ao mesmo tempo, colocará a cauda para baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abanar a cauda não significa só afabilidade. Uma cauda que se encontra alta, combinada com um ligeiro movimento, indica dominância. Um pequeno movimento com a cauda baixa pode ser uma preparação para ataque. Os cachorros e os cães jovens podem menear as suas caudas entre as patas para mostrar submissão incondicional. Este movimento provavelmente dissemina o seu odor despertando os sentimentos paternais dos adultos, apaziguando-os. Durante o ataque, os cães dominantes colocam a cauda ligeiramente abaixo da horizontal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente a linguagem da cauda é clara. É muito possível que possam surgir dificuldades para a interpretar em cães com esta amputada ou deformada, especialmente se nos encontramos a uma certa distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No diagrama abaixo, podemos visualizar todas as posturas corporais e a correspondente interpretação, assim como a diferença de expressões corporais entre machos e fêmeas e entre dominantes e subordinados.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/Sh1pTap08sI/AAAAAAAAAI0/oCUPy0uYZiI/s1600-h/Diagrama+comunica%C3%A7%C3%A3o+canina.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 390px; height: 567px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/Sh1pTap08sI/AAAAAAAAAI0/oCUPy0uYZiI/s400/Diagrama+comunica%C3%A7%C3%A3o+canina.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5340540515424465602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-9019690225567591973?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/9019690225567591973/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=9019690225567591973&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/9019690225567591973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/9019690225567591973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/05/linguagem-canina-ii-expressoes-faciais.html' title='Linguagem Canina II - Expressões Faciais e Corporais'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/Sh1pTap08sI/AAAAAAAAAI0/oCUPy0uYZiI/s72-c/Diagrama+comunica%C3%A7%C3%A3o+canina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-5987410546309668681</id><published>2009-05-25T16:48:00.014+01:00</published><updated>2009-05-25T18:03:50.451+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prado'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Grupo Lobo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fágus'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soajo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='CRLI'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lobo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Faia'/><title type='text'>Visita ao CRLI (Centro de Recuperação do Lobo Ibérico)</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Vamos fazer um pequeno parêntesis n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;a série de artigos que temos vindo a publicar sobre o comportamento canino, para relat&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;armos, po&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;r imag&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ens&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;, uma visita que fizemos ao CRLI - Centro de Recuperação do Lo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;bo Ibérico -  na sequência do estudo que estamos a efectuar acerca da diferença do Comportamento do Lobo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;em liberdade e em cativeiro - apesar de, neste caso, o cativeiro ter a ver com cercados com cerca de 4 hectares de perímetro -&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; e as implicações na sua conduta futura. O &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;estudo tenta provar que o imprinting e a socialização têm importância preponderante na atitude comportamental também dos Lobos apesar destes serem uma esp&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;écie selvagem. O resultado de&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;sse&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; estudo será mais tarde divulgado através do Depart&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;am&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;ento&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt; de Divulgação do Centro Canino de Vale de Lobos. Esperamos que gostem das belas imagens que nos proporcionam estes magníficos animais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrBhd-Pl9I/AAAAAAAAAHU/7Bfhaonru1w/s1600-h/Visita+24-05-2009+001.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrBhd-Pl9I/AAAAAAAAAHU/7Bfhaonru1w/s320/Visita+24-05-2009+001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339793088926685138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrD8cn0SLI/AAAAAAAAAHc/2_Sz_eaKdyo/s1600-h/Visita+24-05-2009+002.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrD8cn0SLI/AAAAAAAAAHc/2_Sz_eaKdyo/s320/Visita+24-05-2009+002.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339795751443908786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                                  Edifício da Recepção  -                                                                    Entrada do Centro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrFjEHI27I/AAAAAAAAAHk/BwYbIyW4Xp0/s1600-h/Visita+24-05-2009+003.jpg"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrG_26ZiAI/AAAAAAAAAH0/mbTSTLea6vg/s1600-h/Visita+24-05-2009+003.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrG_26ZiAI/AAAAAAAAAH0/mbTSTLea6vg/s320/Visita+24-05-2009+003.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339799108575660034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrGPugFSgI/AAAAAAAAAHs/8AyVx47xUkE/s1600-h/Visita+24-05-2009+009.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrGPugFSgI/AAAAAAAAAHs/8AyVx47xUkE/s320/Visita+24-05-2009+009.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339798281684077058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;               Vista parcial de um Cercado         -  O Lobo "Soajo"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrIrdPvLqI/AAAAAAAAAH8/mXOabRDxvA0/s1600-h/Visita+24-05-2009+011.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrIrdPvLqI/AAAAAAAAAH8/mXOabRDxvA0/s320/Visita+24-05-2009+011.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339800957111709346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrJNT2yIzI/AAAAAAAAAIE/GB4RYDKE7eg/s1600-h/Visita+24-05-2009+014.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrJNT2yIzI/AAAAAAAAAIE/GB4RYDKE7eg/s320/Visita+24-05-2009+014.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339801538706678578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                               A Loba "Faia"  -                                                                              Os irmãos "Soajo" e "Faia"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrJ1bDtt3I/AAAAAAAAAIM/XfgvdngoP6k/s1600-h/Visita+24-05-2009+017.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrJ1bDtt3I/AAAAAAAAAIM/XfgvdngoP6k/s320/Visita+24-05-2009+017.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339802227834730354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrKdDp8T0I/AAAAAAAAAIU/g4hH7bwDj7A/s1600-h/Visita+24-05-2009+020.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrKdDp8T0I/AAAAAAAAAIU/g4hH7bwDj7A/s320/Visita+24-05-2009+020.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339802908747386690" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;                              O Lobo "Prado"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;  -                                                                      &lt;span style="font-style: italic;font-family:arial;" &gt;           O Lobo "Fágus"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Por vários motivos aconselhamos a que visitem este magnífico Centro de Recuperação do Lobo Ibérico:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;br /&gt;1º - É uma tarde diferente e muito bem passada;&lt;br /&gt;2º - Respira-se natureza selvagem, não só na fauna como na flora;&lt;br /&gt;3º - É barato (5,00€ uma visita guiada e pode-se ter a sorte de se ver um ou outro lobo)&lt;br /&gt;4º - Estamos a ajudar uma instituição que vive momentos difíceis cujas receitas são somente provenientes das visitas guiadas, do programa de adopções e de donativos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo-vos aqui o link para o site do Grupo Lobo instituição que gere este Centro&lt;br /&gt;&lt;a href="http://lobo.fc.ul.pt/AspLoboNovo/homenovo.htm"&gt;&lt;br /&gt;http://lobo.fc.ul.pt/AspLoboNovo/homenovo.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-5987410546309668681?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/5987410546309668681/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=5987410546309668681&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/5987410546309668681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/5987410546309668681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/05/visita-ao-crli-centro-de-recuperacao-do.html' title='Visita ao CRLI (Centro de Recuperação do Lobo Ibérico)'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_k2G1PMgVg8s/ShrBhd-Pl9I/AAAAAAAAAHU/7Bfhaonru1w/s72-c/Visita+24-05-2009+001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-2518900506671071240</id><published>2009-05-02T12:39:00.006+01:00</published><updated>2009-05-02T12:49:59.930+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Canina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem Canina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vocalizações'/><title type='text'>Linguagem Canina I - Vocalizações</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Assim, podemos definir comunicação como sendo o &lt;span style="font-style: italic;color:black;" &gt;processo pelo qual os emissores utilizam sinais especialmente concebidos para modificar o comportamento dos receptores.&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;A comunicação é efectuada através da emissão de sinais e está muito condicionada pelo meio ambiente. Assim, vemos que não comunicam entre si de igual modo os mamíferos e as aves. Os primeiros fazem-no fundamentalmente através dos sons e olfacto e as segundas utilizam os sons e a visão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;O habitat também condiciona a comunicação em relação às possibilidades de alteração de vocalizações, de passar obstáculos, de localização e de custos energéticos de produção. Afecta também a quantidade e a qualidade de sinais que cada espécie pode produzir. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;A Comunicação Canina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Linguagem Canina e a Neotenia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Podemos definir o conceito de neotenia como sendo a manutenção de caracteres juvenis, na sua forma selvagem, durante o período adulto dos indivíduos na forma doméstica. Assim, os antigos sinais do lobo domesticado evoluíram noutros, utilizados pelo cão, que fazem com que este se assemelhe a um exemplar adolescente na sua forma selvagem. O cão deixa de uivar, como forma natural de comunicação, e utiliza mais o ladrido próprio dos cachorros de lobo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;A neotenia não só afecta a comunicação como também o seu comportamento sendo estes, fenómenos resultantes da domesticação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span  lang="PT" style="font-family:Arial;"&gt;A Linguagem do Cão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Os cães, como todos os canídeos, comunicam entre si através de três grandes grupos de sinais: as vocalizações, as expressões faciais e corporais, e as olfactivas. Noutro grupo mais pequeno: o táctil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Dentro do primeiro grupo distinguimos as mais comuns: o ladrido, o latido e o grunhido (rosnar). Os cães ladram durante toda a sua vida parecendo lobos que nunca alcançaram a maturidade. O grunhido é comum a todos os canídeos e pode ser considerado como um sinal de baixa intensidade ou como a primeira fase de um conjunto complexo de sinais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Os ladridos podem ser classificados pelo seu tom em:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Roucos ou      baixos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Normais ou      médios&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Agudos ou      altos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Pela sua intensidade:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Alta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Baixa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Média&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Pelo seu timbre:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Secos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Prolongados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Uivos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;Assim, um ladrido pode ser rouco, alto e seco para mostrar, neste caso, a decisão de lutar ou defender-se. Os latidos e grunhidos podem ser enquadrados entre os ladridos já que pertencem ao mesmo grupo de comunicação fónica de tal forma que, um grunhido rouco, profundo e longo, pode ser o aviso de uma possível defesa, sobretudo se vai acompanhado da mostra dos dentes e/ou o eriçamento do pêlo dorsal e garupa. Os latidos podem ser utilizados com uma função social e como expressões de dor ou alegria. Estas são as expressões que menos evoluíram dentro das vocalizações. Assim, uns latidos acompanhados de movimentos horizontais da cauda indicam sempre alegria ou vontade de brincar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: arial;"&gt;MAPA DE CORRESPONDÊNCIA&lt;/span&gt; ENTRE&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:arial;" &gt;COMPORTAMENTO E VOCALIZAÇÕES&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;table class="MsoTableGrid" style="border: medium none ; border-collapse: collapse;" border="1" cellpadding="0" cellspacing="0"&gt;  &lt;tbody&gt;&lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border: 1pt solid windowtext; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Comportamento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: solid solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Vocalização   correspondente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Aqui passa-se algo!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Ladridos de tom   médio, encadeados e secos. O cão utiliza-o quando quer advertir possível   perigo não eminente mas real. Pode-se ser o aviso de uma invasão de   território.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Estou aborrecido!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;4 ou 5 ladridos   de tom médio encadeados com pausas de 3 ou 4 segundos de intervalo, secos e   de intensidade baixa. Podem ser utilizados para chamar outro congénere que   esteja longe. São produzidos mais entre os espécimes subordinados e podem   afectar a paciência do dono e dos seus vizinhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Olá chefe!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Ladridos   agudos, secos, de alta intensidade em cadeias de 1 ou 2. São acompanhadas de   movimentos horizontais da cauda. Parecem “disparos” lançados à cara dos   dominantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Dá-me água!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Um único   ladrido agudo, seco e de intensidade alta. É acompanhado de um olhar prévio à   cara do líder e um segundo em direcção ao objecto ou recurso que o animal   deseja. A cauda está sempre em movimento enquanto se produz esta comunicação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Vamos brincar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;É o mesmo tipo   de ladrido do anterior mas encadeado. O cão pode agachar os quartos   dianteiros e levantar os traseiros. O olhar fixa-se no indivíduo que está a   convidar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Deixa-me em paz!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Grunhido de tom   normal, de baixa intensidade e prolongado. O olhar para o receptor faz-se de   soslaio e pode ser acompanhado de uma incipiente mostra de dentes. É o aviso   de um dominante a um subordinado o cachorro chato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Vem aqui, cachorro!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Ladrido de tom   alto, intensidade alta e seco. É emitido só, quer dizer, um só, olhando na   direcção do receptor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Estou assustado mas sou capaz de te   atacar!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Grunhido que se   mantém até se converter em ladrido de defesa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style=""&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Não estou bem neste território!... Quero   ir com os meus!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Começa com um   ladrido de aborrecimento, até se converter num uivo suave e prolongado. É   muito normal em raças nórdicas e inclusivamente nos pastores belgas.   Atribui-se à falta de neotenia. Muitos donos ensinam ao seu cão a arte de   “cantar”, através dos uivos. Nestes casos, que já não são espontâneos, o uivo   é uma comunicação social ou actividade lúdica do cão. No lobo o uivo é   utilizado para comunicar a longas distâncias e convocar uma reunião da   alcateia. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Não gosto de fazer isso!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Gemido suave,   prolongado de baixa intensidade que soa como “Piii...Piii”. Os donos de   Pastores Alemães, Dobermanns, Pastores Belgas e de outras raças de trabalho,   sofrem quando o cão está fazendo algo que lhe tenhamos ordenado e ele quer   fazer outra coisa. É uma autentica comunicação de protesto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Invasão real de território!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Ladrido de   defesa, encadeado e com a cabeça voltada para o perigo. Pode ser acompanhado   de eriçamento dos pelos dorsais, orelhas erectas e boca cerrada (no intervalo   dos ladridos).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Estou Stressado!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Arquejar   contínuo que pode ser acompanhado de “Piii...Piii”. É sempre acompanhado de   uma expressão facial: o estiramento para trás dos lábios (parece que se estão   a rir). Quando começa a relaxar o arquejar, acaba-se o “Piii...Piii”, os   lábios voltam ao normal e podemos concluir que o cão está a libertar-se do   stress.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt;  &lt;tr style=""&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid; padding: 0cm 5.4pt; width: 131.4pt;" valign="top" width="175"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;color:black;"   lang="PT"&gt;Acabou-se, estou definitivamente   relaxado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;   &lt;td style="border-style: none solid solid none; padding: 0cm 5.4pt; width: 300.8pt;" valign="top" width="401"&gt;   &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Grunhido   passando a ronco de baixa intensidade e longo. O cão deita-se no solo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;   &lt;/td&gt;  &lt;/tr&gt; &lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;color:black;"   lang="PT" &gt;Estas são, na generalidade, as vocalizações mais frequentes, apesar de existirem variações individuais em função do cão. Se a elas juntarmos as expressões corporais e faciais (que iremos abordar no próximo artigo), podemos observar a quantidade de combinações que há que decifrar no dicionário canino. É tudo uma questão de paciência e de aceitar os frequentes equívocos, mas garantimos que, a curto prazo, a comunicação com o cão será mais fluida.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5CSLVIOP%7E1%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:PT; 	mso-fareast-language:PT;} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; 	mso-header-margin:36.0pt; 	mso-footer-margin:36.0pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&lt;/style&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-2518900506671071240?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/2518900506671071240/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=2518900506671071240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/2518900506671071240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/2518900506671071240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/05/linguagem-canina-i-vocalizacoes.html' title='Linguagem Canina I - Vocalizações'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7549772663459229747</id><published>2009-04-11T11:20:00.006+01:00</published><updated>2009-04-11T11:35:38.188+01:00</updated><title type='text'>Agressividade Canina III</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Parte 3&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Prevenção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como em todas as enfermidades – é de uma doença que estamos a falar – o melhor tratamento para a agressão canina é a prevenção, e essa, na grande maioria dos casos, deve ser enfocada em duas situações: correcta socialização na altura certa e a afirmação do dono como líder. Se a essas juntarmos uma correcta interpretação da comunicação canina, podemos garantir que 95% do problema da agressão canina está resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Diagnóstico e tratamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamo-nos debruçar sobre os três tipos mais frequentes e mais problemáticos de agressividade para com pessoas e que são as que mais repercussão social têm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Agressividade por complexo de controlo ou agressividade por dominância&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diagnóstico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agressão pode ser desencadeada para com qualquer pessoa que estabeleça uma interacção com o cão, mas é mais frequente para com membros da família, amigos, ou vizinhos que tenham uma relação estreita com o animal.&lt;br /&gt;Este tipo de agressividade é mais frequente em machos não castrados e em muito menos situações em fêmeas castradas. Pode desenvolver-se em qualquer idade mas é mais frequente entre o primeiro e o terceiro ano.&lt;br /&gt;As situações que desencadeiam esta conduta são bastante previsíveis, sobretudo aquelas em que se entra em competição com o cão e se coloca em jogo algum recurso (comida por exemplo) ou se ordena ao cão que faça algo que ele não queira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tratamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Tratamento desta doença inclui duas acções que em conjunto ajudam a resolver este problema: a castração e o adestramento em obediência.&lt;br /&gt;A castração é recomendada em machos para diminuir o mais possível o nível de agressividade influenciado pelas hormonas, mas está contra-indicado em fêmeas, sempre e quando a conduta não está directamente relacionada com o período estral ou maternal.&lt;br /&gt;O adestramento deve ser direccionado à sistemática recompensa de condutas de submissão, sem castigos, uma vez que estes desencadeiam agressividade. O que queremos é reforçar a obediência do animal, portanto podemos começar a ensinar-lhe uma ordem básica, como “senta” e fazer com que ele cumpra a ordem sempre que queira obter algo como festas ou comida. Todas as pessoas que convivem com ele têm que ter uma postura idêntica e devem evitar, no possível, as situações de risco que são as que desencadeiam a conduta a fim de evitar uma possível actuação errada.&lt;br /&gt;É aconselhável também o acompanhamento médico que sugerirá a administração de fármacos específicos que, ao diminuírem a ansiedade, ajudarão o trabalho de adestramento. Atenção – &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Não existe nenhum fármaco anti-agressividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Agressividade por medo&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agressividade por medo é a segunda forma mais importante e a mais dependente de factores genéticos (o medo é uma das condutas que mais taxa de hereditariedade possui) e além disso tem igual frequência nos dois sexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diagnóstico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É certo que um dos sintomas do hipotiroidismo é a agressividade, que se pode demonstrar tanto nesta patologia como nas agressões por complexo de controlo e territorial, portanto a via a seguir para fazer a distinção é utilizarmos o contexto em que ele se demonstra, a quem é dirigida e a postura da conduta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tratamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tratamento baseia-se num programa de dessensibilização e contra-condicionamento. Deve-se pedir a uma pessoa que o cão desconheça para que se vá acercando pouco a pouco deste com a finalidade de comprovar se se desencadeia a agressão. É nesse momento que se dá uma ordem ao cão e se premeia, se ele a cumpre e se acalma. Vai-se procedendo assim, pouco a pouco utilizando todos os estímulos e contextos que resultam ameaças para o animal.&lt;br /&gt;O êxito da resposta dependerá da gravidade do problema, da duração e frequência das sessões de dessensibilização e da aplicação do dono.&lt;br /&gt;O êxito do programa atinge-se com mais facilidade se a causa é uma experiência traumática e com mais dificuldade se a causa for uma deficiente socialização. A farmacologia só é utilizada se o animal apresentar um medo paranóico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;font-size:130%;" &gt;Agressividade Territorial&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agressividade territorial é fundamentalmente protectora e por essa razão pode ser devida em parte ao medo provocado por uma ameaça a um recurso tão valioso como é o território.&lt;br /&gt;O facto de um indivíduo, que se aproxima do território do cão, fugir ou se afastar pode ser entendido pelo animal como um reforço, para ele é provável que a intensidade da conduta aumente com a experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diagnóstico&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão apresenta este tipo de conduta com pessoas desconhecidas que se aproximam ou entram no seu território. Por território subentende-se a casa em que a sua matilha humana vive, o carro, ou até a mesa do bar onde estamos tranquilamente sentados.&lt;br /&gt;Acontece com mais frequência em machos em desenvolvimento hormonal e, se vivem permanentemente confinados num local ou presos por corrente, este problema tende a agravar-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tratamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O controlo é difícil, a castração não é solução e, na maioria das vezes, o tratamento médico também não resolve, só nos resta o adestramento específico.&lt;br /&gt;Este adestramento é focado na obediência básica e para solucionar este problema tenta-se interromper a reacção agressiva com uma ordem, como no tratamento da agressão por medo. Recompensa-se a tranquilidade e logo provocamos o animal com o objectivo de conseguirmos, cada vez com mais frequência, interromper o comportamento à nossa ordem. Como no outro caso, evitamos reforçar a conduta com festas e premiar só quando a conseguimos efectivamente interromper a acção e o cão se tenha acalmado. Nesta terapia recomenda-se o uso de açaime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, a agressividade é um problema grave. Não existe um remédio milagroso que cure esta patologia. Como em todas as terapias de problemas de conduta canina, podem haver êxitos e fracassos, mas de certeza que não conseguimos resolver este, nem nenhum problema, se não nos empenharmos a fundo para atingirmos os nossos objectivos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7549772663459229747?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7549772663459229747/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7549772663459229747&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7549772663459229747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7549772663459229747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/04/agressividade-canina-iii.html' title='Agressividade Canina III'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1064540614663640969</id><published>2009-03-11T18:16:00.003Z</published><updated>2009-03-11T18:24:35.852Z</updated><title type='text'>A Agressividade Canina II</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Parte 2&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Diversos tipos de agressão canina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A agressão é actualmente o maior e mais complexo problema comportamental canino. É o que causa mais impacto, o que é mais explorado pelos média, e aquele que divide mais, não só o publico em geral, mas também quem se dedica a estudar, analisar e resolver esta conduta anómala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém esclarecer o seguinte: quando falamos de agressividade canina falamos exactamente de quê? Existe uma ou várias agressões caninas? A agressão dirigida para com outros cães é diferente ou igual à dirigida para com as pessoas? A etiologia da agressão é genética ou adquirida? Ou as duas? É a estas e outras perguntas que nos propomos responder neste artigo que consideramos de primordial importância, com o objectivo de elucidar todos aqueles para quem a agressividade é um tabu ou uma área inexpugnável e de difícil abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, a agressividade faz parte da condição animal. Seria impossível considerar como válida a teoria da evolução Darwiniana – sobrevivência do mais apto – se para se afirmar e passar os seus genes para a geração seguinte, o animal ou o ser vivo não fosse agressivo e não utiliza-se essa agressão para atingir os seus objectivos. Portanto já distinguimos aqui dois tipos de agressão: conservação (status social, alimentação, território, e protecção) e reprodução (eleição e luta pela parceira, protecção e segurança da descendência por parte da mãe)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Etiologia da agressão canina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que dividir em dois grandes grupos as causas da agressão canina:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Orgânicas (15% dos casos) – consideram-se neste grupo aquelas causas físicas que afectam o animal e que podem ser facilmente detectáveis através de uma simples observação (dor, prurido, debilidade, desorientação...) ou pelo contrário, causas mais difíceis de detectar à primeira vista (hipotiroidismo, hidrocefalia, tumores intra-craneais, epilepsia e outras, como enfermidades víricas, bacterianas ou tóxicas que causam afecções encefálicas e sintomas neurológicos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Inorgânicas (85% dos casos) – podem-se considerar neste grupo uma grande variedade de tipos distintos, mas a maioria dos casos que nos chegam às mãos podem-se resumir a três: Agressividade por complexo de controlo (dominância), agressividade territorial e agressividade por medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente não nos vamos pronunciar sobre o primeiro grupo uma vez que as causas deste são puramente clínicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à agressividade por causas inorgânicas queríamos ressalvar que uma conduta agressiva inibe-se, redirige-se e controla-se. Quando um animal agride é porque tem um razão válida para o fazer. Naturalmente desde o ponto de vista humano isto é inaceitável, mas é importante que esta situação seja tida em conta pelo proprietário para que não se gere um sentimento negativo para com o animal que acentue ainda mais o já deteriorado vínculo existente entre o dono e o cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma classificação dos comportamentos agressivos que apresentam os canídeos e que está baseada no estímulo que desencadeia a conduta agressiva. É importante conhecê-la uma vez que nos permite entender um pouco melhor o animal que apresenta este problema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os diversos tipos de condutas agressivas são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agressão predatória&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma agressão dirigida àquilo a que o cão considera como sendo uma presa. O exemplo típico é o dos cães que perseguem os ciclistas que passam, ou pessoas que correm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agressão entre exemplares do mesmo sexo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um comportamento muito frequente em locais onde convivem dois ou mais exemplares do mesmo sexo. Nos machos tem a ver com os elevados níveis de testosterona que são gerados em situações de conflitualidade. Nas fêmeas tem a ver com o estabelecimento da ordem hierárquica entre elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agressão por medo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta conduta evidencia-se em animais inseguros e de pouco carácter que, ao serem tocados por alguém e não tendo possibilidades de fugir, sentem-se encurralados e mordem. Geralmente não produzem mordidas graves, uma vez que não o fazem com convicção. O seu único objectivo é afastar o estímulo que lhes produz o medo. São animais que não devem ser tratados com brusquidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agressão por dor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um comportamento que tem uma função protectora para o animal uma vez que é um modo de defesa. Apesar disso, é inaceitável que um animal morda o seu dono quando este, por exemplo, o está a tratar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agressão territorial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um comportamento normal num cão e em muitos casos estimulado pelos próprios donos quando desejam que estes sejam os guardas das suas propriedades. Muitas vezes o animal excede-se nesta conduta e que resulta num problema que há que solucionar. É o caso dos exemplares que tentam morder as visitas, carteiros e qualquer pessoa estranha ao núcleo familiar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Agressão maternal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um tipo de agressão desenvolvida por cadelas com crias de poucos dias de vida. Tem uma forte influência hormonal e depende da relação que tenha com os seus donos e como desenvolve essa conduta com os mesmos. Normalmente passado cerca de um mês de parir, esta conduta desaparece.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Agressão por Complexo de Controlo (antigamente denominada agressão por dominância)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este tipo de agressão é a mais frequente de todos os comportamentos agressivos dos cães. Acontece geralmente em machos não castrados e com mais de 1 ano de idade. Tem mais incidência em animais de raça pura devido ao facto de as qualidades estéticas que são valorizadas nas exposições caninas, tais como cauda erecta, porte altivo, cabeça muito levantada, que são similares às atitudes e gestos próprios de animais dominantes. &lt;br /&gt;Um cão que é agressivo por Complexo de Controlo pode sê-lo com todos ou com algum dos habitantes da casa. Devido ao facto de a comunicação entre os canídeos se fazer através de gestos, posturas e contactos corporais fortes e como o cão é um animal social e gregário, os estímulos específicos que desencadeiam a agressão, são os contactos corporais que os seus donos têm com eles, tais como carícias, escovagem, tentativas para colocação da coleira e trela, etc. Para o dono, o ataque do cão não foi provocado uma vez que somente o estava a acariciar, mas para o cão haveria muitas razões para o agredir. Esta é uma situação muito crítica pois a pessoa agredida tem muita dificuldade em compreender a atitude do seu cão. Apesar disso, quase sempre os animais que sofrem do complexo de controlo avisam antes de chegar à agressão directa (iremos falar destes avisos num dos próximos artigos dedicados à comunicação canina). Resumindo, na agressão por complexo de controlo, o objectivo do cão é ser ele a controlar todos os aspectos da vida comunitária do seu grupo, utilizando todos os meios que tem ao seu dispor, isto devido ao facto do dono não ter sido capaz de exercer ele próprio esse controlo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo artigo iremos falar do diagnóstico e tratamento deste problema condutal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1064540614663640969?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1064540614663640969/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1064540614663640969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1064540614663640969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1064540614663640969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/03/agressividade-canina-ii.html' title='A Agressividade Canina II'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-8935697271682456516</id><published>2009-02-12T10:21:00.008Z</published><updated>2009-03-11T18:16:27.516Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mordidas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agressividade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Antropomorfização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprinting'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adaptação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='socialização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Castigos'/><title type='text'>A Agressividade Canina I</title><content type='html'>Devido à importância e seriedade que este tema tem, iniciamos agora uma série de artigos relacionados com esta área do Comportamento Canino que tem levantado tantas controvérsias, erros e inexactidões quando é abordado. Debruce-mo-nos então, sem preconceitos, sobre a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Agressividade Canina"&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Parte 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Compreender a agressividade canina&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente, a agressividade é o maior e mais complexo dos problemas de comportamento canino, principalmente devido à maneira como é publicitado e também devido ao alcance social que o mesmo atinge. Contudo, a informação que é veiculada pelos média deve ser filtrada e interpretada com precaução, uma vez que existem muitos factores implicados no fenómeno que podem confundir e desvirtualizar a realidade. Por exemplo, segundo um estudo realizado em 2000 só 9,3% das vítimas de mordidas de cães são observados em hospitais. Outro factor importante é a raça, já que algumas são mais mediáticas que outras e consequentemente aparecem com mais frequência na imprensa e, na maioria dos casos, não é solicitado a um especialista em comportamento canino uma análise à situação nem uma pesquisa ao historial dos cães agressores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra estatística diz-nos que, nos Estados Unidos, as mordidas de cães, por ano, variam entre as 500.000 e os 4,7 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os ataques registados, parece que os mais frequentes são os que ocorrem em casa da própria vítima e contra pessoas conhecidas da família ou amigos. Dentro desta estatística são mais frequentes as mordidas a crianças. Segundo Sacks (um dos investigadores que estudaram este fenómeno) é 1,5 vezes mais provável que uma criança seja mordida e 3 vezes mais provável que necessite de tratamento. Além disso correm maior risco os meninos entre os 5 e os 9 anos mais que as meninas e encontrando-se as lesões na cara, pescoço e cabeça com maior frequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo outros estudos parece que as mordidas ocorrem frequentemente sem provocação por parte da vítima. Mas também é certo que a falta de conhecimento da linguagem canina pode levar-nos a estabelecer interacções com o cão sem nos aperceber dos sinais prévios de ataque. Sobre isto, podemos encontrar como causas dos vários ataques, as seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;• Falta de Socialização do cão&lt;br /&gt;• Comportamento da pessoa interpretada pelo cão como provocatória&lt;br /&gt;• Falha na interpretação por parte do cão ou do humano acerca das intenções de cada um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo os investigadores Podberscek e Serpell (1997) os proprietários de cães muito agressivos tendem a permanecer num estado contínuo de excitabilidade e tensão podendo, como consequência, serem emocionalmente instáveis pelo qual têm tendência a aplicar castigos indiscriminadamente e sem coerência, podendo assim, aumentar as condutas agressivas já existentes. Chegam a castigar o cão com admoestações verbais fortes e violência física, sem pensarem que poderá ser mais adequado um treino em obediência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tem sido sublinhado nos vários artigos que temos publicado, o comportamento é o resultado da interacção complexa entre genes e meio ambiente. Sendo assim, segundo a população estudada e os dados disponíveis, podemos encontrar estatísticas que dão como mais frequentes os ataques de fêmeas de tamanho pequeno dentro da própria família, de machos castrados com menos de 1 ano de idade, de cães entre 1 e 3 anos ou de cães com determinadas características fenótipas que se assemelham a raças muito massacradas pelos meios de comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como realçámos no artigo dedicado ao imprinting e socialização, estes dois processos de aprendizagem têm um papel fulcral na prevenção deste problema social, assim como a capacidade de certas raças para interpretar os sinais dos seus congéneres e serem capazes assim, de resolverem os conflitos mediante comunicações intra-especificas de apaziguamento e não com lutas crónicas e intermináveis. E este é outro dos efeitos da domesticação a que se somam a antropomorfização levada a cabo pelos proprietários e a incapacidade de interpretar a linguagem dos seus cães.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Reconhecer um comportamento agressivo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista psicológico, a agressividade é a activação de uma resposta ante um estímulo de stress adverso (negativo) para recuperar o controlo e/ou evitar a perca do mesmo. Quando falamos em stress referimo-nos a qualquer força imposta ao cão que requer ou obriga a mudanças ou adaptação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na maioria das vezes os donos não têm consciência que os seus cães estão sempre a aprender. Nem tão pouco têm a noção de que muitas vezes estão a reforçar condutas agressivas. O nosso cão aprende todos os dias nos encontros com outros cães e pessoas, dentro de casa, nos jogos e interacções connosco e muito mais aprende se permitimos que o cão saia só e possa deambular pelas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforçamos involuntariamente a agressividade se num desses encontros dizemos ao nosso cão: “calma boby, tranquilo” ou simplesmente o acariciamos em vez de ordenarmos que se sente ou deite. Recompensamo-lo igualmente quando o olhamos com ar de aprovação da acção.&lt;br /&gt;Se o resultado da agressão é a tomada de controlo da situação por parte do cão e assim resolve o conflito, este comportamento converte-se num êxito para ele e voltará a usá-la quando se lhe apresente o momento adequado numa situação se não igual, pelo menos comparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas vezes os donos de cães não reconhecem que o seu pode ser agressivo, até à altura em que este morda e provoque graves danos. Apesar disso existem outros sinais ou condutas que podem ser entendidas por agressivas, como comportamentos de evitação, rosnadelas, posturas desafiantes e intenção de morder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que o especialista em comportamento canino possa compreender o grau e tipo de agressividade do cão que está a analisar, seria necessário que o dono descrevesse fielmente a ou as situações em que o cão tem esse comportamento, coisa que na maioria das vezes não sucede devido à tendência ao antropomorfismo do dono. Como é muito difícil filmar todas as situações, é de extrema importância que o dono relate fielmente tudo o que se passou e o que despoletou a agressão e sobre os momentos anteriores e posteriores à mesma, os cães a as pessoas participantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo artigo vamos falar dos vários tipos de agressão canina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-8935697271682456516?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/8935697271682456516/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=8935697271682456516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8935697271682456516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8935697271682456516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/02/agressividade-canina.html' title='A Agressividade Canina I'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7455191227430161362</id><published>2009-01-13T12:46:00.004Z</published><updated>2009-01-20T10:45:01.666Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='etapas vitais'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprinting'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='período juvenil'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='neo-natal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fase da maturidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='socialização'/><title type='text'>Etapas vitais do cão doméstico</title><content type='html'>Este é um artigo que se reveste de primordial importância para os criadores, mas não deixa de ser interessante para todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, estão ligados aos cães das mais variadas maneiras; criadores, proprietários, adestradores, veterinários ou simplesmente amantes e estudiosos do fenómeno canino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há duas fases da vida do cachorro que considero de extrema importância para o desenvolvimento da estrutura mental do futuro cão: as fases do imprinting e da socialização. É nestes dois períodos da vida do cachorro que é definido o cão que iremos ter no futuro: se são mal executadas teremos um exemplar cheio de problemas de índole social, se forem bem conduzidas é certo que seremos recompensados com cães alegres, extrovertidos e bem integrados na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi, para melhor compreensão dos leitores, estruturar cronologicamente o artigo, iniciando a descrição das referidas etapas no nascimento do cachorro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Período neo-natal (nascimento até à 2ª semana)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;- 90% do tempo investido na alimentação e no sono.&lt;br /&gt;- Estimulação materna da zona ano-genital com finalidade de induzir a micção e a  defecação dos cachorros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Período de transição, critico ou “Imprinting” (3ª e 4ª semanas)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Inicia-se a independência nas condutas de eliminação.&lt;br /&gt;- Inicio dos comportamentos lúdicos e exploratórios.&lt;br /&gt;- Inicio do processo de “Imprinting”.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;“Imprinting”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceito lançado pela primeira vez pelo naturalista Austríaco Konrad Lorenz (1903 – 1989) Prémio Nobel da Medicina em 1973 e considerado o pai da Etologia Moderna. Ele demonstrou que, no trabalho que realizou com gansos, estes seguiriam o primeiro objecto em movimento que encontrassem no seu meio envolvente, mal saíssem dos ovos, ocorrendo assim uma ligação social entre o pequeno ser e o objecto ou organismo que eles vissem em primeiro lugar. Foi o caso da experiência realizada pelo próprio Konrad Lorenz que ao criar uma ninhada de gansos cinzentos desde a oclusão dos ovos, os pequenos gansos o tomaram como sua mãe, seguindo-o incondicionalmente e, mesmo depois de se tornarem adultos, manifestaram sempre maior preferência por ele do que pelos outros gansos.&lt;br /&gt;O comportamento de um animal, de qualquer animal, é o resultado da interacção de dois factores fundamentais: a genética e o meio ambiente, e em muitos casos é quase impossível separar o aspecto filogenético (Incluído no seu material genético. Herdado) do ambiental. Um dos exemplos mais curiosos dessas influências no referido comportamento animal é o chamado “imprinting” (estampagem ou impregnação em português, apesar do termo, em si ser intraduzível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O imprinting é a primeira e mais duradoura forma de aprendizagem. Graças a ela, o animal aprende a ser membro da sua espécie, enquanto estabelece relações com os de outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as espécies existe um período, denominado período crítico, durante o qual o factor ambiental é mais susceptível de influenciar o comportamento e é nesse espaço de tempo da vida do animal que a acção do imprinting resulta particularmente intensa e duradoura, tendo grande importância no desenvolvimento dos padrões ontogenéticos (desenvolvidos durante o período de vida do animal) ou vitais.&lt;br /&gt;O período crítico não é o mesmo em todas as espécies. Nas aves, por exemplo, por pertencerem a espécies precociais (espécies de rápido desenvolvimento. Necessitam de poucos cuidados parentais. Contrário de espécies altriciais), o referido período emerge logo nas primeiras horas depois do nascimento. Nos canídeos esse espaço de tempo inicia-se à terceira semana de vida, quando os cachorros começam a abrir os olhos, e a ouvir. &lt;br /&gt;É importante que, nesta fase, a mãe esteja presente na altura do desenvolvimento sensorial dos cachorros, pois será ela o primeiro elemento que eles verão e será nela que se fixarão como pertencentes a uma determinada espécie.&lt;br /&gt;Para a mãe também é extremamente importante esta fase, pois o desenvolvimento do comportamento maternal da fêmea está caracterizado pela aparição de um período sensível em que ela aprende a reconhecer as suas próprias crias assegurando, desta forma, que o instinto maternal se mantenha durante a época de amamentação.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Período sensível ou de socialização. (da 5ª à 12ª semana)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o mais importante da vida do cão. &lt;br /&gt;- Acaba o “imprinting”.&lt;br /&gt;- Começa a exploração ano-genital e a relação social com os parentes.&lt;br /&gt;- Esta fase acaba quando observamos uma reacção elevada de medo perante um estímulo novo.&lt;br /&gt;- É o momento de começar a trabalhar as condutas instintivas.&lt;br /&gt;- Inicia-se a socialização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Socialização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos canídeos o período de socialização está compreendido entre as 5 e as 12 semanas. Podemos definir esse período como o espaço de tempo compreendido entre o início da maturidade sensorial e a consolidação das estruturas nervosas que controlam a resposta de medo perante situações novas. É ainda durante este espaço de tempo que se dá o desenvolvimento sensorial e locomotor do animal e, graças a ele, o cachorro aprende a deslocar-se, explorar o seu meio envolvente e a interagir com os demais. Às 12 semanas acaba este período com a primeira demonstração de medo como resposta a alguns estímulos novos. &lt;br /&gt;Em determinadas espécies, como os canídeos parece que se produz uma aceitação implícita do humano como companheiro social em pé de igualdade com os membros da sua própria espécie. Uma exposição breve durante o período sensível ou de socialização é suficiente para que se estabeleça uma relação normal com os seres humanos. É nesta fase que o cachorro deve iniciar o contacto com outros cães e fundamentalmente, com adultos e crianças. É a altura de colocar o cachorro perante situações novas parecidas com as que encontrará na fase adulta.&lt;br /&gt;Se até à 14ª semana não se proceder a esta integração do cachorro na sociedade onde irá viver, este deixará de responder e o seu futuro comportamento tenderá para a anormalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta fase de socialização é particularmente importante para a vida futura do cachorro e daqueles que com ele irão conviver. É aqui que se irão lançar as bases que definirão a estrutura mental e social de um cão. 90% dos problemas comportamentais anómalos e desviantes de cães que têm chegado ao nosso conhecimento, têm origem numa deficiente, mal conduzida e mal executada fase de socialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Período Juvenil. (da 13ª semana à maturidade sexual)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Desenvolvimento da capacidade motora.&lt;br /&gt;- Respostas de medo mais intensas.&lt;br /&gt;- Aumenta a dificuldade de socialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Fase da maturidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fixação dos padrões de conduta.&lt;br /&gt;- Aumento da capacidade de aprendizagem.&lt;br /&gt;- Aparecem os problemas comportamentais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este artigo espero ter contribuído para uma melhor compreensão, principalmente por parte dos criadores, das etapas por que um cão passa desde o seu nascimento à fase adulta. Apelo aos criadores, a fim de evitar problemas adjacentes, que se debrucem mais na socialização dos cachorros, preocupem-se fundamentalmente em proporcionar aos cachorros a possibilidade de serem confrontados com todo o tipo de situações, de ruídos, de dificuldades para ultrapassar,  apresentem-nos a animais da mesma e de outras espécies, etc., para que os problemas que existem actualmente com a maioria dos cães não se venham a verificar no futuro, não só para bem deles mas principalmente para o bem da sociedade. Numa palavra: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Dêem aos cães a possibilidade de serem cães.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7455191227430161362?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7455191227430161362/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7455191227430161362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7455191227430161362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7455191227430161362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2009/01/etapas-vitais-do-co-domstico.html' title='Etapas vitais do cão doméstico'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7298051066108046385</id><published>2008-12-17T12:38:00.000Z</published><updated>2008-12-17T17:08:32.674Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Instintos Básicos de Sobrevivência e Procriação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lobos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ciência do Comportamento'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evolução Darwiniana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comunicação Canina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Domesticação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Selecção Artificial'/><title type='text'>Será que co-habitamos com um Lobo?</title><content type='html'>Como foi amplamente analisado num artigo anterior, hoje temos 100% de certeza que o nosso cão (canis familiaris) descende do Lobo (canis lupus). Os testes entretanto realizados provam que a sequência de ADN mitocondrial de ambas as espécies são iguais em 99,8%. Portanto, seguindo a tese da evolução Darwiniana convivemos diariamente com um Lobo carregado com 16000 anos de domesticação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-á dizer que esse período de tempo é o suficiente para obtermos uma espécie construída à nossa imagem e às nossas necessidades? Os que pensam desta forma têm a seu favor o facto de que, através da Selecção Artificial, terem-se conseguido multiplicar raças com determinadas características, cada uma delas programadas geneticamente. Através da sequência de cruzamentos, conseguiu-se o aperfeiçoamento dessas mesmas características para fins específicos: cão de pastoreio, de caça, de cobro, de guarda, de tracção, etc., e mais recentemente, depois do advento da implementação da Etologia como Ciência do Comportamento e dos estudos subsequentes sobre a aprendizagem, através do adestramento científico foram-se especializando cães com o objectivo de ajudar o homem noutras áreas, como é o caso dos cães-guia de invisuais, cães de terapia, de busca e salvamento, detecção de drogas e armas, de despiste de algumas patologias como alguns tipos de neoplasias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois, mas também há quem advogue que, em termos evolutivos, 16 000 anos é um período demasiado curto para que uma nova espécie seja criada despojada de todas as ligações genéticas, instintivas e comportamentais que as unia à que a precedeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, estamos numa encruzilhada e daí a pertinência da pergunta:&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Será que convivemos diariamente com um Lobo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o leitor observa atentamente um grupo de cães em liberdade, constata que existe uma série de posturas ritualizadas que estes adoptam com um vincado cariz organizacional muito estruturado. Podemos observar claramente que existe uma perfeita hierarquização no grupo: há um chefe que eles sabem qual é, e depois há os subordinados que não se importam de o ser, desde que, para bem do grupo, seja emanada uma liderança segura e convincente por parte do chefe. Como demonstração da aceitação desse facto, os cães comunicam entre si através de uma série de tipos de linguagem intra-especifica que vão desde o olhar, a uma vasta panóplia de vocalizações, posturas corporais específicas, colocação da cauda, expressões faciais, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando – não tantas quanto desejávamos – somos brindados com documentários televisivos sobre Lobos. Aí podemos observar, com admiração e alguma incredulidade, as parecenças que existem entre o comportamento das alcateias e a das matilhas de cães em liberdade. Todo o conjunto dos vários tipos de comunicação e organização social que tínhamos observado nos cães, estávamos agora a apreciar nos Lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dúvida adensa-se: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Será que o nosso inofensivo cão é um Lobo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para tentarmos compreender melhor esta temática, falemos de comportamentos instintivos procurando fazer uma analogia entre o cão e o Lobo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando estamos a brincar com o cão atirando uma bola ou um pau para ele ir buscar, estamos a desenvolver-lhe sequencialmente dois instintos primários típicos dos Lobos: o Instinto de caça – correr para alcançar – e o instinto de presa – agarrar com os dentes. Estes são dois dos instintos mais básicos dos Lobos e que têm entre si um denominador comum: sobrevivência.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O ladrar ao carteiro ou ao transeunte que passa junto dos muros da nossa propriedade, não tem para nós um significado muito especial, mas para o cão é um comportamento instintivo herdado dos seus ancestrais, os Lobos. O instinto de guarda é aquela conduta que os Lobos utilizam para proteger a alcateia dos invasores, ou dos predadores, como os ursos ou o próprio homem. Nos cães esse instinto é inato e não tem a ver com raças. Quantas vezes ouvimos um chihuahua ou um pinscher a ladrar da mesma forma que um pastor alemão ou um dobermann, quando nos aproximamos dos seus territórios? &lt;br /&gt;Territórios esses que são de tal maneira guardados e protegidos, por serem escassos, que os seus ocupantes, de tão zelosos que são, têm o cuidado de os delimitar marcando-os com a sua própria urina, para que um possível intruso saiba que o mesmo já tem dono impedindo-o de se aventurar em o ocupar. Assim como identificar possíveis visitantes através do cheiro da zona anal com o objectivo de saber se pertence ou não ao grupo residente. Quantas vezes já vimos os nossos cães alçar a pata e urinar contra o muro de entrada da nossa propriedade, e quantas vezes deparámos com a desagradável situação de vermos o nosso cão cheirar o traseiro do cão do vizinho. Não existe nada de estranho neste comportamento, eles estão unicamente a fazer o que lhes está nos genes e a comportar-se como os seus ancestrais, tentando defender o seu território e a sua “matilha” humana.        &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ficamos aflitos quando o nosso cão desaparece sem motivo aparente e, depois de muita procura, o encontramos num grupo de outros cães que, aparentemente, nada têm em comum. Mas o facto é que têm: uma fêmea na fase produtiva do ciclo estral. Ficamos horrorizados e sem entender porque é que o nosso super premiado poodle se misturou com aqueles rafeiros mal cheirosos. Mas é verdade, o nosso cãozinho de estimação, durante esse período, deixou de ser um cão para se transformar num Lobo. O instinto de procriação é muito forte e a passagem dos genes para a geração seguinte é um dos objectivos de vida de todos os seres vivos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três instintos básicos inerentes quer a cães, quer a Lobos: &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Sobrevivência, Protecção e Procriação. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, chegamos à seguinte conclusão: aquele que dorme, come e brinca connosco, que nos deixa meter a mão na boca, que é afagado por nós, que partilha os nossos sentimentos e as nossas emoções não é nem mais nem menos que um... &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;LOBO&lt;/span&gt; com um percurso evolutivo de 16000 anos, daí que a designação científica mais correcta seria: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Canis Lupus Familiaris&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7298051066108046385?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7298051066108046385/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7298051066108046385&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7298051066108046385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7298051066108046385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/12/ser-que-co-habitamos-com-um-lobo.html' title='Será que co-habitamos com um Lobo?'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-8000131094794789393</id><published>2008-12-01T16:46:00.000Z</published><updated>2008-12-02T12:53:06.941Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filhos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Brinquedos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='convivência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Crianças'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bébés'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Linguagem Canina'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lobo'/><title type='text'>Crianças e Cães</title><content type='html'>Muitos dos problemas que surgem entre crianças e cães, infelizmente terminam em tragédia, com a criança a ser mordida, com maior ou menor gravidade, podendo sofrer graves danos físicos e emocionais para o resto da sua vida e o cão a ser abatido.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Aos primeiros sinais de conflito entre ambos, devem ser tomadas medidas preventivas imediatamente. Quando um cão morde uma criança a responsabilidade é sempre do adulto que tem ambos ao seu encargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a criança e o cão não se entendem gerando uma relação conflituosa, é porque houve uma falha não só na socialização do cão, na idade respectiva, como na educação da criança que não sabe respeitar o cão como tal. Desculpas e explicações são inúteis depois do acidente ter acontecido. A criança nunca deve pagar o preço da ignorância e da negligência do adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclusivamente no caso de que proprietário do cão não tenha filhos, nem tenha intenção de os vir a ter, deve ensinar o cão a aceitar as crianças e a comportar-se correctamente na sua presença. Haverá sempre um dia em que seremos visitados por amigos que possuem filhos e aí poder-se-á desencadear o problema. Uma criança ser mordida por um cão, além de ser doloroso para aquela é muito problemático para o dono do cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que estar muito atento às seguintes situações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nunca deve permitir que o cão agarre com a boca os brinquedos das crianças. Se isso acontecer, ensinamos a criança a nunca tentar tirar-lho da boca e pedir a um adulto para o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não permitir que crianças e cães joguem à bola juntos, pois inevitavelmente irão produzir-se confrontações com consequências imprevisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ensinar a criança que não deve correr na presença de um cão, já que irá incitar o cão a persegui-lo desencadeando-lhe o instinto de caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ensinar o cão a não saltar com o propósito de saudar as pessoas, pois irá, de certeza, assustar as crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não permitir que crianças e cães durmam juntos. Esta intimidade pode ser mal interpretada pelo cão dando como resultado comportamentos dominantes para com a criança. Também pode dar lugar a reacções alérgicas nas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não permitir que crianças e cães comam juntos. A proximidade da comida é um factor que pode desencadear um estado de alerta, especialmente intenso, no cão e possivelmente ter como resultado agressividade por dominância. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ensinar à criança um dos princípios básicos da linguagem canina que é o facto de que o abraçar um cão, para o humano, é uma demonstração de afecto, mas para o cão esse acto pode ser interpretado erroneamente como sendo um gesto de dominância com consequências catastróficas. Etologicamente só existe abraço quando existe uma tentativa de monta e é nesse contexto que o cão interpreta um abraço humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adulto deve sempre mostrar respeito por todos os animais e formas de vida. Está provado que as crianças reproduzem as atitudes dos seus pais na grande maioria dos casos. Apesar disso, as crianças podem ser excelentes adestradores quando têm bons mestres. Através de estudos realizados concluiu-se que as crianças são significativamente mais rápidas que os adultos no ensino de novos comportamentos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este artigo pensamos que ajudámos a contribuir para uma mudança de mentalidades em relação à convivência entre o cão e o seu companheiro humano mais novo. Queríamos sublinhar que, um cão é a evolução de um animal selvagem, o Lobo, como tal, a sua fiabilidade é colocada em causa quando os instintos básicos de sobrevivência e reprodução se sobrepõem a qualquer tipo de convivência com o seu domesticador. Com isto queremos dizer que um bebé ou uma criança &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nunca&lt;/span&gt; devem ser deixadas sós com os cães mesmo que estes sejam de propriedade da família.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-8000131094794789393?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/8000131094794789393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=8000131094794789393&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8000131094794789393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8000131094794789393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/12/crianas-e-ces.html' title='Crianças e Cães'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7620759753710139938</id><published>2008-11-10T16:05:00.000Z</published><updated>2008-11-10T16:41:42.978Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='convivência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cães'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hierarquia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='bébés'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='co-habitação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='família'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educação'/><title type='text'>A chegada de um Bébé a casa</title><content type='html'>Finalmente um bebé irá aumentar a família. É uma grande notícia há muito esperada, mas… existe um problema: o cão. A angústia e a incerteza começa a tomar conta dos elementos da família e começa a colocar-se a hipótese de bebé e cão terem uma existência conjunta incompatível. Nada de mais errado. O cão é um elemento que tem o seu lugar no seio da estrutura familiar, como tal, o que temos que fazer é enquadrá-lo nessa estrutura e fazê-lo entender qual é o seu lugar na dita.&lt;br /&gt;Um cão bem-educado, socializado correctamente em vez de humanizado, equilibrado e perfeitamente hierarquizado, normalmente não coloca problemas, pois conhece qual a sua posição no seio familiar aceitando o bebé como mais um membro da sua matilha ao qual terá que respeitar e obedecer. &lt;br /&gt;Este artigo é dedicado a todos os proprietários de cães que, por desconhecimento ou inépcia, estão enquadrados no grupo daqueles para quem o cão está perfeitamente em contraponto com aquilo que foi dito no parágrafo anterior.&lt;br /&gt;Sendo assim, vamos começar a mudar a nossa conduta em relação ao nosso amigo canino. Para isso vamos dividir este procedimento em quatro etapas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Antes da chegada do Bebé. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objectivo deste procedimento é o de baixar o nível hierárquico que o cão tem actualmente dentro da família, como tal vamos alterar hábitos que existiam e proceder como se o bebé já convivesse com a família tendo como propósito o de dar a entender ao cão que, como quando o bebé verdadeiramente chegar, as atenções irão ter que ser divididas pelos dois, mas numa percentagem maior para o bebé.  &lt;br /&gt;Vamos progressivamente começar a dar menos festas e menos atenção ao cão. Os passeios e as horas dos mesmos vão ser alteradas e deixam de ser com horário certo e serem feitos sempre nos mesmos locais.&lt;br /&gt;Os rituais da comida também vão ser alterados, passa a comer somente depois dos donos terem comido. Retira-se o comedor, ainda com comida, com alguma frequência para que o cão entenda que só come aquilo, e quando o dono quiser, não sendo admitidas quaisquer rosnadelas ou outro tipo de ameaças.&lt;br /&gt;Temos que ser consequentes com estes procedimentos. Se não conseguirmos realizá-los, deve-se chamar um profissional para que o faça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Evitar traumas na introdução do bebé em casa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que o bebé entrar em casa deve ser logo apresentado ao cão e deixar que este o cheire e faça o seu reconhecimento. Como é óbvio, temos que ter sempre o controlo da situação. Este primeiro contacto convém que seja o mais agradável possível para o cão e premiá-lo sempre que este mostrar uma atitude calma e de aceitação do novo membro.&lt;br /&gt;Se possível, antes de trazermos o bebé para casa, pegamos numa peça de roupa com o cheiro deste e damos ao cão a cheirar para que este grave na sua memória olfactiva mais este odor. Podemos igualmente gravar o choro do bebé e deixar que o cão o oiça para se habituar a esses novos ruídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Correcta integração do bebé na estrutura hierárquica da família.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão deve participar em todos os momentos em que o centro das atenções seja o bebé.&lt;br /&gt;Se eventualmente num determinado momento o cão apoia a cabeça no bebé não nos devemos preocupar, está dando a entender que o considera inferior. Os cães extrapolam atitudes de matilha canina na matilha humana. Mais adiante colocaremos o bebé no lugar correspondente no seio da matilha humana.&lt;br /&gt;Se pelo contrário observarmos que o cão manifesta uma atitude que não é a adequada, será repreendido pelo líder da matilha humana. Não é aconselhável enviar o cão para outro local da casa, pois o ideal é que o problema seja resolvido na altura e sem adiamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aumento progressivo do posto hierárquico da criança.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Chegou a altura de elevar o posto da criança perante o cão. Se o trabalho foi efectuado correctamente antes a chegada do bebé, será muito mais fácil ultrapassarmos esta fase.&lt;br /&gt;Começamos por deixar ser a criança a dar a comida ao cão e a retirar o comedor ainda com ração, sempre sob a nossa supervisão.&lt;br /&gt;Obrigamos o cão a deitar-se para que a criança o acaricie e o escove.&lt;br /&gt;Quando a criança já falar ensinamos-lhe os comandos a que o cão está habituado, tais como, senta, deita, quieto, etc.      &lt;br /&gt;À medida que a criança for crescendo, ensinamos-lhe outros exercícios mais complexos, como por exemplo: tirar-lhe um brinquedo da boca. Sempre sob a nossa supervisão.&lt;br /&gt;A alegria de sermos pais não pode ser ensombrada por possuirmos um cão.&lt;br /&gt;Podemos perfeitamente conciliar e até potenciar, a presença de um cão e de um bebé recém-chegado a casa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7620759753710139938?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7620759753710139938/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7620759753710139938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7620759753710139938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7620759753710139938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/11/chegada-de-um-bb-casa.html' title='A chegada de um Bébé a casa'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-9121380167519882662</id><published>2008-10-24T15:49:00.001+01:00</published><updated>2010-12-03T11:42:13.791Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sociabilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aprendizagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Adestrar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Educar'/><title type='text'>Educar, Adestrar e Treinar</title><content type='html'>Por ser um tema polémico - é abordado em muitas discussões e em tertúlias caninas - estes três conceitos têm-se tornado objecto de discordâncias em relação ao papel de cada um na evolução da aprendizagem do cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que, de uma vez por todas, se esclareça a importância que cada um deles têm no contexto em que se inserem, iremos de seguida ressaltar a importância de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recorrendo-me do Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, etimologicamente Educação é a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“acção de desenvolver no indivíduo, especialmente na criança ou no adolescente, as suas capacidades mentais e físicas e de lhe transmitir valores morais e normas de conduta que visam a sua integração social”&lt;/span&gt;. Adestramento é a &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“acção ou resultado de ensinar, exercitar e potencializar conceitos de formação específica”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para facilitar a compreensão dos três conceitos e a diferença existente entre ambos, vamos utilizar o exemplo do ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O produto final de um ser vivo é o resultado da interacção do seu potencial genético com o meio em que se desenvolve. Sendo assim, podemos chegar à conclusão que, no ser humano, como no cão ou em qualquer ser vivo, a influência genética é pouco relevante na formação da personalidade de um indivíduo. Resta-nos a envolvente social para formarmos e moldarmos o carácter de cada ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criança desde que nasce, começa a ser educada segundo os padrões culturais dos seus pais, através da experiência adquirida por estes e dos valores que defendem, irão ser transmitidas aos filhos com o objectivo de torna-los nos adultos de amanhã moldados à sua imagem ou à imagem daquilo que acham ser o tipo ideal; moral e socialmente. Assim, nos primeiros anos irão ser-lhes administrados conceitos básicos que, apesar de tudo, serão muito úteis e totalmente necessários para a vivência em sociedade: o conceito de hierarquia, a coesão familiar, ensiná-los a alimentarem-se, a vestirem-se, a sua higiene pessoal, os valores da solidariedade, da amizade, da honra, etc., a maneira como aceitar e lidar com os estranhos à família e muitos outros conceitos de primeira necessidade que lhes possibilitarão enfrentar o dia a dia. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Isto é educar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aprendizagem mais formal e com objectivos de formação mais específica é aquela que é administrada nos bancos das escolas primeiro e nos anfiteatros das Universidades depois, administrados por pessoas com formação especifica para o fazer. Ler, escrever, deduzir matematicamente, interrelacionar conceitos de história, geografia, física, química, etc., adquirir cultura geral, enfim, formar-se intelectualmente. &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Isto é aprender e desenvolver o intelecto.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Depois de toda esta aprendizagem e do investimento na formação, precisamos de a colocar em prática. Para isso precisamos de ganhar experiência na actividade para o qual nos formámos, precisamos de praticar com vista a melhorar as nossas performances e a tornar-mo-nos mais competentes na profissão que escolhemos. Neste caso estamos a &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;treinar&lt;/span&gt; os nossos atributos com vista a exercitar, a aperfeiçoar e a melhorar os conceitos já adquiridos.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Pois, se para nós humanos, isto é tão claro, porque não o será também para os cães? Não estarão neles relacionados estes ciclos de vida à semelhança do que acontece com os nossos filhos? Não necessitam eles de se socializarem e de se hierarquizarem? Não estamos nós obrigados a ensiná-los a comer a horas e em sítios certos, a fazerem as suas necessidades nos locais apropriados, a brincar, a jogar, a interagir connosco e com os da sua espécie, em suma, a torná-los sociáveis? &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Isto é educar um cão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso está muito correcto, mas essa aprendizagem ficaria incompleta se não conseguíssemos interagir e interrelacionar com eles de uma forma completa. Para isso o cão precisa de aprender mais e neste caso é uma aprendizagem já não tão abrangente do ponto de vista social e de cuidados primários de sobrevivência, mas mais específica em termos de obediência básica e social. Para vivermos em paz e harmonia com o nosso amigo canino ele tem que saber andar ao lado do dono calma e ordenadamente, tem que se sentar e deitar ao mando do dono, tem que saber ficar quieto e calmo quando o dono vai ao café ou à padaria, tem que vir quando é chamado, etc. E aqui, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;vamos ter que adestrar o nosso cão nessa componente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nos humanos, há alguns cães que possuem características de carácter e capacidades intrínsecas para irem mais além na sua aprendizagem e esses, se tiverem um dono que esteja disposto a com eles colaborar para melhorar as performances, podem ir mais além numa actividade ou desporto canino. Neste caso, vamos melhorar, aperfeiçoar e potencializar a aprendizagem que foi feita durante a fase do adestramento com vista a tornar o cão mais competente na área do desporto ou da actividade que escolheu e para ser cada vez melhor e mais consistente no trabalho que realiza. Neste caso, &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;estamos a treinar o nosso cão.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do que foi dito podemos deduzir que, e infelizmente é pratica corrente em muitas das nossas escolas de adestramento canino, adestrar um cão que não tenha as bases consolidadas da sua educação primária é a mesma coisa que colocar uma criança de sete anos a tirar uma licenciatura em Engenharia ou em Medicina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, é importante adiantar que tudo o que foi exposto, não é o resultado de uma mera opinião do articulista mas baseado em estudos efectuados pelos mais conceituados especialistas em Comportamento Canino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-9121380167519882662?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/9121380167519882662/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=9121380167519882662&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/9121380167519882662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/9121380167519882662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/10/educar-e-adestrar.html' title='Educar, Adestrar e Treinar'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-8826633176860414720</id><published>2008-10-02T10:53:00.000+01:00</published><updated>2008-10-17T10:48:48.476+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nobel da Medicina 1973'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprinting'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamentos anómalos ou desviantes'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Comportamento Animal'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Aprendizagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etologia Moderna'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='socialização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Konrad Lorenz'/><title type='text'>"Imprinting" e Socialização</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Imprinting”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conceito lançado pela primeira vez pelo naturalista Austríaco Konrad Lorenz (1903 – 1989) Prémio Nobel da Medicina em 1973 e considerado o pai da Etologia Moderna. Ele demonstrou que, no trabalho que realizou com gansos, estes seguiriam o primeiro objecto em movimento que encontrassem no seu meio ambiente, mal saíssem dos ovos, ocorrendo assim uma ligação social entre o pequeno ser e o objecto ou organismo que eles vissem em primeiro lugar. Foi o caso da experiência realizada pelo próprio Konrad Lorenz que ao criar uma ninhada de gansos cinzentos desde a oclusão dos ovos, os pequenos gansos o tomaram como sua mãe, seguindo-o incondicionalmente e, mesmo depois de se tornarem adultos, manifestaram sempre maior preferência por ele do que pelos outros gansos.&lt;br /&gt;O comportamento de um animal, de qualquer animal, é o resultado da interacção de dois factores fundamentais: a genética e o meio ambiente, e em muitos casos é quase impossível separar o aspecto filogenético[1] do ambiental. Um dos exemplos mais curiosos dessas influências no referido comportamento animal é o chamado “imprinting” (estampagem ou impregnação em português, apesar do termo, em si ser intraduzível).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;O imprinting é a primeira e mais duradoura forma de aprendizagem. Graças a ela, o animal aprende a ser membro da sua espécie, enquanto estabelece relações com os de outra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todas as espécies existe um período, denominado período crítico, durante o qual o factor ambiental é mais susceptível de influenciar o comportamento e é nesse espaço de tempo da vida do animal que a acção do imprinting resulta particularmente intensa e duradoura, tendo grande importância no desenvolvimento dos padrões ontogenéticos[2] ou vitais.&lt;br /&gt;O período crítico não é o mesmo em todas as espécies. Nas aves, por exemplo, por pertencerem a espécies precociais[3], o referido período emerge logo nas primeiras horas depois do nascimento, nos canídeos esse espaço de tempo inicia-se à terceira semana de vida, quando os cachorros começam a abrir os olhos, e a ouvir. &lt;br /&gt;É importante que, nesta fase, a mãe esteja presente na altura do desenvolvimento sensorial dos cachorros, pois será ela o primeiro elemento que eles verão e será nela que se fixarão como pertencentes a uma determinada espécie.&lt;br /&gt;Para a mãe também é extremamente importante esta fase, pois o desenvolvimento do comportamento maternal da fêmea está caracterizado pela aparição de um período sensível em que ela aprende a reconhecer as suas próprias crias assegurando, desta forma, que o instinto maternal se mantenha durante a época de amamentação.   &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Socialização&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos canídeos o período de socialização está compreendido entre as 5 e as 12 semanas. Podemos definir esse período como o &lt;span style="font-style:italic;"&gt;espaço de tempo compreendido entre o início da maturidade sensorial e a consolidação das estruturas nervosas que controlam a resposta de medo perante situações novas.&lt;/span&gt; É ainda durante este espaço de tempo que se dá o desenvolvimento sensorial e locomotor do animal e, graças a ele, o cachorro aprende a deslocar-se, explorar o seu meio envolvente e a interagir com os demais. Às 12 semanas acaba este período com a primeira demonstração de medo como resposta a alguns estímulos novos. &lt;br /&gt;Em determinadas espécies, como os canídeos parece que se produz uma aceitação implícita do humano como companheiro social em pé de igualdade com os membros da sua própria espécie. Uma exposição breve durante o período sensível ou de socialização, é suficiente para que se estabeleça uma relação normal com os seres humanos. É nesta fase que o cachorro deve iniciar o contacto com outros cães e fundamentalmente, com adultos e crianças. É a altura de colocar o cachorro perante situações novas parecidas com as que encontrará na fase adulta.&lt;br /&gt;Se até à 14ª semana não se proceder a esta integração do cachorro na sociedade onde irá viver, este deixará de responder e o seu futuro comportamento tenderá para a anormalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta fase de socialização é particularmente importante para a vida futura do cachorro e daqueles que com ele irão conviver. É aqui que se irão lançar as bases que definirão a estrutura mental e social de um cão. 90% dos problemas comportamentais anómalos e desviantes de cães que têm chegado ao nosso conhecimento, têm origem numa deficiente, mal conduzida e mal executada fase de socialização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Glossário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[1] Filogenético – Incluído no seu material genético. Herdado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Ontogenéticos – Desenvolvidos durante o período de vida do animal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Espécies precociais – Espécies de rápido desenvolvimento. Necessitam de poucos cuidados parentais. Contrário de Espécies altriciais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-8826633176860414720?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/8826633176860414720/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=8826633176860414720&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8826633176860414720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8826633176860414720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/10/imprinting-e-socializao.html' title='&quot;Imprinting&quot; e Socialização'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1188194806704590843</id><published>2008-09-12T10:55:00.000+01:00</published><updated>2008-09-12T10:59:25.102+01:00</updated><title type='text'>A Comunicação Canina - "Sinais e Displays"</title><content type='html'>A exemplo do que acontece em todas as espécies, os “sinais” no cão são uma forma de comunicação, imprescindíveis quando um individuo quer transmitir algo “importante” e que tenha a ver com a sua sobrevivência ou reprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um “sinal” só pode considerar-se como tal, quando ao ser lançado pelo emissor, consegue modificar o comportamento do receptor. Queremos dizer com isso que se este não acusa a recepção, a comunicação não está correcta e o emissor fracassou na sua intenção de comunicar algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os humanos é normal comunicarmos sem obtermos resposta. Se quando falamos em público, coçamos a barba ou cofiamos o bigode, o que realmente queremos dizer é que encontramo-nos inquietos ou nervosos e o que percebe o receptor é: “a barba e o bigode picam-lhe”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação, cultura ou comportamentos adquiridos, levam-nos inclusivamente a mudar de passeio se vemos um individuo embriagado cambaleando. Para nós é um sinal de perigo quando, realmente o que quer comunicar o emissor, é: “sinto-me mal”. Afinal ninguém entende o nosso nervosismo ao falar em público nem o pobre embriagado que, em vez de receber ajuda, provoca repulsão quando não, medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente nos dois exemplos expostos, o receptor não modificou a sua conduta e, se o fez não foi no sentido pretendido pelo emissor. Queremos dizer que o que foi transmitido não foi um “sinal”. Portanto podemos definir uma comunicação autêntica como: “processo pelo qual os emissores usam “sinais”, especialmente desenvolvidos para modificar o comportamento dos receptores”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, a Comunicação só existe quando emitida por “A” afecta a conduta de “B”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “sinal” entre os animais actua de três formas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    a. Resposta imediata do comportamento do receptor.&lt;br /&gt;         Cão gane, guia observa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    b. Resposta subtil.&lt;br /&gt;         Macho marca território e outro cão desvia-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    c. Espaçados no tempo.&lt;br /&gt;         Cachorro destrói algo durante a noite, guia aborrece-se ao amanhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os “sinais” são construídos pelo cão, para comunicar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    a. Gregarismo.&lt;br /&gt;         Movimento da cauda, gemidos ou lamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    b. Cortejo.&lt;br /&gt;         Exibição de caracteres sexuais secundários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    c. Luta.&lt;br /&gt;         Comunicações agonísticas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comunicações e seu tipo, são muito influenciadas pelo meio e pelo habitat. Assim há canídeos que lançam uivos e humanos que se comunicam por assobios, mais fáceis de detectar em áreas montanhosas e a longa distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, pensa-se que os “sinais” evoluíram a partir de outros mais simples (Lorenz e Timbergen). O cão mostra os dentes como ameaça, porque também o faz para comer. Portanto o agachar-se, também pode ser entendido como um “sinal” da ameaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os “sinais” se encadeiam aparecem os “displays” que podemos definir como sendo “conjunto de atitudes que predissem um comportamento complexo”. É muito importante que o adestrador “aprenda” a distinguir entre “sinais” honestos e desonestos no cão. Na espécie canina, exactamente como na humana, a comunicação desonesta evoluiu. É comum encontrarmos cães que desenvolvem um “display” impressionante de ataque que inclusivamente chegam a convencer os seus próprios donos que atacam qualquer intruso, e, como tal, seriam capazes de defender a família de qualquer agressão. Mas a presença de um figurante corajoso faz com que o animal mude toda essa parafernália de ataque por condutas de fuga ou no mínimo de evitação.&lt;br /&gt;Vejamos como na natureza também existem os “sinais” honesto e desonesto. Os animais quando “decidem” enfrentar-se levam a cabo duas classes de “displays” de informação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    1. Sobre força.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    2. Sobre intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na informação sobre força é muito difícil mentir. Os gorilas batem contra o seu peito com enormes ramos e os mais fortes reiteram. Se o gorila decidiu comunicar com desonestidade mente sobre a sua força, acabará ferindo o seu peito antes de partir o ramo. Quando o animal informa sobre intenções vem dizer-nos algo como: “vou atacar-te” ou “penso resistir muito”. Isto é como jogar ao Poker e chegamos à conclusão que este tipo de informação não pode contribuir para a evolução da espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque terão evoluído os cães? Como dizíamos atrás, o cão é uma espécie humanizada e como tal, sabe que o homem e outros cães por vezes impressionam-se com as suas “mentiras”. Entre eles a evolução é menor porque é mais difícil enganar um congénere do que um apreensivo humano.&lt;br /&gt;Extrapolando o conceito da sucessão de atitudes num “display” no mundo canino vemos como os cães antes de se decidirem a atacar, executam com rigor as comunicações agonísticas: exibição de força, olhar fixo no oponente, ligeiro agachamento, vocalizações específicas e demonstração das suas defesas. Para um homem ou mulher não identificados com comportamento canino, isto é um “ataque em toda a escala” e a fuga espontânea perante o animal só contribui para o fazer ganhar outra batalha. Quantos cães de pouco carácter chegaram a morder a sério por correrem atrás de pessoas com medo e inseguras! Esta técnica de demonstração de medo será tratada em próximos artigos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1188194806704590843?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1188194806704590843/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1188194806704590843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1188194806704590843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1188194806704590843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/09/comunicao-canina-sinais-e-displays.html' title='A Comunicação Canina - &quot;Sinais e Displays&quot;'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-7645842348662609184</id><published>2008-09-02T09:53:00.000+01:00</published><updated>2008-09-02T09:55:05.867+01:00</updated><title type='text'>Relação com a espécie Humana</title><content type='html'>Desde sempre os cães trataram de se adaptar ao homem em todos os factores que os rodeiam. Assim adquiriram uma riqueza fónica superior ao da do Lobo, utiliza o nicho trófico do humano (alimenta-se do mesmo que este) e inclusivamente, mudou a sua morfologia para poder acompanhar o seu amigo na viagem dos tempos. O que nunca poderá evitar é deixar de se integrar num sistema hierárquico de grupo imprescindível para a sua própria sobrevivência. Se nas suas relações com o homem não estiver claro qual é a espécie dominante, ambos terão sérios problemas de adaptação mútua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adestrador, guia ou dono deve induzir no seu cão que ele, o humano, é o espécimen que está acima do próprio dominante da matilha. Como nós os humanos, possuímos algo que falta ao cão (uma inteligência quantitativamente superior), a tarefa é bastante fácil. Em termos gerais podemos dizer que a “única” coisa que devemos fazer é integramos na sua pirâmide hierárquica e colocarmo-nos no vértice, em primeiro lugar. Esta acção obriga-nos, como bons dominantes, a:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Premiar qualquer conduta adequada.&lt;br /&gt;- Castigar a desobediência.&lt;br /&gt;- Administrar-lhe o recurso.&lt;br /&gt;- Manter, na medida do possível, o seu êxito reprodutor.&lt;br /&gt;- Não o castigar brutalmente (excepto em caso de disputas de nível hierárquico).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cão que é protegido pelo seu líder deve ver satisfeitas todas as suas necessidades, mas também deve saber quando ladrar ou calar-se na sua presença, morder ou deixar que lho “faça” o seu líder, acercar-se de uma fêmea ou “observar” a expressão do seu chefe… Em definitivo, nós devemos comportar-nos com ele como cão dominante e ele, como cão subordinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito de castigo ou brutalidade deve ser analisado conscientemente antes de se decidir a aplicá-lo. Os cães não sentem a dor como nós, quer dizer, as suas manifestações não são as mesmas. Se bem que a concepção de dor implica as mesmas terminações nervosas que no homem, o seu nível de percepção é muito distinto do nosso. Inclusive entre as raças ou entre indivíduos da mesma raça esse nível varia de uma forma ostensiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Humano deve ser o “SUPERALFA”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos adestradores, guias ou donos, têm por habito integrar-se na hierarquia tentando assim, que o cão nos tome por macho ou fêmea Alfa da sua matilha, sem pensar que é impossível que o nosso cão nos “confunda” com outro cão Dominante. Ele sabe muito bem a que espécie pertencemos e a qual ele pertence. A nossa missão portanto, será a de nos impormos ao Alfa da matilha, ou seja, convencê-lo de que se ele é o Alfa, nos somos o SUPERALFA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sua relação com os humanos foi estabelecida antes do Neolítico e está baseada num Comensalismo ou, nalguns casos, numa relação de Simbioses. Esta relação contribui em cada espécie para o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No cão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Melhora a sua atitude em relação à sobrevivência já que obtém comida, evita a depredação e     optimiza o seu Êxito Reprodutor.&lt;br /&gt;- Melhora a sua atitude gregária e social, porque se integra numa sociedade mais ampla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;No Homem&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode optimizar a segurança o mesmo é dizer, a sobrevivência do seu grupo humano.&lt;br /&gt;- Optimiza a necessidade gregária que também o homem possui.&lt;br /&gt;- Nalguns casos pode, inconscientemente, converter-se num terapeuta que eleve a taxa de atitude humana, diminuindo os perigos de certas doenças (depressões, demências, etc.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-7645842348662609184?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/7645842348662609184/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=7645842348662609184&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7645842348662609184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/7645842348662609184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/09/relao-com-espcie-humana.html' title='Relação com a espécie Humana'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-4719352788830312857</id><published>2008-08-23T11:38:00.000+01:00</published><updated>2008-08-23T11:40:15.026+01:00</updated><title type='text'>Factores de Dominância</title><content type='html'>O cão começa a estabelecer relações competitivas com cerca de 1 mês de vida. Podemos medir o grau de dominância de um individuo enfrentando-o com outro espécime. A diferença entre vitórias e derrotas do nosso exemplar nos enfrentamentos tidos é o que determina o seu Grau de Dominância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta medição é relativa e só nos indica o grau de um exemplar em relação ao outro com quem está em contenda. Chama-se a este o Grau de dominância lógico, pois não significa que se A é dominante sobre B e B sobre C, A o seja sobre C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando queremos saber o grau de dominância de um individuo dentro do grupo ou a magnitude da diferença de graus de cada um deles, utilizamos a Taxa de dominância, calculada para cada individuo como sendo o número total de vezes que ganha enfrentamentos, dividido pelo número das contendas em que esteve implicado com os diversos membros do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pergunta que tem originado mais estudos sobre este tema é: o que faz com que um individuo seja ou não dominante? Numerosos etólogos lançaram as suas hipóteses e predições com diversos factores analisados. O etólogo Ketterson em 1979 realizou correlações múltiplas passo a passo tentando relacionar todas as variáveis entre si. O resultado foi que o factor mais importante é o tamanho, seguido da familiarização com a zona, a idade e finalmente o sexo. Os níveis de Testosterona são também um sinal de dominância quando se encontra muito elevado no sangue do individuo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das características fenotípicas, o genotipo pode também ter importância na hora de determinar o status de um individuo dentro do grupo. É certo que os filhos dos dominantes também têm tendência para o ser mas… Não será que estes cachorros desfrutam de um meio superior em relação aos demais? Não estará melhor alimentado e protegido um cão filho de um Alfa que um filho de um Beta? O etólogo Westman experimentou com ovos de aves mudando-as do ninho dos dominantes para o ninho dos subordinados e observou que os comportamentos das crias tinham mais a ver com os dos pais adoptivos do que com os dos pais biológicos. Podemos interpretar esta realidade com o facto de que as fêmeas e os machos dominantes dão mais valor aos cuidados parentais respectivos do que os seus congéneres subordinados. Assim se explica que os filhos de indivíduos dominantes apresentem melhores características para competir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto vimos que os cães filhos de dominantes têm uma possibilidade muito alta de ser também dominantes sobre os outros cães filhos de subordinados e, para essa tendência, influi o carácter dos pais e as características ambientais da sua Ontogenia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo; filogeneticamente[1] tendem a ser dominantes e ontogenicamente[2] podem chegar a sê-lo se os cuidados parentais e de imprinting[3] sejam realizados por individuos Alfa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo que foi exposto, pode-se melhorar enormemente o carácter de uma ninhada de pais medíocres se fizermos com que a ninhada seja criada por outros pais adoptivos de elevado status social.      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Glossário:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Padrões filogenéticos - Condutas inatas ou herdadas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Padrões ontogenéticos - Condutas que o animal desenvolve desde o seu nascimento e durante toda a sua vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[3] Imprinting - É a primeira e mais duradoura forma de aprendizagem. Faz com que um animal se identifique como membro de uma determinada espécie. Este período critico ou sensível produz-se entre as oito e as doze semanas de vida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-4719352788830312857?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/4719352788830312857/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=4719352788830312857&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/4719352788830312857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/4719352788830312857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/08/factores-de-dominncia.html' title='Factores de Dominância'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-5954413346847864589</id><published>2008-08-06T15:27:00.000+01:00</published><updated>2008-08-06T15:30:47.712+01:00</updated><title type='text'>Organização Hierarquica dos Lobos e Cães em Liberdade</title><content type='html'>O conceito de hierarquia implica uma relação em “pirâmide” entre os membros de uma matilha. Os cães formam grupos estáveis e duradouros à semelhança do que acontece nas alcateias de Lobos. A autoridade absoluta é ostentada por um macho que normalmente é o que mais lutas tem travado e melhores resultados tem obtido. Secunda-o uma fêmea, subordinada ao macho mas que ocupa o segundo grau na hierarquia e que, no caso dos Lobos, só pode ser coberta pelo dominante. Depois destes dois “patriarcas” a pirâmide hierárquica completa-se com os machos e fêmeas subordinadas que, passado algum tempo, se convertem por sua vez, em dominantes quer pela disputa e vitória sobre o chefe, quer pela morte deste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas investigações levadas a cabo sobre uma alcateia de Lobos Canadenses, observou-se que era uma fêmea que liderava o grupo. Neste caso concreto o dimorfismo sexual[1]  está a favor dessa fêmea como em todos os casos de fêmeas dominantes entre as hienas. Apesar disso, o normal é que a autoridade absoluta seja exercida pelo macho dominante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em psicologia experimental chama-se Alfa ao individuo dominante e Beta ao subordinado. O conceito de dominância implica uma relação assimétrica, entre dois indivíduos, que se manifesta em dois níveis de interacção. O Alfa, para se impor, produz a maior parte das comunicações agonísticas e agressões que se manifesta entre os dois. Também quando se disputa uma fonte de recurso é o Alfa que invariavelmente a consegue obter. Uma vez estabelecidas as posições hierárquicas, a agressividade deixa de estar presente em quase todos os seus actos sociais. O stress é mais frequente nos indivíduos de menor nível social submetidos quase sempre, a uma contínua “luta” por uma valorização do seu posto na hierarquia. Pelo contrário nos dominantes, o nível de stress crónico diminui como consequência da falta de agressões que sofrem por parte dos subordinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para manter estas relações sem necessidade de enfrentamentos directos e constantes, o cão desenvolveu uma linguagem corporal que estabelece claramente, “quem manda”, nas interacções quotidianas. O Beta demonstrará submissão quando se encontra em perigo de agressão cabendo ao Alfa a tarefa de tranquilizar o resto da matilha com a sua presença altiva e tranquila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cão, à semelhança do Lobo, tem uns mecanismos de inibição do acto final de dominância, quer dizer, quase nunca uma luta por posto ou status termina com a morte do vencido. Este desenvolveu toda uma comunicação de submissão que impede o vencedor de chegar à eliminação do contendor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dominância que exerce a fêmea Alfa sobre as demais, chega ao ponto de actuar com as suas feromonas para impedir o cio das fêmeas subordinadas optimizando desta forma o seu êxito reprodutor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hierarquia é tão forte entre eles que, inclusivamente para caçar, é o dominante que estabelece as tácticas venatórias[2] da matilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta forma de actuação dos cães em liberdade mantém-se nos domésticos de tal forma que, ao fazer-se a experiência de se libertar vários exemplares, passado muito pouco tempo, converteram-se no que eram há 16.000 anos atrás.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Glossário –&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] Dimorfismo Sexual é a presença de caracteres sexuais secundários que permitem distinguir o macho da fêmea correspondente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] Venatória que diz respeito à caça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-5954413346847864589?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/5954413346847864589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=5954413346847864589&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/5954413346847864589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/5954413346847864589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/08/organizao-hierarquica-dos-lobos-e-ces.html' title='Organização Hierarquica dos Lobos e Cães em Liberdade'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-8727750236833829767</id><published>2008-07-15T09:03:00.000+01:00</published><updated>2008-08-23T11:45:58.104+01:00</updated><title type='text'>Os Canídeos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Supõe-se que o primeiro parente dos canídeos apareceu no Plioceno há cerca de 10 milhões de anos, mas o actual cão (canis familiaris) tem apenas 16 mil anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Há muitas teorias avançadas por prestigiados investigadores que defendem que o cão actual descende do Chacal, Lobo ou Coiote. No seu livro &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;"Quando o Homem encontrou o Cão" &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Konrad Lorenz marca uma clara diferença entre as raças que descendem do Lobo (Pastor Alemão, Dobermann ou Boieiros) e das que descendem do Chacal Dourado (Collie, Dalmata, Caniche ou Labrador).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente a maior parte dos autores estão em sintonia com o facto de que todas as raças de Cães descendem do Lobo (Canis Lupus), pois as duas espécies são idênticas e a sequência de ADN mitocondrial de ambas são iguais em 99,8%, enquanto que a comparação entre a do Lobo e do Coiote (Canis Latrans) coincidem somente em 96%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos estudos que existem sobre este tema encontra-se uma multiplicidade de especulações, mais ou menos científicas, mas em Etologia tomaremos sempre os padrões do Lobo como ponto de referência, para podermos compreender os comportamentos de uma espécie que foi domesticada pelo Homem no inicio da sua civilização. Apesar disso, por outro lado temos um grave problema em mãos: é que os padrões de conduta deste animal não podem ser enfocados através de um ponto de vista puramente etológico. O seu contacto diário com o Homem, a sua enorme capacidade de adaptação a um meio artificial, a sua falta de liberdade na Selecção Sexual e uma série de condicionantes mais, impossibilitam a publicação de estudos experimentais sobre esta espécie. Para podermos compreender o seu comportamento precisamos de nos apoiar na Etologia Aplicada, neste caso na canina, já que, apesar de todos os seus problemas, é uma espécie que, ainda que doméstica, apresente uma grande número de condutas que apresentaria em liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;O Grupo e a Matilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;u&gt;Define-se matilha como sendo um grupo estável e duradouro que se mantém, salvo em muito raras excepções, no mesmo território.&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt; Portanto, a matilha obtém a sua variedade genética (o oposto da endogamia[&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;]) baseando-se na expulsão dos machos jovens, mantendo-se no território fêmeas com laços de parentesco e muito poucos machos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Actualmente só existem em liberdade as seguintes espécies:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Canis Lupos (Lobo)&lt;br /&gt;- Canis Latrans (Coiote)&lt;br /&gt;- Canis Aureus (Chacal)&lt;br /&gt;- Canis Hienae (Hiena)&lt;br /&gt;- Dingo Australiano ou Lobo Amarelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o Cão doméstico evoluiu do Canis Lupus o efeito da sua domesticação potenciou a sua variedade racial (assunto que iremos abordar em próximos artigos), o homem foi seleccionando e aperfeiçoando as raças em função das suas próprias necessidades. Apesar de existirem actualmente centenas de raças caninas o seu código genético é exactamente o mesmo quer sejam pinchers miniaturas ou Grand Danois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Cão em liberdade tende ao sistema de emparelhamento monogamico, mas o cão domestico, devido Selecção artificial imposta pelo homem (nós é que escolhemos e impomos o/a parceiro/a), prevalece o sistema de poliginia&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:78%;"  &gt;[2]. &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;Assim, e neste caso, os cuidados parentais são outorgados na sua totalidade pela fêmea, dado que os progenitores nunca têm a certeza da paternidade das ninhadas, pois enquanto que nos cães selvagens ou nos lobos, devido à sua organização social, o macho dominante, aquele que cobre todas as fêmeas, sabe que todos os jovens são filhos dele e, sendo assim, ajuda no desenvolvimento da ninhada, principalmente na protecção da mesma e na procura de alimento para a progenitora, no macho doméstico o facto de não investir na partilha da árdua tarefa de criar uma ninhada tem a ver com o desconhecimento por parte deste da paternidade da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cadela, devido à domesticação, à abundância de alimento e não precisar de o procurar, à segurança transmitida pelo domesticador e à constância climática, apresenta dois ou três ciclos estrais por ano, contra um único da fêmea de Lobo (na Primavera), que tem contra si os imponderáveis de ter que depender de si em todas as circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Glossário&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[1] &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;Endogamia &lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;é o acasalamento dentro da própria família.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[2] &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt;&lt;u&gt;Poliginia&lt;/u&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:85%;"  &gt;&lt;i&gt; O contrário de monogamia. Situação em que o macho ou a fêmea têm vários parceiras/os&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-8727750236833829767?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/8727750236833829767/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=8727750236833829767&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8727750236833829767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/8727750236833829767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/07/os-candeos.html' title='Os Canídeos'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-300243766751938654</id><published>2008-07-08T12:10:00.000+01:00</published><updated>2008-07-15T09:10:12.510+01:00</updated><title type='text'>Etologia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHNMS0eUm4I/AAAAAAAAABA/yhH34YmJ5Uw/s1600-h/Darwin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHNMS0eUm4I/AAAAAAAAABA/yhH34YmJ5Uw/s320/Darwin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220600279259716482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Breves notas históricas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Apesar de Aristóteles, Séneca e S. Tomás de Aquino, na antiguidade se terem debruçado sobre este tema, fundamentalmente por motivações filosófico-religiosas, foi Charles Darwin que no seu livro “A Origem das Espécies” dedicou um capítulo ao tema dos instintos animais em que aplicava a teoria da Selecção Natural como, aliás, havia feito anteriormente nas mutações físicas.&lt;/span&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/SLVIOP%7E1/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot.jpg" alt="" /&gt;&lt;img src="file:///C:/DOCUME%7E1/SLVIOP%7E1/DEFINI%7E1/Temp/moz-screenshot-1.jpg" alt="" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas foi já no Século XX que a Etologia nasce como Biologia do Comportamento que, depois da teoria dos Tropismos de Loeb (1918), se começam a perfilar duas grandes correntes; a de Watson ou Behaviorismo baseada nas teorias de Ivan Pavlov e do Reflexo Condicionado, e a Concepção Vitalista criada pelo Austríaco e Prémio Nobel da Medicina de 1973; Konrad Lorenz (criador do conceito imprinting do qual iremos falar mais à frente). Esta corrente baseia-se no estudo de muitos actos instintivos e no desenvolvimento de padrões ontogénicos[1] condutais inatos. E é sobre esta corrente que  nos vamos debruçar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                                                                                     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Etologia Aplicada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente Etologia é o estudo das regras de conduta, mais ou menos complexas, dos animais em liberdade, com o objectivo de resolver problemas de sobrevivência e reprodução.&lt;br /&gt;Baseando-nos neste conceito chegamos à conclusão que, através da Selecção Natural, só sobrevive e só evolui o mais apto, o espécimen mais adaptado ao meio em que está inserido, aquele que obtém maior número de cópias genéticas, que acede, melhor que outro, à fonte de recurso (alimentação) e evita com maior êxito a depredação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Método Cientifico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que uma ciência seja considerada como tal, todas as leis que produz têm que ser provadas através de experiências e observações laboratoriais. Por isso e para dar credibilidade a esta jovem ciência, vamos utilizar o Método Cientifico em todos os temas que iremos abordar.&lt;br /&gt;O Método Cientifico, neste caso, não é mais nem menos que o meio que nos permite progredir no conhecimento do comportamento animal e implica, perante qualquer conduta, a pergunta obrigatória: Por quê?&lt;br /&gt;Esta pergunta pode ser respondida através de diversos pontos de vista todos eles lógicos e todos correctos. Por exemplo por que ladram os cães? Podemos responder a esta pergunta com quatro tipos de resposta:&lt;br /&gt;História evolutiva: descendem de outros que sabiam fazê-lo.&lt;br /&gt;Em termos de desenvolvimento: aprenderam com outros adultos.&lt;br /&gt;Enfoque Causal: ladram porque têm um aparelho fonético que lhes permite fazê-lo.&lt;br /&gt;Enfoque funcional: necessitam fazê-lo para sua sobrevivência e/ou reprodução.&lt;br /&gt;Por os dois primeiros tipos de resposta serem perfeitamente óbvios, em Etologia vamos desenvolver somente os dois últimos.&lt;br /&gt;No seguimento do que foi exposto, vamos dar outro exemplo utilizando como respostas a causal e a funcional:&lt;br /&gt;Porque é que os Lobos em liberdade só têm um ciclo reprodutor, tendo-o na primavera e todas as fêmeas ao mesmo tempo?&lt;br /&gt;Enfoque causal: por uma questão de feromonas[2].&lt;br /&gt;Enfoque funcional: É mais benéfico para os cachorros e além disso, todos os machos crescerão juntos e abandonarão a alcateia à vez, aumentando dessa forma o seu êxito reprodutor e a sua capacidade de sobrevivência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Glossário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; [1] Padrões Ontongénicos são comportamentos que o animal desenvolve desde o seu nascimento que continuam inalteráveis durante todo o período vital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;[2] Feromonas são hormonas que ao serem libertadas por um indivíduo influencia o comportamento e desenvolvimento de outro, ou outros, da mesma espécie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-300243766751938654?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/300243766751938654/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=300243766751938654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/300243766751938654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/300243766751938654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/07/etologia.html' title='Etologia'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHNMS0eUm4I/AAAAAAAAABA/yhH34YmJ5Uw/s72-c/Darwin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8054066933918646765.post-1758871875656951316</id><published>2008-07-08T09:26:00.000+01:00</published><updated>2008-07-08T10:20:30.092+01:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Etologia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='imprinting'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='adestramento positivo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='socialização'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento canino'/><title type='text'>Apresentação</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;font-size:100%;"&gt;Caros amigos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A Etologia - ciência que estuda o comportamento dos animais em liberdade - é uma jovem Ciência que nos vem dar a possibilidade de conhecermos melhor os animais que habitam connosco neste planeta que é a Terra.&lt;br /&gt;Como a definição indica, não existe Etologia Canina uma vez que esta espécie está domesticada e, como tal, não pode ser analisada na perspectiva desta Ciência, assim, teremos que nos socorrer da Etologia Lupina e aplicá-la aos cães para tentar compreender o seu comportamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Blogue tem por objectivo dar a conhecer esta jovem Ciência aplicada aos cães e através dela  tentarmos conhecer melhor o nosso cão ou cão que treinamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as áreas do Comportamento Canino serão aqui analisadas: as etapas vitais, imprinting, socialização, conhecimento intrínseco de como funciona um cão, adestramento, relações inter e intra-especificas, etiologia da agressividade, manias, fobias, comportamentos esteriotipados, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contamos com a participação de todos os interessados, com as suas dúvidas, as suas experiências e também contamos com aqueles que, tendo já algumas noções deste assunto, queiram compartilhar connosco os seus conhecimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sílvio Pereira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8054066933918646765-1758871875656951316?l=comportamento-canino.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/feeds/1758871875656951316/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8054066933918646765&amp;postID=1758871875656951316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1758871875656951316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8054066933918646765/posts/default/1758871875656951316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://comportamento-canino.blogspot.com/2008/07/apresentao.html' title='Apresentação'/><author><name>Sílvio Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08378737472975715157</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_k2G1PMgVg8s/SHMyThNF50I/AAAAAAAAAAM/MWKhlhxzCpE/S220/Com+o+dono.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
